domingo, 6 de dezembro de 2009

Flamengo vence e conquista hexacampeonato brasileiro

Cariocas saem atrás do Grêmio, conseguem virada com dois gols de zagueiros e consolidam, com o título nacional, incrível recuperação iniciada sob o comando do técnico Andrade


RIO DE JANEIRO – Em um Campeonato Brasileiro marcado por surpresas e reviravoltas, a última rodada do torneio de 2009 não fugiu à regra: numa das decisões mais emocionantes da história do Brasileirão, o Flamengo sagrou-se campeão ao vencer o Grêmio de virada, por 2 a 1, no Maracanã. É o sexto título brasileiro do clube mais popular do país — campeão também em 1980, 82, 83, 87 (título da Copa União) e 1992.

Nos últimos 90 minutos dos mais de 3420 jogados pelo time carioca durante toda a competição, o Flamengo superou os gaúchos com gols dos zagueiros David e Ronaldo Angelim, depois de Róberson ter aberto o placar para o Grêmio. O empate, que persistiu até os 25 minutos do segundo tempo, dava o título ao Internacional, arquirrival do Grêmio, que venceu o Santo André por 4 a 1 e ficou com o vice. São Paulo e Palmeiras também iniciaram a rodada com chances de título.

A conquista rubro-negra consolida uma impressionante recuperação do time carioca na competição — a equipe era apenas a 10ª colocada ao fim do primeiro turno — e consagra o técnico Andrade, que assumiu o comando do time no 11º lugar e agora conquista seu primeiro título como treinador. Adriano, outro dos grandes heróis do título ao lado de Petkovic, não marcou mas terminou o torneio na artilharia da competição, com 19 gols, assim como Diego Tardelli.



O Grêmio começou o jogo com tudo, marcando em cima e tentando explorar a velocidade de seus jogadores no ataque. Diante de um Flamengo tenso e perdido em campo, a torcida rubro-negra começou a perceber que o título não viria com a facilidade imaginada.

O Fla só chegou à área gremista pela primeira vez aos 12 minutos. Aírton fez lançamento longo para Adriano, que demorou para concluir e deu tempo para Thiego afastar.

O domínio tricolor foi se consolidando, e aos 21 minutos saiu o gol gremista. Após escanteio cobrado por Douglas Costa, Roberson apareceu bem no primeiro pau, desviou de leve e tirou o goleiro Bruno da jogada.

O gol inverteu as posições, e o Flamengo passou a atacar daí em diante. Não demorou para empatar o jogo, aos 29 minutos. Após cruzamento na área, Adriano se engalfinhou com o zagueiro Léo e a bola sobrou limpa na área. David bateu forte e empatou a partida.

No último lance de perigo no primeiro tempo, o Flamengo quase virou. Adriano mandou direto para o gol uma falta cobrada da ponta direita, e Marcelo Grohe espalmou. Assim, o Flamengo foi para os vestiários sem o título.

FICHA TÉCNICA - FLAMENGO 2 X 1 GRÊMIO

FLAMENGO: Bruno, Leonardo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró (Éverton), Willians e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Kléberson) e Adriano.
Técnico: Andrade

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Mário Fernandes, Léo, Thiego e Fábio Santos; Adilson (Mithyuê), Túlio, Maylson e Lúcio; Douglas Costa e Roberson (Bérgson).
Técnico: Marcelo Rospide

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 6 de dezembro de 2009 (Domingo)
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: Alessandro Rocha (Fifa-BA) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC)
Cartões amarelos: David, Willians (Flamengo); Marcelo Grohe, Douglas Costa, Lúcio, Adilson (Grêmio)
Gols: Roberson, 21 minutos, e David, 29 mintuos do primeiro tempo; Ronaldo Angelim, 24 minutos do segundo tempo

RECOLHIMENTO NECESSÁRIO

RECOLHIMENTO NECESSÁRIO
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)


No mundo atribulado em que vivemos nossa rotina diária costuma ser cheia de afazeres.

Nossa mente é bombardeada diariamente por excesso de informações a partir da televisão, Internet, rádio, jornais e revistas.

Estamos constantemente preocupados com o que temos a fazer, imersos na pressa e entregues ao tão propagado stress da vida moderna.

Para compensar a correria diária, os momentos de lazer são, ora de total apatia frente a um aparelho de TV, ora de inúmeras horas de sono, ora de frenesi em shoppings ou em casas noturnas.

A maior parte de nós não cultiva o hábito de recolher-se para meditar.

Nossa mente é uma maravilhosa máquina, capaz de produzir numerosos pensamentos a cada minuto. Por este motivo muitas pessoas se queixam da dificuldade de concentração, pois não conseguem focar os pensamentos.

Entre os jovens, o uso constante de aparelhos, como o computador e o telefone celular, costuma dificultar muito a atenção seja em sala de aula, seja durante o estudo, seja durante a leitura de um livro.

Precisamos aprender a controlar nossa mente, deixando de ser guiados passivamente por ela.

A prática da meditação é quase tão antiga quanto a Humanidade, e é a base de muitas filosofias de vida, principalmente no Oriente.

Para algumas dessas filosofias, meditar é cultivar a disciplina mental, é permitir a abertura mental para o autoconhecimento e para o conhecimento do Divino.

Sócrates, filósofo grego, dedicou sua vida à meditação e ao estudo filosófico. Foi ele quem deu ênfase ao célebre conceito inscrito no templo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo, convidando o indivíduo ao autoconhecimento.

O autoconhecimento nos dá equilíbrio, nos traz paz de espírito, nos conduz ao caminho da reflexão.

Não é necessário que meditemos durante horas, ou que usemos técnicas transcendentais de meditação. Mas é preciso que aprendamos a silenciar nossa voz e a reduzir o turbilhão de pensamentos por alguns minutos.

Podemos começar com alguns minutos de recolhimento em nosso quarto, antes do descanso, quando naturalmente nossa mente busca o repouso.

Um ambiente com pouca luz e música suave pode nos ajudar a relaxar.

Focar a atenção em um único objeto tem por objetivo controlar nossa mente.

O segredo é dominar os pensamentos e serenar a mente.

No início, a dificuldade poderá desanimar, mas a determinação em atingir o objetivo deve ser maior.

Quando conseguirmos silenciar a mente poderemos guiar nossos pensamentos dominando-os e não sendo dominados por eles.

Conseguiremos, então, refletir serenamente, e com humildade, sobre nossas atitudes, sobre o caminho a ser escolhido, sobre os objetivos nobres a atingir em nossa vida.

A meditação nos permite um maior contato com o mundo espiritual, nos trazendo a inspiração para a escolha do caminho correto a trilhar nesta maravilhosa oportunidade que é a vida.



Redação do Momento Espírita com base em seminário desenvolvido por
Divaldo Pereira Franco, ao ensejo da realização do Encontro Fraterno
, em Guarajuba-BA, em setembro de 2009.
Em 04.12.2009.

CÃES DE GUARDA

CÃES DE GUARDA
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)



O cão tem sido, ao longo do tempo, apresentado como companheiro do homem, exemplo de fidelidade. O mundo pôde ver a cadela Baltique, da raça Labrador, acompanhar fielmente o enterro do seu dono, o Presidente da França, François Miterrand.

Raras são as crianças que não têm um cãozinho para brincar. Um Poodle, Bassê, um simples vira-lata.

Alguns cães têm uma infinita paciência. A criança os puxa, aperta, abraça, dá ordens. Andam no triciclo com o menorzinho da casa, passeiam no carro com o patrão.

Alguns se submetem a virarem um tipo de boneco e se deixam colocar nos carrinhos de bebês, como se bebês fossem, participando da brincadeira de faz de conta. As crianças os chamam de seus filhinhos e falam com eles, crendo que tudo entendem.

São famosas as histórias, imortalizadas nas telas do cinema e da TV, de cães que deram sua vida na defesa do ser humano. Dos que morrem tristonhos sobre os túmulos dos seus donos. Dos que, treinados, conduzem cegos, salvam vidas nos incêndios, nos terremotos, na neve.

O grande gênio Walt Disney criou um romance entre cães e até hoje nos encantamos com A dama e o vagabundo.

Fofinhos, travessos, brincalhões, os cães de estimação não saem de moda.

O que têm aumentado em número assustador são os cães de guarda. Não os bons e velhos cães de guarda, ao mesmo tempo companheiros fiéis dos seus donos.

Uma outra classe bem diferente. Em nome da violência que invade os lares, as pessoas erguem muros altos, instalam alarmes, contratam vigias. E compram um cão de guarda, escolhido entre as raças mais agressivas.

Alguns cães têm a mordida igual ao impacto de uma tonelada.

Os treinadores e os criadores afirmam que cães bem criados não atacam pessoas inocentes. Dizem que um cão de guarda é dotado do dom de diferenciar a voz de um criminoso da de um homem bem intencionado.

Com isto cresce não somente a procura por cães sempre mais agressivos, mas também os treinamentos a cada dia mais violentos.

Os cães se transformam em verdadeiras armas de guerra.

Um animal com instinto agressivo apurado por uma série de cruzamentos e submetido a treinamentos que o condicionam à violência, pode ser controlado durante muito tempo. Mas não durante todo o tempo.

Assim, crianças e adultos, vez ou outra, são apanhados de surpresa e recebem mordidas de arrancar orelhas, quebrar ossos, traumatizar para o resto da vida.

* * *

Muitos de nós temos uma fera em nosso interior. Chama-se temperamento. Muitos desenvolvemos essa ferocidade, educando-nos para agredir, ferir, destruir.

Transferimos para os animais essas disposições, através de treinamentos e exigências.

Um dia, de repente, tais disposições poderão se voltar contra o próprio cultivador e despedaçar-lhe a vida.

Precaução, sim. Prudência. Medidas de cautela.

Contudo, se confiarmos nossa segurança a um cão treinado para a agressão, teremos que nos responsabilizar pelos seus atos perante a Lei de Deus e dos homens.

É que temos sob nossa guarda os animais, que foram colocados por Deus, no mundo, para nos auxiliar. Se os transformamos em assassinos potenciais, agressores, estamos interferindo nas Leis naturais.

Por vezes, uma pequena negligência ou o despreparo para lidar com tais cães, pode permitir que eles firam pessoas.

A responsabilidade é sempre dos donos pela infelicidade ou dor que causarem a terceiros.

Redação do Momento Espírita, com base em artigo publicado na r
evista Veja, de 17.01.1996 e no cap. 24 do livro Panoramas da
vida, pelo Espírito Ignotus, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 05.12.2009.

domingo, 1 de novembro de 2009

RECADASTRAMENTO - URGENTE

RECADASTRAMENTO - URGENTE

SUSEP PRORROGA PARA 30 DE JUNHO O PRAZO DE EXIGIBILIDADE DOS
CORRETORES DE SEGUROS PESSOAS FÍSICAS

RECADASTRAMENTO DE EMPRESAS CORRETORAS DE SEGUROS COMEÇA DIA 1º JULHO

A edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União publica a Circular 383/09 da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que altera o prazo para o recadastramento das empresas corretoras de seguros. De acordo com a norma, esse prazo passa a ser de 1º de julho de 2009 a 31 de dezembro de 2009. Outra alteração importante estabelecida pela norma diz respeito ao veto às operações com corretores de seguros, pessoas físicas ou jurídicas, que não realizaram o recadastramento nos prazos estabelecidos.

A íntegra da Circular 383/09 segue abaixo:

O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS - SUSEP, na forma do inciso X do artigo 19 do Regimento Interno, de que trata a Deliberação SUSEP No 132, de 18 de dezembro de 2008, considerando o disposto no artigo 36, alínea "b", do Decreto-Lei No 73, de 21 de novembro de 1966, e o que consta do Processo SUSEP no 15414.004638/2002-03, resolve:

Art. 1º - Alterar o caput do artigo 3o e seus parágrafos 2o, 4o, 5o e 6o; o parágrafo único do artigo 4o; o artigo 7o; e o artigo 8o da Circular SUSEP Nº 370, de 2 de julho de 2008, que passam a vigorar com a seguinte redação:
" Art. 3º - Os corretores de seguros e as sociedades corretoras deverão recadastrar-se na SUSEP, por meio da FENACOR ou dos sindicatos."

"§ 2º - Os formulários de que trata o parágrafo primeiro deste artigo serão disponibilizados nos sítios dos sindicatos, da FENACOR e da SUSEP na rede mundial de computadores e nas unidades da FENACOR e dos sindicatos."

"§ 4º - Os corretores de seguros e as sociedades corretoras, com carteira de identidade profissional ou título de habilitação profissional emitido após o recadastramento de que trata a Circular SUSEP No 299, de 22 de julho de 2005, e antes de 1o de agosto de 2008 ou 1o de julho de 2009, respectivamente, ficam dispensados da apresentação dos documentos, de que trata o § 3o deste artigo, desde que qualquer eventual alteração cadastral tenha sido comunicada à SUSEP."

"§ 5º - O período de recadastramento será de 1º de agosto de 2008 a 30 de novembro de 2008, para os corretores de seguros - pessoa física, e de 1º de julho de 2009 a 31 de dezembro de 2009, para as sociedades corretoras."

"§ 6º - As carteiras de identidade profissional e títulos de habilitação profissional, emitidos a partir de 1º de agosto de 2008 e de 1º de julho de 2009, respectivamente, deverão conter data de validade de três anos, a contar da data de sua emissão."

"Art. 4º -... Parágrafo único. No que se refere ao recadastramento previsto no § 5º do artigo 3º, a vedação de que trata o caput deste artigo se aplica a partir de 1º de julho de 2009 e 1º de abril de 2010, respectivamente, para os corretores de seguros e sociedades corretoras."...

" Art. 7º - Decorridos os prazos a que se refere o parágrafo único do artigo 4º desta Circular, tornam-se inválidos os títulos de habilitação profissional e as carteiras de identidade profissional, emitidos antes de 1o de julho de 2009 e de 1o de agosto de 2008, respectivamente."

" Art. 8º Ressalvada a contribuição sindical, o recadastramento de que trata esta Circular não está condicionado ao pagamento de contribuições associativas, confederativas ou preços de serviços dos sindicatos."

Art. 2º - Incluir o artigo 10-A na Circular SUSEP No 370, de 2 de julho de 2008, com a seguinte redação:

"Art. 10-A As carteiras de identidade profissional e os títulos de habilitação profissional serão entregues aos corretores de seguros e às sociedades corretoras pela FENACOR ou pelos sindicatos."

Art. 3º - Esta Circular entra em vigor na data de sua publicação"

Armando Vergilio dos Santos Junior

E A VIDA PROSSEGUE...

E A VIDA PROSSEGUE...
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)



Quem de nós já não experimentou a súbita ausência de um ente querido?

Quem de nós já não sentiu profunda saudade de um afeto que, não estando mais no mundo corpóreo, deixa uma aparente lacuna em nossa vida?

Mesmo expressando fé em palavras ou em muitas de nossas atitudes, a tristeza da falta do contato, da ausência do sorriso, da impossibilidade de um abraço acaba por nos fazer agir com imensa tristeza diante da morte.

Não é fácil se despedir de um ente querido, mesmo idoso ou longamente doente, quando já nos era sabido que a ausência física ocorreria em breve.

Com certeza, a ausência aparentemente definitiva daquele a quem demos apenas um até logo é muito mais difícil de entender ou aceitar.

A mãe que recebe a notícia da morte de um filho que deveria, em algumas horas, estar de retorno ao lar deverá encontrar forças imensas para ir adiante.

O esposo que descobre que a amada esposa não chegará daquela viagem, possivelmente tem a sensação de que o chão lhe treme.

Mas, por que será que a morte não é por nós vista como um adeus temporário? Por que a certeza da sobrevivência da alma ou Espírito, tão comum entre diversas religiões, não nos dá consolo imediato?

Sabemos que o que chamamos de morte é apenas a morte do corpo físico, pois o Espírito ou alma é eterno, e esta crença é verdade para grande parte da Humanidade.

Acostumados a valorizar a vida material acabamos por dar um grande valor à morte física, nos esquecendo frequentemente de que ela é só do corpo, jamais do Espírito.

Se realmente temos fé, se realmente nossa crença está alicerçada no coração e na mente, o consolo virá e será mais facilmente aceito.

Deus, em sua infinita bondade e justiça, não interromperia a vida física de um jovem sem um motivo; não afastaria, de modo aparentemente irremediável, um ente da família sem uma razão.

O que ocorre é que, vivendo em um corpo físico, nosso Espírito não lembra dos momentos em que, com alegria e determinação, participou de sua programação de vida, incluindo o tempo que esta duraria.

Lembramos, então, da necessidade de uma fé sólida e inabalável, que pode e deve ser questionada, para que possa ser vivenciada de maneira consciente, mas jamais esquecida.

Francisco Cândido Xavier, o grande médium reconhecido e respeitado mundo afora, nos trouxe, através da sua mediunidade psicográfica, inúmeras notícias do outro lado, nos dando provas de que a vida prossegue, e que os sentimentos continuam.

Muitas famílias tiveram a felicidade de saber que seus amores continuavam vivos, em outro plano, e que o sentimento de amor sobrevivera à separação física.

Não foram poucas as mensagens pedindo que não houvesse tristeza, pois esta podia ser sentida por quem morrera e, frequentemente, lhe dificultava o caminhar.

Os sentimentos, sejam alegres ou tristes, são percebidos por nossos amores em outro plano e eles sentir-se-ão tristes ou felizes, tal qual nós, deste lado, sentimos.

A tristeza é normal no primeiro momento, a saudade perfeitamente aceitável mas, jamais o desespero, a revolta, a procura infindável de um responsável.

A oração, instrumento acessível a qualquer pessoa, independentemente de sua crença, é valioso meio de buscarmos forças e de enviarmos nossos sentimentos de amor a quem já partiu deste plano físico.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.10.2009.

SAUDADES

SAUDADES
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)



De todas as dores da Humanidade, possivelmente a mais aflitiva seja a que se constitui na separação dos afetos pelo fenômeno da morte.

Embora todos saibamos que a morte é a etapa final dos que vivem na Terra, não nos preparamos para recebê-la. Eis porque ela sempre nos surpreende, esfacelando-nos o coração em tortura moral.

Para os que acompanham o féretro até o que se denomina a última morada do corpo de carne deveria ser o momento de acuradas reflexões.

O que existe, afinal, para além do túmulo? Para onde vão as almas dos que se foram, abraçados pelo sono da morte? Como diluir a dor da separação?

Que existe vida além desta vida já foi suficientemente comprovado.

Seja pela revelação religiosa que, desde os tempos imemoriais se refere ao Espírito imortal, seja por ramos da ciência médica e psicológica que apresentaram estudos variados, concluindo pela existência de um mundo invisível, onde vivem os que deixam o corpo carnal.

Jesus, o Mestre excelso, provou mais de uma vez que a morte é uma ilusão dos sentidos físicos. No Tabor, ao Se transfigurar, frente aos olhares atônitos de Pedro, Tiago e João, apresenta-Se tendo ao lado direito e esquerdo as figuras veneráveis do legislador hebreu Moisés e do profeta Elias.

Ora, ambos haviam vivido entre os hebreus há muitos séculos.

Contudo, ali se apresentaram tão vivos que Pedro cogitou de erguer tendas para que eles as habitassem, ali mesmo no monte Tabor.

Jesus, após Sua morte infamante na cruz, apresentou-Se aos Apóstolos e aos discípulos variadas vezes, em ambientes fechados e ao ar livre, demonstrando que prosseguia vivo.

Os que morrem continuam vivendo, no mundo que lhes é próprio, o espiritual, que somente não detectamos pela grosseria de nossa visão material.

A prova de que prosseguem vivos a temos nos sonhos em que com eles nos encontramos, trocamos confidências, amenizamos as saudades.

Essas são as experiências individuais de todos nós.

Apesar de tudo, a saudade se alonga nos dias, tanto mais forte quanto mais se demoram os meses e se amontoam os anos.

Por isso, somente a oração pode lenificar a longa saudade. Quando oramos a Deus pelos que partiram, eles nos sentem as vibrações, quais se fossem abraços de carinho e na mesma intensidade, os retribuem, pelos fios do pensamento.

Um dia, logo mais, haveremos de nos reencontrar na Espiritualidade, quando transpusermos os umbrais da morte. Então, diremos adeus aos que permanecem, para recebermos um olá, você chegou! Dos que nos precederam e nos virão receber no portal da tumba.

* * *

Existem inúmeros livros que falam da vida para além desta vida.

Dr. Raymond A. Moody Jr. escreveu livros acerca de suas investigações do fenômeno da sobrevivência à morte física.

São relatos de criaturas que tiveram experiências de quase morte e retornaram contando do que ouviram, dos seus contatos, testemunhando pois que há vida depois desta vida.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.10.2009.

Honestidade

ho.nes.ti.da.de
s. f. 1. Qualidade de honesto. 2. Honradez, probidade. 3. Decoro. 4. Castidade, pudor, recato.

Dignidade

dig.ni.da.de
s. f. 1 Modo de proceder que infunde respeito. 2 Elevação ou grandeza moral. 3 Honra. 4 Autoridade, gravidade. 5 Decência, decoro.

Respeito

res.pei.to
s. m. 1. Ato ou efeito de respeitar (-se). 2. Aspecto ou lado por onde se encara uma questão. 3. Apreço, consideração. 4. Acatamento, deferência. 5. Obediência, submissão. 6. Referência, relação. 7. Medo, temor.

Ética

é.ti.ca
s. f. 1. Parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. 2. Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.

domingo, 17 de maio de 2009

Centro Espirita Aprendizes do Bem



_ESTA FOTO FOI TIRADA NO DIA 17 DE MAIO DE 2009.
_NO CENTRO ESPÍRITA APRENDIZES DO BEM, NO BAIRRO DE PIEDADE, RIO DE JANEIRO/RJ.

sábado, 9 de maio de 2009

Prefeitura de Maricá dá choque de ordem para arrumar a cidade

Rio - Inovando na administração pública de Maricá, a prefeitura, através da Secretaria de Obras, está dando um choque de ordem de ponta a ponta da cidade. Os funcionários da secretaria já começaram a dar nova cara em Ponta Negra e Itaipuaçu. A ideia é afunilar essa concentração até chegar ao Centro do município, passando pelo Espraiado, São José do Imbassaí e Inoã, por exemplo. Sob a orientação dos subprefeitos, as equipes de trabalho fazem a limpeza das ruas, capina, operação tapa-buraco, o manilhamento e a pintura de calçamentos.

SUBPREFEITOS
“Conversamos com os subprefeitos e decidimos que eles seriam as pessoas indicadas para orientar os nossos funcionários, justamente porque sabem as necessidades de cada bairro e o que a população acha o que seja mais emergencial”, disse o secretário de Obras, Arthur Billé. “Depois que fizermos isso em toda a cidade, será mais fácil cada subprefeito fazer a manutenção do seu bairro”, ressaltou. O subprefeito de Ponta Negra, Walter Matias, acredita que agora será mais fácil manter a cidade arrumada. “Essa iniciativa foi a melhor solução encontrada para melhorarmos a condição de vida da população”, disse Matias.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Brasil confirma 4 primeiros casos de gripe H1N1 no país

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou nesta quinta-feira os quatro primeiros caso da nova gripe H1N1 no Brasil.

"O vírus chegou ao Brasil", disse o ministro a jornalistas. "Todos passam bem", acrescentou Temporão.

Os casos da doença, que ficou conhecida como "gripe suína", estão nos Estados de São Paulo (2), Minas Gerais (1) e Rio de Janeiro (1). Três pacientes vieram do México e um dos Estados Unidos.

domingo, 3 de maio de 2009

Seguro Notebook


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Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros

sábado, 2 de maio de 2009

Observatório em piedade ( RJ )

Fundado em 1975, possui telescópio refrator de 150 mm. Além das apresentações noturnas públicas no segundo sábado de cada mês, organiza visitas previamente agendadas.
Rua João Pinheiro, 259. Piedade. Rio de Janeiro. RJ. CEP 20750-000.
Telefone (21)2593-1330

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Casa de Cultura( Foto ) - Maricá/RJ

Notícias da Secretaria de Turismo e Cultura ( Paraty - RJ )

30/01/2009 - Verão com muita música e manifestações folclóricas
A abertura do verão Paraty já começou e quem visitar a cidade no mês de janeiro até início de fevereiro terá a chance de conferir mais uma edição do Paraty Cultural, evento incentivador das manifestações folclóricas culturais da histórica Paraty. Na ocasião, serão realizados shows musicais com artistas da cidade e apresentações de grupos folclóricos, num palco montado na Praça da Matriz, no Centro Histórico.

O Projeto Paraty Cultural oferece, gratuitamente, ao público, nas noites de sábado e domingo, uma programação musical de muito bom gosto, em evento organizado pela Secretaria de Turismo e Cultura e Convention & Visitors Bureau. Participarão músicos e grupos da cidade e de comunidades locais. A programação será divulgada semanalmente até fevereiro.

O Paraty Cultural integra o Calendário Cultural de Eventos desde 2007, com objetivo de incentivar e divulgar artistas e grupos folclóricos da cidade, bem como promover, no mês de janeiro, uma opção a mais de diversão e entretenimento à população e turistas que passam a temporada de verão em Paraty.





PROGRAMAÇÃO DA SEMANA



Dia 29/01 (Quinta-feira)

20h30 – Cia. Dança & Arte Paraty

21h00 – Grupo de Cirandeiros "Os Caiçaras"



Dia 30/01 (Sexta-feira)

20h30 – Cia. Dança & Arte Paraty

21h00 – Dedeca Zen e Banda Trilhos e Elos



Dia 31/01 (Sábado)

21h00 – Banda Santa Cecília

21h30 – Cia. Dança & Arte Paraty

22h00 – Bebeto e DJ



LOCAL.: Praça da Matriz (Centro Histórico)

Paraty - RJ

História da Cidade

BREVE HISTÓRICO
A região da baía da Ilha Grande foi descoberta em l502 por Gonçalo Coelho, na segunda expedição ao Brasil, segundo alguns historiadores. Nesta ocasião vários nomes foram dados a acidentes geográficos para servirem de referência aos futuros navegantes. Assim surgem os nomes: Ilha Grande, Angra dos Reis Magos, Pico do Frade e Ponta Fragosa, que orientarão os novos aventureiros. Mas, o descobrimento desta região não deve ser confundido com o início de seu povoamento por portugueses. Ela começa a ser povoada somente por volta de 1530, quando a Expedição de Martin Afonso de Souza vem ao Brasil em busca do caminho para as Minas de Potosi. Funda ele o povoado de São Vicente e dá porções de terras para que alguns viajantes fiquem morando no Brasil. Estes moradores, os "vicentinos", aos poucos vão se espraiando pelo litoral na direção norte e sul, criando pequenos povoados. Moradores de São Vicente chegam à região de Angra dos Reis em 1556, quando Antonio de Oliveira e sua mulher Da. Genebra Leitão de Vasconcelos recebem uma sesmaria na Ilha Grande.
Esta região era muito visitada por navios franceses em comércio com os índios tamoios. Já haviam estado na região, entre outros, o aventureiro e cronista alemão Hans Staden e o Pe. José de Anchieta. Hans Staden conta em livro a sua permanência como prisioneiro dos índios tamoios, na aldeia do chefe Cunhambebe, em 1554. Na crônica de suas viagens refere-se, especificamente, às aldeias do Cairuçu (Ocara Açu) do Ariró, Mambucaba e Taquari. Ao Padre José de Anchieta se atribui a denominação de uma enseada na região da Cajaíba, o Pouso, onde teria ele dormido, em 1563, quando viajava como refém dos Tamoios para Iperoig, na região de Ubatuba.
Vindos de São Vicente ou da Ilha Grande aqui chegam os primeiros povoadores, no final do século XVI. Mas, não existe, ou pelo menos não se conhece, qualquer documento que informe a data destes acontecimentos, por isso não se sabe a data de fundação de Paraty.
Outros escritores, porém, informam que a fundação do povoado, sob a proteção de São Roque, aconteceu quando da passagem da expedição de Martim Afonso de Souza, em sua viagem do Rio de janeiro a São Vicente, pela costa, em 1531, no dia 16 de Agosto, dia de São Roque.
A primeira citação do nome Paraty, somente vai aparecer em 1596, quando por aqui passou a expedição de Martim Corrêa de Sá que, vinda do Rio de Janeiro, daqui partiu com mais de 2.700 homens entre índios e soldados, para a região do Vale do Paraíba buscando aprisionar índios para escravizá-los. Para atingir as terras do vale a expedição utilizou-se de uma antiqüíssima trilha de índios que cortava a Serra do Mar, a "Trilha dos Guaianás". Na descrição de suas aventuras, Anthony Knivet, um aventureiro inglês e participante da expedição, diz que no porto de Paraty viviam os índios Guaianás, amigos dos portugueses, com quem faziam negócios. Não fala, porém da presença de portugueses aqui.
O certo é que a partir de então este lugar passa a ser um ponto de entrada e passagem obrigatória para os que buscavam o sertão, subindo o caminho da serra. Vindos do Rio de Janeiro, em barcos, daqui subiam a serra até atingir São Paulo e o interior e por aqui entravam as mercadorias vindas da Europa. Em virtude da movimentação existente nesta região, do desenvolvimento do comércio de gêneros alimentícios, tecidos e especiarias, enriqueceu o povoado.
Da antiga situação, sobre o Morro do Forte, mudou-se o povoado para a várzea entre os rios Paraty-Guaçu e Patitiba, parte de uma sesmaria de Maria Jácome de Melo e por ela doada para a construção do novo povoado. Junto ao Rio Paraty-guaçu construiu-se uma pequena capela dedicada a N. S. dos Remédios, atendendo a uma exigência da doadora. A outra exigência da doadora era que não se molestassem os índios que aqui viviam, o que não se cumpriu. Aqui instalado mais rápido cresceu o povoado que era parte integrante da Vila de N. S. da Conceição da Ilha Grande.
Em l644, por vontade de seus moradores, investiu-se no título de vila, mas aos 26 de julho do mesmo ano o Ouvidor Geral João Velho de Azevedo a fez retornar à jurisdição da Ilha Grande. Logo depois, em 1660, outra revolta popular liderada pelo Primeiro Capitão Domingos Gonçalves d'Abreu separa Paraty da Ilha Grande. Duraram sete anos as desavenças entre as duas vilas: Ilha Grande defendia o retorno da subordinação do povoado, alegando ser Paraty um couto de malfeitores, sem Justiça e Câmara formada; Paraty buscava sua emancipação falando do movimento do porto e de sua posição estratégica na entrada do caminho para o sertão. Em Carta Régia de 28 de Fevereiro de l667, Dom Afonso VI reconheceu a nova vila com o nome de Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. Em Outubro do mesmo ano instalou-se a primeira Câmara Municipal e nomearam-se os Juízes e autoridades da nova vila. Estes acontecimentos aceleraram o desenvolvimento comercial, o plantio de cana-de-açúcar e fabricação de aguardente e açúcar.
A descoberta de ouro no interior das Minas Gerais, no final do século XVII transformou a Vila de Paraty na porta de entrada para os que, aos milhares, buscavam enriquecer no "eldorado" brasileiro. Seu porto passa a ser então o porto de embarque do ouro e pedras preciosas para a cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para Lisboa. Grande quantidade de ouro e riquezas passou por este porto, protegido por suas muitas fortificações ao longo da baía e pela Milícia da Vila.
Seu porto passa a ter intenso movimento com a entrada de tecidos, ferramentas, gêneros alimentícios e escravos para abastecer São Paulo e as minas. A isso se soma a grande produção de aguardente, embarcada para a Europa como aperitivo, levada como dinheiro para a compra de escravos na África e transportada para a minas para "alimentar" os escravos.
No início dos Setecentos estes fatos fazem surgir na vila casas de alvenaria de pedra; duas novas igrejas; a complementação do traçado urbano com a abertura de novas ruas e sua ocupação; a construção de fortalezas; duas Casas de Registro de Ouro, uma na Estrada da Serra, a da Cachoeirinha e na estrada de Ubatuba a do Curralinho. Paróquia desde a criação da vila, em 1725 foi elevada à condição de Paróquia Colativa. Em 1720, quando foi criada a Província de São Paulo, independente das Minas Gerais, Paraty ficou incorporada a ela, mas, a Carta Régia de 16 de Janeiro de 1726 anexa esta vila à Província do Rio de Janeiro.
Em 1711, quando o corsário francês Duguay-Trouin invadiu a cidade do Rio de Janeiro e exigiu resgate para sua libertação, o Capitão Francisco do Amaral Gurgel levou daqui 580 homens armados para defender aquela cidade.
A utilização cada vez mais crescente de uma nova estrada do Rio de Janeiro para as Minas Gerais, através da Serra dos Órgãos, não causou na vila grande impacto porque o porto continuava a receber as mercadorias destinadas a São Paulo e ao sul de Minas Gerais. Havia aumentado significativamente a produção dos 100 engenhos de aguardente e 2 de açúcar, além do cultivo de gengibre e mandioca, que se comerciava com o resto do país.
O plantio do café, no início do século XIX, trouxe grandes modificações aos engenhos. Diante do alto preço deste produto, muitos abandonaram a produção de aguardente e passaram a cultivar café. O porto passou então a receber do alto Vale do Paraíba a produção do café lá plantado e conduzido até aqui, serra abaixo, em grandes tropas de burros. O progresso ainda era imenso: construiu-se mais uma igreja, continuaram as obras da nova matriz iniciada no século anterior, edificaram um hospital e ensinava-se latim na Cadeira de Gramática Latina.
A chegada da Família Real Portuguesa no Rio de Janeiro trouxe o luxo e o bem viver da Europa para o Brasil. E em razão de sua proximidade com corte, a Vila de Paraty se transformou: Companhias Líricas se apresentavam no Casa de Ópera; cadeirinhas de arruar passaram a ser utilizadas ao invés das redes; louças e prataria inglesa e portuguesa enfeitavam as casas e serviam a mesa; tecidos caros sobejavam nos muitos armazéns à disposição da clientela ávida por novidades da Corte.
Novas ruas foram abertas no centro urbano; continuavam a calçar as existentes com pedras irregulares; surgiram novas construções, mais elegantes; casas térreas se transformaram em sobrados e muitos deste tipo foram construídos; fizeram-se novos aterros para avançar a vila sobre o mar e derrubaram-se construções antigas para um melhor e mais perfeito arruamento.
Em 1813, por Decreto de 17 de Dezembro, foi a vila enobrecida com o título de Condado, sendo seu primeiro titular Dom Miguel Antonio de Noronha Abranches Castelo Branco. A Lei Provincial nº. 302, de 12.03.1844 elevou a vila à categoria de Cidade, com o nome de Paraty.
Mas, o plantio do café não se mostrou rentável na terra exaurida, além disso, as despesas com os numerosos escravos e serviçais aumentavam a cada dia inviabilizando qualquer lucro. Muitas fazendas foram então abandonadas ou vendidas. Poucos engenhos ainda produziam a aguardente, que de tão boa qualidade fizera tanta fama, agregando a si o nome da cidade.
No final do século a construção da estrada de ferro ligando o Rio de Janeiro a São Paulo através do Vale do Paraíba levou para aquela região a rota do comércio, isolando Paraty e fazendo cessar o movimento do porto. A este fato somou-se a libertação dos escravos que, retirando a mão-de-obra dos engenhos, das fazendas e do porto, fez com que grande parte da população abandonasse a região em busca de futuro mais promissor.
As primeiras décadas do século XX encontraram a cidade fazendo enorme esforço para manter o que restava do progresso, com construção de pontes, instalação de luz elétrica, a publicação de alguns jornais, a exportação para as cidades vizinhas de aguardente, milho, feijão e farinha de mandioca. Mas de pouco adiantou esta tentativa. Algumas décadas depois a cidade contava somente com pouco mais de 500 moradores, o hospital da Santa Casa estava fechado, o comércio era insignificante e poucos os engenhos.
Em 1945 o sítio histórico de Paraty foi considerado Monumento Estadual pelo Decreto-Lei nº 1.450, numa visão futurista do então Interventor Ernani do Amaral Peixoto, descendente de raízes paratienses.
A década de 50 veio modificar substancialmente a vida de Paraty com a construção de uma estrada de rodagem ligando Paraty à cidade de Cunha, no Estado de São Paulo. Por esta estrada alcançava-se a cidade de Guaratinguetá e a Via Dutra que une as duas grandes metrópoles brasileiras, Rio e São Paulo. A viagem de barco, em dias alternados, para as cidades de Angra dos Reis e Mangaratiba, o único meio de transporte que ligava a cidade ao resto do país continuou a existir. A nova estrada, porém, possibilitava um maior e melhor fluxo de transporte, em menor tempo, com mais segurança e qualidade. Por ela começaram a descer os paulistas que, eternos aventureiros, buscavam o litoral perdido dos sonhos e o encontram nesta cidade abandonada, diferente, com ruas tortas calçadas de pedras irregulares, igrejas simples e despojadas, festas e danças antigas e acima de tudo um povo hospitaleiro e gentil. Apesar de sérios problemas como a constante queda de barreiras, deslizamento da pista e outros menores, eles adquiriram velhas casas, às vezes em ruínas, e as restauraram com capricho e bom gosto e as utilizavam para veraneio. A cada dia mais aumentava a demanda de turistas não só nas temporadas, mas também nos feriados prolongados.
No turismo a cidade encontra seu destino: são abertos hotéis e restaurantes, pequenas lojas passaram a vender o artesanato local: colchas de retalho, crochês, gamelas, cestos e peneiras entre tantos outros. A pesca destinava-se agora aos restaurantes e o excedente podia ser mandado para São Paulo; os barcos, antes destinados somente à pesca, passaram a ser utilizados para passeios pelas praias e ilhas; diante da escassez de quartos em hotéis, alugavam-se casas e empregos novos surgiam a cada dia.
No dia 13 de Fevereiro de 1958, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional inscreveu o centro histórico de Paraty no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, ditando leis e normas para a preservação da arquitetura e do paisagismo da cidade.
Finalmente, em 24 de Março de 1966, pelo Decreto nº 58.077 foi todo o Município de Paraty convertido em Monumento Nacional.
A construção da Estrada Rio-Santos, BR 101, iniciada em 1970 e aberta ao tráfego em 1976, consolidou a vocação turística de Paraty no momento em que a tornou mais acessível. Paraty deixou de ser um lugar de veraneio e transformou-se em opção de turismo o ano inteiro. Novo interesse imobiliário como o da década de sessenta se fez sentir, agora não mais dirigido a compras e vendas de imóveis no centro e sim em todo o litoral, ilhas e serras.
Toda esta movimentação fez com que novos instrumentos de preservação fossem criados, desta vez visando proteger o meio ambiente. Por estes motivos foram criados o Parque Nacional de Serra da Bocaina, em 1972, que abrange a maior parte do município; as Áreas de Proteção Ambiental do Cairoçu e Tamoios e a Reserva Ecológica da Juatinga, para preservação da parte litorânea e insular, além dos santuários de vida marinha lá existentes.
Na cidade novos serviços foram implantados como agências e guias de turismo, o passeio de barco passou a ser feito por embarcações especiais, os Saveiros e lanchas, mais confortáveis e rápidas. Na década de 90 instalaram-se junto a cidade as operadoras de mergulho que ensinam mergulho e fazem expedições de exploração marítima. As praias ao longo da estrada começaram a ser freqüentadas e as praias de Trindade transformaram-se no lugar preferido da juventude e dos aventureiros, que lá praticam esportes náuticos. A construção de uma estrada ligando a BR 101 à Trindade transforma de vez aquele povoado: abrem-se bares, restaurantes e pequenas pousadas. Serviços como aluguel de barcos para passeios ao Caixadaço e à Praia Brava estão hoje à disposição dos turistas. O acesso a estas praias facilitou a freqüência a outras, através de trilha na mata: a Praia do Sono, Ponta Negra, Antigos Grande e Pequeno. A região da Cajaíba, acessível de barco, transformou-se agora na mais nova aventura dos turistas. São constantemente visitadas e se fazem acampamentos nas Praias Grande, Deserta, Itaoca, Pouso e Martim de Sá que, mesmo dentro da Reserva Ecológica da Juatinga, vem apresentando grande demanda turística.
As trilhas antiqüíssimas existentes na serra são visitadas e percorridas com guias especializados em Ecoturismo, que buscam mostrar, mas não depredar, trilhar mas preservar ou seja, a convivência harmônica do homem com o ambiente que o cerca.
No atual momento a cidade de Paraty está providenciando toda a documentação que possibilite sua candidatura a Patrimônio da Humanidade, título concedido pela UNESCO.


Fonte: Diuner Mello

Patrimônio Histórico( Paraty - RJ )

Patrimônio Histórico

Considerada um dos conjuntos arquitetônicos coloniais mais perfeitos e harmoniosos do país, é no Centro Histórico que a maioria das coisas acontecem, concentrando as mais diversas atividades e festejos.







segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A estação de Maricá, sem data. Nesta foto

Município de Maricá, RJ


E. F. Maricá/Ramal de Cabo Frio - km 35,240 (1960) RJ-1841
Inauguração: 1894
Uso atual: demolida

Maricá fará novo contrato para recolher o lixo

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, anunciou que, nesta sexta-feira, fechará um contrato emergencial para a contratação de uma empresa responsável pelo recolhimento do lixo da cidade, que produz, em média, cem toneladas de resíduos por dia. A coleta está irregular desde dezembro do ano passado. Além disso, caso pare de chover, a prefeitura pretende iniciar, também nesta sexta-feira, uma operação tapa buracos em Itaipuaçu no valor de R$ 149 mil.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

História recheada de mitos e evoluções

Macelo Macedo Soares

início da habitação de Maricá remete ao final do século XVI, quando foram concedidas as primeiras sesmarias – terras em doação – a Antônio de Mariz Coutinho (1574), Manuel Teixeira (1578) e Duarte Martins Mourão (1590). As terras ficavam na faixa do litoral compreendido entre Itaipuaçu e a lagoa de Maricá. Quando o Padre José de Anchieta chegou às margens da Lagoa, em 1584, onde se realizou a célebre pesca milagrosa, encontrou diversos núcleos de povoamento em plena atividade.

A primeira concentração efetiva de população se deu em São José do Imbassaí e na Fazenda São Bento, fundada em 1635. Nesta parte do município ficava a fazenda do Mosteiro de São Bento, o maior latifúndio maricaense, com mais de 1.750 alqueires, concedida aos monges em 31 de outubro de 1635 pelo governador Rodrigo de Miranda Henriques.No mesmo local foi construída a primeira capela de Maricá, a de Nossa Senhora do Amparo, que seria reconhecida como paróquia em 12 de janeiro de 1755.

Muitos colonos foram atingidos por febres palustres – do pântano – e se mudaram para o outro lado da lagoa. Lá foram estabelecidas as bases da Vila de Santa Maria de Maricá, elevada a esta categoria em 26 de maio de 1814, através de decreto de D. João, emancipando o distrito. Em 1889, logo após a Proclamação da República, diante de tamanho progresso na Vila de Maricá, o Governo resolveu elevá-la à categoria de cidade.

Milagre de Anchieta

O Padre José de Anchieta pisou pela primeira vez em Maricá no ano de 1584, acompanhado de outro padre e de um numeroso grupo de índios. Além da catequizar, Anchieta realizou na Lagoa de Araçatiba a famosa "pesca milagrosa", na qual antecipou aos índios o tipo de peixe que seria pescado. Relatos da época dão conta de que a pescaria teria sido tão abundante que o grupo de homens no local não foi suficiente para recolher a quantidade de peixes. Em homenagem ao padre foi erguida uma estátua no local, próxima a uma cruz, que indica o ponto da primeira missa realizada em Maricá.


Linha férrea

A idéia de construir uma estrada de ferro em Maricá começou a amadurecer em 1887 e, dois anos depois, foi inaugurado o trecho que ligava a cidade a Itapeba e, posteriormente, Manoel Ribeiro. Com o apoio do Governo Federal, o projeto da estrada de ferro foi prolongado até Cabo Frio, sendo que a Central do Brasil fazia o entrosamento locomotivo.

Naquela época, todo pescado comercializado em Niterói e São Gonçalo era transportado pela população local através dos trens. A economia da cidade acabou assumindo vocações agropastorais, industriais de pequeno porte, para a exploração mineral, para a construção civil e para a pesca e o turismo, desenvolvido ao longo dos anos por conta de suas belezas naturais. Até hoje, milhares de pessoas são atraídas pela abundância de lagoas, praias, pelo clima tropical e pelos costumes simples da região.






O Fluminense

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Maricá inaugura a gestão participativa

Danilo Motta

A Prefeitura de Maricá inicia, no próximo sábado, uma série de assembleias populares pelo município, visando ampliar a participação dos moradores na gestão pública municipal. A primeira reunião será em Itaipuaçu.

Segundo o prefeito Washington Quaquá (PT), as assembleias são parte de um processo de mobilização popular visando melhor utilização do dinheiro público.

O prefeito, que estará presente às reuniões, disse que seu mandato será altamente participativo.

"Nada mais justo que a população ajude a decidir onde deve ser investido o dinheiro público. É assim que vamos governar", declarou Quaquá.

De acordo com o secretário de Ação Social, Cidadania e Mobilização Popular, Marcos de Dios, a organização das assembleias é apenas o primeiro passo.

"Esse tipo de gestão sempre foi a meta do nosso prefeito e será importante para a organização da sociedade civil de Maricá e para que a cidade caminhe para uma melhoria social e econômica jamais vista", concluiu o secretário.

A assembleia acontecerá na Estrada de Itaipuaçu, lote 3, Espaço Navio, às 15 horas.

As reuniões seguintes já estão marcadas, e têm previsão para realização em Ponta Negra (dia 31/1), São José (7/2), Inoã (14/2), Centro (7/3) e Barra de Maricá (14/3).




O Fluminense

Quintino Bocaiuva (cidade do Rio de Janeiro)

Quintino Bocaiúva, ou simplesmente Quintino, é um tradicional bairro do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, pentencente à XV região administrativa (Madureira).

O bairro recebeu esse nome em homenagem ao republicano histórico brasileiro, Quintino Bocaiúva (1836-1912). A casa onde Quintino morou ainda hoje permanece em sua forma original, apesar de estar em precário estado de conservação, é tombada e localiza-se na Rua Goiás, perto da descida do Viaduto de Quintino.

Tem como seu filho mais ilustre o jogador Zico, conhecido nacionalmente como o "Galinho de Quintino".

Em Quintino também se localiza a sede da FAETEC, no complexo chamado de CETEP, mais conhecido ainda por seu antigo nome: CEI , onde funcionam a Escola Técnica Estadual República (ETER) (uma das maiores escolas da cidade), o Institututo Superior de Tecnologia em Ciência da Computação do Estado do Rio de Janeiro (ISTCC-RJ) e diversos outras instituições oferecendo cursos de idiomas, técnicos e profissionalizantes a diversos alunos.

O bairro serviu de cenário para o filme de Cecil Thiré, "O Ibrahim do Subúrbio", de 1976. No filme, protagonizado por José Lewgoy, locais do bairro como a estação de trem, a Rua da República e a Praça Quintino Bocayúva são citados e mostrados em várias tomadas.

Era também em Quintino que morava o menino João Hélio Fernandes Vieites, assassinado no início de 2007 por ladrões que roubaram o carro de sua mãe, em Oswaldo Cruz, num episódio que chocou todo o Brasil.

Geografia, infra-estrutura e comércio
Quintino é cortado ao meio pela linha principal da Estrada de Ferro da Central do Brasil, a qual possui uma estação no bairro. Ambos os lados (norte e sul) possuem características residenciais, com algum comércio (em geral padarias, botequins, pequenas lanchonetes, bazares e, mais recentemente, LAN houses), além de algumas fábricas de caixas de papelão e gesso. Embora a parte sul de Quintino seja mais conhecida, a parte norte é maior e mais populosa. O bairro conta com muitas ruas degradadas, típicas do subúrbio carioca. O aspecto cinzento pode ser notado na Rua Nerval de Gouveia, onde está a estação de trem.

Entre as escolas existentes no bairro, estão além da ETER, a Escola Municipal Oswaldo Teixeira, a Escola Municipal Quintino Bocayúva, e os colégios particulares João Lyra Filho e Guarany. O Colégio Nacional também diz erroneamente ter uma unidade no bairro, pois esta unidade na verdade está situada já em Cascadura.

Também em Quintino encontra-se uma das casas mais antigas de piano do RJ, a Rei dos Pianos Ltda, que restaura pianos desde 1935.

A partir da abertura da Linha Amarela (1999), o lazer e o consumo de seus moradores tem-se deslocado para dois dos maiores shopping centers cariocas, o Norte Shopping (em Cachambi) e o Barra Shopping (na Barra da Tijuca).


Dados demográficos
Área territorial (2003): 242,62
Total da população (2000): 7.243
Total de domicílios (2000): 2.903

Cultura


Apesar de alguns problemas com infra-estrutura e da onda de violência que vem assolando a cidade do Rio de Janeiro nas décadas de 1990 e 2000, Quintino é ainda um lugar onde resistem certas tradições do subúrbio carioca, como o hábito de crianças brincarem na rua, ou mesmo os adultos colocarem cadeiras de praia no portão e passarem o dia conversando nas portas de casa com os vizinhos.


Procissão de São Jorge 2008, em QuintinoO maior dos acontecimentos anuais de Quintino é a tradicional Festa na Igreja Matriz de São Jorge, que costuma durar cerca de uma semana e culmina com a procissão em homenagem ao santo. Essa festa ganhou mais importância com a criação do feriado municipal de São Jorge.


História
Quintino era até o início do século XX parte da Freguesia de Inhaúma, área do Rio que compreendia vários atuais bairros da região. O lado sul era pantanoso e fazia parte da Fazenda da Bica, com sede próxima a atual Rua Souto. Em 1876, foi inaugurada a Estação Cupertino de trens. Com a morte do jornalista, político e morador da região, Quintino Bocayúva, em 1912, a estação próxima a sua casa ganhou seu nome, e acabou também dando nome ao bairro.

Em 1912, já eletrificado, o bonde de Jacarepaguá serviu de cortejo fúnebre a Quintino. O senador, antes de morrer, pediu para ser sepultado no Cemitério de Jacarepaguá. O féretro veio do centro do Rio pelo trem da Central, até Cascadura, de onde o cortejo seguiu de bonde até o Pechincha.

Nos anos 1940, já existia ao sul de Quintino um enorme terreno, que se mantém do mesmo tamanho até hoje e vai da Rua Clarimundo de Mello até o Morro Inácio Dias, onde funcionava a Escola XV de Novembro e também uma unidade da FUNABEM , onde ficavam presos menores infratores ou então internados menores carentes. A FUNABEM funcionou até o fim dos anos 80 e durante muito tempo foi um problema para seus vizinhos, pois muitos menores em suas tentativas de fuga corriam pelos quintais das casas à instituição.

Nos anos 1960, a vida do bairro era já era movimentada, na parte sul havia várias associações sociais e recreativas, entre elas destaca-se o OTAB, que foi presidido durante muito tempo por Laurindo Azevedo, que realizava famosas festas de Carnaval, dia das crianças, torneios esportivos, e festas famosas que atraíam gente de todo o subúrbio.

Eram comuns os torneios de futsal de várias categorias, que eram disputados pelas várias equipes locais, tais como Mocidade (Rua Lemos Brito), Juventude (Rua Lucinda Barbosa, time da família do jogador de futebol Zico), OTAB, América Jr (do jogador de futebol Ivan, ex- América), entre outros.

Nos anos 1970, com a ascensão política do deputado Jorge Leite, nascido na região, o bairro ganhou desenvolvimento, com o asfaltamento de todas as ruas. Dessa época, também data a época de maior força dos ranchos carnavalescos locais: Decididos de Quintino e Aliados de Quintino, que figuravam entre os mais importantes ranchos da cidade do Rio de Janeiro. Havia também o rancho Aliança, de menor expressão.

Com a decadência dos ranchos por oposição às escolas de samba, nos anos 1980, tanto o Decididos quanto o Aliados procuraram transformar-se também em escolas de samba, o que não deu certo e resultou na extinção de ambos, não sem antes o primeiro ter sido campeão do último desfile de ranchos realizado no Carnaval Carioca.

Progressivamente, também as entidades e a própria vida social do bairro foram se extinguindo com o passar dos anos. Alguns apontam vários fatores para essa decadência da vida cultural e social do bairro, mas talvez as maiores causas sejam a especulação imobiliária e o aumento da violência, que diminuíram as relações entre vizinhos nas décadas seguintes.

Nos anos 90, um grupo de moradores do lado sul de Quintino tentou resgatar esse espírito criando a Associação de Moradores da Rua Bernardo Guimarães, que chegou a até mesmo organizar um carnaval de rua por alguns anos, mas não mais com a mesma força de antes. Em pouco tempo esta associação também foi extinta.

Ainda na década de 80 se destacou a figura do folclórico político Albano Reis, nascido na comunidade da Caixa D'água, e que criou um centro de reabilitação infantil gratuito próximo à estação de trens. Albano também ficou conhecido como "o Papai Noel de Quintino", pois costumava se vestir de Papai Noel, distribuindo presentes às crianças em datas como Dia de Cosme e Damião, Dia das Crianças e Natal, além de espalhar cheques e notas de dinheiro pelas ruas do bairro para que os moradores procurassem.

Em 1998, Albano montou um presépio e decorou com pinturas, esculturas e iluminação especial o seu centro de reabilitação, decorando também casas vizinhas, além de contratar animadores que se vestiam de "papais e mamães noéis" para animar a recepção das crianças. Essa iniciativa trouxe novamente alguma importância para o bairro, pois moradores de outros bairros vizinhos passaram a ir até Quintino apreciar a decoração. Porém, o sucesso não se seguiu nos anos seguintes, em parte pelo fato de Albano Reis ter preferido apostar mais em outras bases eleitorais e relegar Quintino a um segundo plano, até sua morte em 2004.

Em 1996 foi oficialmente criado o CEI, um projeto do Governo do Estado do Rio de Janeiro que aproveitava a área onde funcionavam a Escola XV de Novembro e a FUNABEM (então já extinta), que na época era grandioso, porém tornou-se decadente com a eleição do governador Anthony Garotinho. Este renomeou o CEI para CETEP e criou a FAETEC. Duas faculdades chegaram ser criadas lá após isso, uma de Informática e outra de Agronomia, sendo as únicas faculdades situadas em Quintino.

Também vale destaque nos anos 90 a quadrilha junina Tiririca de Quintino, que chegou a ser campeã do badalado concurso de quadrilhas promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro nessa década.

Em 2003 foi criada a Obra Social Murialdo, projeto da Paróquia de São Jorge que tem por objetivo realizar trabalhos sociais no bairro. Ela funciona num antigo terreno baldio da Rua Franco Vaz, onde hoje há uma quadra esportiva que é utilizada pelo projeto e também alugada com o objetivo de arrecadar fundos para a instituição.



Velório do ex-deputado Albano Reis, realizado em dezembro de 2004, em frente a seu centro social, em QuintinoEm 2006, a violência afetou até mesmo a mais tradicional festa quintinense, a Festa de São Jorge. No dia da procissão, um tiroteio entre traficantes rivais no meio da festa feriu 5 pessoas na Rua Clarimundo de Mello, bem no dia do encerramento da festa, seu ponto alto. Na semana seguinte, o dinheiro arrecadado com a festa foi roubado da Obra Social Murialdo. Parte foi recuperado posteriormente, mas isso não impediu a decisão por parte da Paróquia de reduzir a festa no ano seguinte, festa essa que passou a terminar no próprio dia de São Jorge (23 de abril), e não mais no domingo seguinte, como era o costume.

Apesar de hoje Quintino ser motivo de piada dentro do próprio bairro, ainda persistem tentativas de alguns moradores de resgatarem a memória e a auto-estima da população local através de projetos que possam melhorar a qualidade de vida do lugar.


Limites geográficos
Delimitação do bairro Quintino Bocaiúva, Código 079, segundo o Decreto Nº 5.280 de 23 de Agosto de 1985.

“Do entroncamento da Rua Padre Manuel da Nóbrega com a Rua Quintão, seguindo por esta (incluída) até a Avenida Suburbana; por esta (excluída) até a Rua Palatinado; por esta (excluída, atravessando a Rua Goiás, a Estrada de Ferro e a Rua Nerval de Gouveia), em direção à Rua Garcia Pires; por esta (incluída) até a Rua Clarimundo de Melo; por esta (excluída) até a Rua Souto; por esta (excluída) até a Rua Ituna; por esta (excluída) até o seu final; daí; por uma linha reta, ao final da Rua Inharé; por esta (excluída) até a Rua São Pedro; por esta (excluída) até o seu final; daí, subindo a vertente, até o Morro do Inácio Dias (cota 188m); daí, subindo e descendo o divisor de águas da Serra dos Pretos Forros, passando pelos pontos de cota 404m e 413m, até o ponto culminante do Morro da Covanca (cota 274m); deste ponto, pela vertente em direção leste, até o ponto culminante do Morro do Careca (cota 334m); deste ponto, descendo e subindo os espigões, ao ponto mais alto do Morro do São Jorge (cota 451 m); deste ponto, descendo o espigão, passando pelo ponto de cota 254m, até o entroncamento da Rua Almeida Nogueira com a Rua Clarimundo de Melo; daí, subindo e descendo as vertentes do Morro da Caixa d'Água, em direção ao final da Rua Cesário Machado; por esta (incluída) atravessando a Rua Elias da Silva; daí; pelo Ramal Principal da RFFSA, até a Rua Lima Barreto; por esta (incluído); Avenida Suburbana (incluída) até a Rua Padre Manuel da Nóbrega; por esta (incluída) ao ponto de partida.”

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL


ARQUITETURA E HISTÓRIA


A partir do Forte de Santiago, na Ponta do Calabouço, a evolução do conjunto arquitetônico do Museu acompanhou a trajetória urbana da cidade do Rio de Janeiro. À fortificação inicial veio se juntar a Casa do Trem, destinada à guarda do "trem de artilharia", conjunto de apetrechos bélicos usados na defesa da cidade, e, mais tarde, o Arsenal de Guerra.

No início do século XX o Arsenal é transferido para a Ponta do Caju, abrindo o caminho para a adaptação do conjunto para suas novas funções : Pavilhão das Grandes Indústrias da "Exposição Internacional de 1922".

Por determinação do Presidente Epitácio Pessoa, o Pavilhão abrigou, em duas de suas salas, o núcleo inicial do Museu Histórico Nacional. Com o encerramento da Exposição, o Museu veio ocupando progressivamente toda a área.

Visando recuperar a arquitetura original, ampliar espaços destinados ao público, aprimorar os serviços oferecidos aos visitantes, democratizar o acesso dos mais diversos segmentos da sociedade e viabilizar uma circulação e um percurso adequados ao discurso museográfico, o conjunto arquitetônico que abriga o Museu passou, entre 2003 e 2006, por importantes obras de restauração e modernização.

O Museu é localizado:
Praça Marechal Âncora S/N° Rio de Janeiro Rj Brasil

MUNICÍPIO DE MARICÁ

Mapa do Município de Maricá:

Secretaria Municipal de Cultura
Secretário : Sady

Email:cultura@marica.rj.gov.br
Rua Álvares de Castro, nº 103
Centro, Maricá
RJ, Brasil 24.900-000

Telefone(s): (21) 3731-1432
Fax: (21) 3731-1432

Nova subsecretaria em Maricá

Danilo Motta

Não foi só em Niterói que o prefeito está realizando uma reforma na estrutura administrativa do município. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), acaba de criar a Subsecretaria de Políticas para os deficientes. Para a pasta, foi nomeada Verônica Rocha dos Santos.

Para a nova subsecretária, que teve a perna esquerda amputada num acidente de moto há 17 anos, o objetivo das políticas públicas voltadas para os deficientes é fazer com que as pessoas possam realizar as atividades do dia-a-dia sem que, para isso, tenham que depender de outras pessoas.

A subsecretária afirmou que os problemas enfrentados pelos deficientes em Maricá ainda são muitos, como a ausência de rampas nas escolas e em outros órgãos públicos.

"Só queremos ter o livre acesso. Não queremos incomodar ninguém. Também temos o direito de trabalhar e estudar e não precisamos passar por constrangimentos. Aqui mesmo na subsecretaria, temos vagas para deficientes, mas as pessoas não têm como sair de suas casas e chegar sozinhas ao trabalho" disse.

" É um absurdo que precisa ser mudado. Nosso governo vai buscar qualidade de vida para toda a população", completou a nova subsecretária.

Nova viagem – Recém-chegado de Brasília, Washington Quaquá voltou, no último domingo, à capital federal. Desta vez, ele se reunirá com o ministro das Cidades, Márcio Fortes, para apresentar informações mais detalhadas acerca dos projetos de combate a enchentes e dragagem dos rios que cortam o município, acompanhado pelo secretário de Obras Arthur Billé.

Quaquá havia chegado ao Rio na última sexta-feira. Durante os dias em que esteve em Brasília, o prefeito apresentou alguns projetos com o intuito de atrair recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem como um dos objetivos a realização deste tipo de obras em todo o Brasil.

Quaquá desmentiu supostos cortes do Governo Federal nos investimentos do PAC.

"Contrariando os críticos que diziam que as verbas do PAC iam ser reduzidas, o presidente Lula mandou investir ainda mais recursos", disse o prefeito, que retorna hoje de viagem.




O Fluminense

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

CENTRO ESPIRITA APRENDIZES DO BEM

Endereço:
O endereço do centro espirita é: R. João Pinheiro,574 Piedade,perto da Av. Dom Helder Camara.

Contato: (21)9163-2113

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Tem reuniões publicas todas as 3° e 5° 20:00 hs .

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Paquetá (cidade do Rio de Janeiro)

Paquetá é o bairro compreendido pela pequena Ilha de Paquetá, no interior da baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Constitui-se num tradicional e pacato recanto turístico do Rio de Janeiro, a poucos minutos da agitação da metrópole, habitado por população das classes média e média-baixa. A segurança e tranquilidade da ilha atraem visitantes nacionais e estrangeiros, que a elegem para namorar, passear e se divertir.

O bairro possui infra-estrutura turística completa com hotéis, restaurantes, hospital, policiamento, comércio e serviços.

História

A Ilha de Paquetá foi descoberta em 1555, por André Thevet, que era cosmógrafo da expedição francesa de Nicolas Durand de Villegagnon a fim de fundar a França Antártica. Era habitada pelos índios Tamoios que já chamavam a ilha por esse nome.

Somente em 18 de dezembro de 1556, o rei Francês reconheceu a descoberta de André Thevet, sendo essa data até hoje considerada como aniversário da ilha.

Com a vitória dos Portugueses contra os Franceses, a ilha passou para o controle dos vencedores que, em 1565, mesmo ano da fundação da cidade do Rio de Janeiro, a dividiram em duas sesmarias.

Em 1697 foi construída a Capela de São Roque, padroeiro da ilha.

Durante a Revolta da Armada, em 1893 a ilha foi ocupada durante seis meses pelos marinheiros sublevados o que ocasionou diversos prejuízos para a população local.

Transporte

O acesso à ilha é feito por linha regular de barcas e por catamarãs e aerobarcos, a partir da Praça XV de Novembro, no centro do Rio de Janeiro.

Na ilha não é permitido o tráfego de veículos motorizados particulares: apenas bicicletas e charretes se locomovem nas ruas revestidas de saibro e coloridas pelos flamboyants. Destaca-se o serviço de táxi, o chamado "eco-taxi", uma bicicleta com uma espécie de cabine atrás. Somente é permitido o tráfego de carros de serviço como os da polícia, bombeiros e ambulância.

Pontos turísticos

Entre os pontos turísticos da ilha destacam-se:

Parque Darke de Matos
Mirante do Morro do Cruz
Pedra da Moreninha
Praias da Moreninha e da Guarda
Casa de José Bonifácio
Casa de Artes de Paquetá
Ponte da Saudade

Carnaval

Durante o período de Carnaval aumenta o fluxo de turistas à ilha. Diversos blocos carnavalescos saem pelas ruas de Paquetá nesta época, como o Bloco do Goró, o Bloco do Camelo, o Bloco da Tartaruga, o Bloco das Piranhas, entre outros.

Na rua principal, desfilam as duas maiores agremiações, o GRBC Silêncio do Amor e o GRBC Unidos de São Roque.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Atrativos culturais de Maricá

Turismo - Paróquia N.S. do Amparo - Construída com mão-de-obra escrava pelos frades no século XIX, essa igreja é uma das mais antigas e importantes de Maricá. Ela foi toda feita com pedra e barro no antigo estilo colonial com uma torre só. O interior lembra o estilo rococó, cujo altar mor tem uma rara beleza do Barroco em transição com o Neoclássico.

Capela São José do Imbassaí - Serve como mirante para o canal de São Bento e a Lagoa de Maricá. Foi a primeira igreja, onde o primeiro povoado começou a surgir. O estilo jesuítico é destacado pela simplicidade.

Casa da Cultura/Antiga Câmara e Cadeia - Construída no século XIX, tem a arquitetura lembrando o estilo Neoclássico e veio para satisfazer as recentes necessidades administrativas e jurídicas da vila. Serviu um tempo como Banco do Brasil e Academia de Letras, mas agora se concentra em atividades culturais de Maricá.

Fazenda Itaocaia - Diversas lendas povoam o lugar. A senzala da extinta fazenda cafeeira e todas as outras dependências estão abertas para visitação. Grandes nomes da história brasileira como D. Pedro I, tem passagem pelo local.

Farol da Ponte Negra - Não se sabe ao certo desde quando está ali, mas avisa às embarcações do perigo da costa até hoje. A manutenção é feita pela marinha. O Farol também serve de Mirante Panorâmico para todas as belezas de Maricá.

HISTÓRIA DO SEGURO

INÍCIO DA ATIVIDADE SEGURADORA NO BRASIL
A atividade seguradora no Brasil teve início com a abertura dos portos ao comércio internacional, em 1808. A primeira sociedade de seguros a funcionar no país foi a "Companhia de Seguros BOA-FÉ", em 24 de fevereiro daquele ano, que tinha por objetivo operar no seguro marítimo.

Neste período, a atividade seguradora era regulada pelas leis portuguesas. Somente em 1850, com a promulgação do "Código Comercial Brasileiro" (Lei n° 556, de 25 de junho de 1850) é que o seguro marítimo foi pela primeira vez estudado e regulado em todos os seus aspectos.

O advento do "Código Comercial Brasileiro" foi de fundamental importância para o desenvolvimento do seguro no Brasil, incentivando o aparecimento de inúmeras seguradoras, que passaram a operar não só com o seguro marítimo, expressamente previsto na legislação, mas, também, com o seguro terrestre. Até mesmo a exploração do seguro de vida, proibido expressamente pelo Código Comercial, foi autorizada em 1855, sob o fundamento de que o Código Comercial só proibia o seguro de vida quando feito juntamente com o seguro marítimo. Com a expansão do setor, as empresas de seguros estrangeiras começaram a se interessar pelo mercado brasileiro, surgindo, por volta de 1862, as primeiras sucursais de seguradoras sediadas no exterior.

Estas sucursais transferiam para suas matrizes os recursos financeiros obtidos pelos prêmios cobrados, provocando uma significativa evasão de divisas. Assim, visando proteger os interesses econômicos do País, foi promulgada, em 5 de setembro de 1895, a Lei n° 294, dispondo exclusivamente sobre as companhias estrangeiras de seguros de vida, determinando que suas reservas técnicas fossem constituídas e tivessem seus recursos aplicados no Brasil, para fazer frente aos riscos aqui assumidos.

Algumas empresas estrangeiras mostraram-se discordantes das disposições contidas no referido diploma legal e fecharam suas sucursais.

O mercado segurador brasileiro já havia alcançado desenvolvimento satisfatório no final do século XIX. Concorreram para isso, em primeiro lugar, o Código Comercial, estabelecendo as regras necessárias sobre seguros maritimos, aplicadas também para os seguros terrestres e, em segundo lugar, a instalação no Brasil de seguradoras estrangeiras, com vasta experiência em seguros terrestres.



SURGIMENTO DA PREVIDÊNCIA PRIVADA
O século XIX também foi marcado pelo surgimento da "previdência privada" brasileira, pode-se dizer que inaugurada em 10 de janeiro de 1835, com a criação do MONGERAL - Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado -proposto pelo então Ministro da Justiça, Barão de Sepetiba, que, pela primeira vez, oferecia planos com características de facultatividade e mutualismo. A Previdência Social só viria a ser instituída através da Lei n° 4.682 (Lei Elói Chaves), de 24/01/1923.



A CRIAÇÃO DA SUPERINTENDÊNCIA GERAL DE SEGUROS
O Decreto n° 4.270, de 10/12/1901, e seu regulamento anexo, conhecido como "Regulamento Murtinho", regulamentaram o funcionamento das companhias de seguros de vida, marítimos e terrestres, nacionais e estrangeiras, já existentes ou que viessem a se organizar no território nacional. Além de estender as normas de fiscalização a todas as seguradoras que operavam no País, o Regulamento Murtinho criou a "Superintendência Geral de Seguros", subordinada diretamente ao Ministério da Fazenda. Com a criação da Superintendência, foram concentradas, numa única repartição especializada, todas as questões atinentes à fiscalização de seguros, antes distribuídas entre diferentes órgãos. Sua jurisdição alcançava todo o território nacional e, de sua competência, constavam as fiscalizações preventiva, exercida por ocasião do exame da documentação da sociedade que requeria autorização para funcionar, e repressiva, sob a forma de inspeção direta, periódica, das sociedades. Posteriormente, em 12 de dezembro de 1906, através do Decreto n° 5.072, a Superintendência Geral de Seguros foi substituída por uma Inspetoria de Seguros, também subordinada ao Ministério da Fazenda.



O CONTRATO DE SEGURO NO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
Foi em 1º de janeiro de 1916 que se deu o maior avanço de ordem jurídica no campo do contrato de seguro, ao ser sancionada a Lei n° 3.071, que promulgou o "Código Civil Brasileiro", com um capítulo específico dedicado ao "contrato de seguro". Os preceitos formulados pelo Código Civil e pelo Código Comercial passaram a compor, em conjunto, o que se chama Direito Privado do Seguro. Esses preceitos fixaram os princípios essenciais do contrato e disciplinaram os direitos e obrigações das partes, de modo a evitar e dirimir conflitos entre os interessados. Foram esses princípios fundamentais que garantiram o desenvolvimento da instituição do seguro.



SURGIMENTO DA PRIMEIRA EMPRESA DE CAPITALIZAÇÃO
A primeira empresa de capitalização do Brasil foi fundada em 1929, chamada de "Sul América Capitalização S.A". Entretanto, somente 3 anos mais tarde, em 10 de março de 1932, é que foi oficializada a autorização para funcionamento das sociedades de capitalização através do Decreto n° 21.143, posteriormente regulamentado pelo Decreto n° 22.456, de 10 de fevereiro de 1933, também sob o controle da Inspetoria de Seguros. O parágrafo único do artigo 1 o do referido Decreto definia: "As únicas sociedades que poderão usar o nome de "capitalização" serão as que, autorizadas pelo Governo, tiverem por objetivo oferecer ao público, de acordo com planos aprovados pela Inspetoria de Seguros, a constituição de um capital minimo perfeitamente determinado em cada plano e pago em moeda corrente, em um prazo máximo indicado no dito plano, à pessoa que subscrever ou possuir um titulo, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no mesmo titulo".



CRIAÇÃO DO DNSPC
Em 28 de junho de 1933, o Decreto n° 22.865 transferiu a "Inspetoria de Seguros" do Ministério da Fazenda para o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. No ano seguinte, através do Decreto n° 24.782, de 14/07/1934, foi extinta a Inspetoria de Seguros e criado o Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização -DNSPC, também subordinado àquele Ministério.



PRINCÍPIO DE NACIONALIZAÇÃO DO SEGURO
Com a promulgação da Constituição de 1937 (Estado Novo), foi estabelecido o "Princípio de Nacionalização do Seguro", já preconizado na Constituição de 1934. Em conseqüência, foi promulgado o Decreto n° 5.901, de 20 de junho de 1940, criando os seguros obrigatórios para comerciantes, industriais e concessionários de serviços públicos, pessoas fisicas ou jurídicas, contra os riscos de incêndios e transportes (ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre), nas condições estabelecidas no mencionado regulamento.



CRIAÇÃO DO INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL - IRB
Nesse mesmo período foi criado, em 1939, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), através do Decreto-lei n° 1.186, de 3 de abril de 1939. As so- ciedades seguradoras ficaram obrigadas, desde então, a ressegurar no IRB as responsabilidades que excedessem sua capacidade de retenção própria, que, através da retrocessão, passou a compartilhar o risco com as sociedades seguradoras em operação no Brasil. Com esta medida, o Governo Federal procurou evitar que grande parte das divisas fosse consumida com a remessa, para o exterior, de importâncias vultosas relativas a prêmios de resseguros em companhias estrangeiras.

É importante reconhecer o saldo positivo da atuação do IRB, propiciando a criação efetiva e a consolidação de um mercado segurador nacional, ou seja, preponderantemente ocupado por empresas nacionais, sendo que as empresas com participação estrangeira deixaram de se comportar como meras agências de captação de seguros para suas respectivas matrizes, sendo induzidas a se organizar como empresas brasileiras, constituindo e aplicando suas reservas no País.

O IRB adotou, desde o início de suas operações, duas providências eficazes visando criar condições de competitividade para o aparecimento e o desenvolvimento de seguradoras de capital brasileiro: o estabelecimento de baixos limites de retenção e a criação do chamado excedente único. Através da adoção de baixos limites de retenção e do mecanismo do excedente único, empresas pouco capitalizadas e menos instrumentadas tecnicamente -como era o caso das empresas de capital nacional -passaram a ter condições de concorrer com as seguradoras estrangeiras, uma vez que tinham assegurada a automaticidade da cobertura de resseguro.



CRIAÇÃO DA SUSEP
Em 1966, através do Decreto-lei n° 73, de 21 de 'novembro de 1966, foram reguladas todas as operações de seguros e resseguros e instituído o Sistema Nacional de Seguros Privados, constituído pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP); Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); Instituto de Resseguros do Brasil (IRB); sociedades autorizadas a operar em seguros privados; e corretores habilitados.

O Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização - DNSPC -foi substituído pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP -entidade autárquica, dotada de personalidade jurídica de Direito Público, com autonomia administrativa e financeira, jurisdicionada ao Ministério da Indústria e do Comércio até 1979, quando passou a estar vinculada ao Ministério da Fazenda.

Em 28 de fevereiro de 1967, o Decreto n° 22.456/33, que regulamentava as operações das sociedades de capitalização, foi revogado pelo Decreto-lei n° 261, passando a atividade de capitalização a subordinar-se, também, a numerosos dispositivos do Decreto-lei n° 73/66. Adicionalmente, foi instituído o Sistema Nacional de Capitalização, constituído pelo CNSP, SUSEP e pelas sociedades autorizadas a operar em capitalização.

Fonte: Anuário Estatístico da SUSEP 1997

Livro: A História dos Seguros no Brasil.

- A história dos seguros da Mesopotâmia aos tempos modernos.
- Os seguros no mundo antigo.
- Os seguros, a riqueza e a expansão marítima de Veneza e Gênova.
- A relação dos seguradores com os papas, a Santa Aliança e a Batalha de
Lepanto, que sustou a expansão do império otomano e garantiu a continuidade da civilização ocidental.
- O financiamento e os seguros da viagem de Colombo que descobriu um Novo Mundo.
- Por que o nome do novo continente “América” foi dado em homenagem a
Américo Vespúcio.
- A mudança das rotas comerciais e o fluxo de riquezas para Espanha e Portugal como conseqüência do descobrimento e das novas práticas financeiras na península ibérica.
- Como as mentes brilhantes de Pascal, Halley, Benjamin Franklin e outros
notáveis pensadores, cientistas e matemáticos contribuíram para o
desenvolvimento dos seguros.
- A vinda da família imperial portuguesa para o Brasil, a abertura dos portos e a oficialização das seguradoras que já operavam no país.
- Os impactos da Guerra do Paraguai na vida econômica e política do país, o fim do Império e o início da República: implicações e relações com os negócios de seguros, que poucos conhecem.
- As razões da perda da confiança nas seguradoras inglesas, a expansão das
seguradoras nacionais e as raízes do nacionalismo, que teve um grande impacto e mudou a vida política e econômica do país a partir de Getúlio Vargas.
- O surgimento dos grandes grupos bancários e seguradores do país no período da Segunda Guerra.
- O processo de concentração no mercado financeiro, as fusões, aquisições e incorporações de seguradoras no período pós 1964.
- As mentes brilhantes de seguradores brasileiros, que deram rumo à indústria de seguros no país.
- A expansão atual e as tendências para o mercado segurador brasileiro.

SulAmérica Contra a Fraude

As fraudes também podem ocorrer em Riscos Industrias e Comerciais.
Ajude a combatê-las, denuncie!

O ramo de riscos industriais e comerciais apresenta um baixo índice de denúncias recebidas, porém sabe-se que 50% representavam montagem de sinistros.

Uma das fraudes mais denunciadas no ramo é a simulação de acidente com o imóvel segurado como, por exemplo, incendiar propositalmente o bem para receber indenização.

Além disso, a falsificação de documentos para aumentar o valor de bens estocados e, conseqüentemente, da indenização também é considerada fraude.

Fraude em seguros, além de ser crime previsto no código penal, custa caro para a seguradora. Isso reflete no preço do seguro, afasta clientes e impacta nos negócios de todos os envolvidos.

Saiba que a denúncia é a sua melhor defesa e a principal responsável pela solução dos casos.

Denuncie.
Disque Fraude 4002 3433. Sigilo absoluto.

Você também pode denunciar por meio do canal:


Por carta
Caixa postal 971 – CEP 20001-970 Rio de Janeiro – RJ
sulamerica.com.br

Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros

domingo, 18 de janeiro de 2009

Prefeito de Maricá vai a Brasília

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, está em Brasília tentando captar recursos para o município. Na capital federal, ele visitará a Casa Civil, que abriu linha de financiamento para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para macrodrenagem e combate a enchentes. Quaquá levou os projetos de dragagem dos rios Mombuca e Itaocaia e dos canais que cortam as comunidades de Fernando Mendes e Beira Rio, em Inoã, e o Bairro da Amizade.

MARICÁ

MARICÁ
O desbravamento do território do município
remonta às últimas décadas do século XVI, quando
colonizadores aí chegaram graças à doação de
sesmarias.
Nos locais onde se encontram o povoado de
São José de Imbassaí e a Fazenda de São Bento,
fundada em 1635 por frades beneditinos, surgiram
os primeiros núcleos de povoação conhecidos em
Maricá.
Entretanto, nem os colonos dos
estabelecimentos rurais das numerosas sesmarias nem os beneditinos
puderam desenvolver suas lavouras devido às febres palustres reinantes
na região. Os habitantes foram, pouco a pouco, deslocando-se para a
outra margem da Lagoa de Maricá, de clima mais saudável. Nesse local
teve origem a povoação de Santa Maria de Maricá, elevada a categoria
de vila de 1814.
No final do século XIX, com a estrada de ferro, o problema se
resolveu em parte, exportando-se o peixe fresco para os mercados de
Niterói e São Gonçalo, dando a Maricá a fama de região pesqueira.
Durante muito tempo, a pesca constitui-se na principal fonte de renda.
Em franco progresso, a vila, foi elevada em 1889 à categoria de
cidade. Todavia, em virtude das conseqüências advindas da Lei Áurea, a
economia municipal sofreu bastante o impacto do êxodo da força do
trabalho escravo. Suas terras, já em si pantanosas, tornaram-se mais
insalubres ainda devido ao abandono das lavouras.
A atividade econômica em geral acabou por fixar-se em atividades
agropastoris, indústrias de pequeno porte, exploração minerais,
construção civil, pesca e turismo.
A implantação da rodovia Amaral Peixoto, a RJ-106, associada às
condições do local onde se estruturou o núcleo histórico, propiciou
grande desenvolvimento da indústria da construção civil para
residências de veraneio e equipamentos turísticos.
Fonte: Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Secretaria Geral de Planejamento
Estudos Socioeconômicos dos Municípios do Rio de Janeiro 1997-2001
In www.cide.rj.gov.br/cidinho

MARICÁ - RJ ( UM DIA DE ESTRELA )

Reuna seus amigos!
Passe o dia em uma chácara com:
_Arvores frutiferas.
_Piscina.
_Ôfuror.
_Sala de ginastica.
_Churrasqueira.
_Campinho.
_Salão de jogos.
Café da manhã 5 estrelas ou lanche da tarde.

Contato:
FATIMA , CEL(21)9835-4555 OU TEL(21)2648-5370

Cascadura (bairro do Rio de Janeiro)

Cascadura é um bairro de classe média da Zona Norte do Rio de Janeiro. Sua principal característica é a facilidade no transporte. Além do trem, dezenas de linhas de ônibus partem do ou cortam o bairro. Por isso, o bairro além de residencial, serve de passagem pra milhares de pessoas. O comércio, sempre agitado, é uma marca de Cascadura. Fica ao lado do bairro de Madureira, e além deste, também faz divisa com Campinho, Quintino, Praça Seca, Cavalcanti e Engenheiro Leal.


O Nome
Maria Graham, em 1824, publicou em Londres um livro com o título “Diário de uma viagem ao Brasil” no qual relata um passeio a fazenda Santa Cruz e faz referência ao local de “Casca d’Ouro”, próximo ao Campinho. Alguns estudiosos dão versão para origem do bairro, dizem que o povo passara a expressão Casca d’Ouro para Cascadura.

Entretanto, o jornalista e historiador Max Vasconcellos, em seu trabalho “Vias Brasileiras de Comunicação”, atribui o nome do bairro ao fato de que por ocasião dos trabalhos de abertura da estrada de ferro os operários tiveram grande dificuldades de remover com picaretas a pedreira (cascadura) próxima da estação de trem. No entanto uma outra versão é dada po antigos moradores, sendo o nome uma referência ao antigo Barão Tereré (Região de Minas Gerais), que fazendo uma visita à Fazenda, por sua natureza arrogante despertou repúdio dos moradores locais, os quais lhe atribuíram a designação de Casca Grossa, mais tarde sendo modificado para Cascadura. No entanto, todas essas possíveis origens para o nome do bairro não passam de meras especulação, pois a grande verdade é que nunca saberemos ao certo a verdadeira origem.

A Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho)era a principal rua do bairro, por ela se fazendo a entrada do local. Antigamente, existiam algumas fazendas no atual bairro de Cascadura, como a Fazenda do Campinho e a Fazenda do Ferraz – de maiores importância.

Pela Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho), sem calçamento, passavam carros de bois, levando cargas e lenhas – combustível imprescindível às cozinhas. Comerciantes traziam produtos hortigranjeiros e outras mercadorias em suas carroças ou lombos de burros. A figura dos mascates – vendedores ambulantes - com peças de fazenda, perfumaria e outras novidades era a mais atraente.

Desenvolvendo-se o bairro, chegaram as escolas. Na Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho) é construído o Colégio Primeiro de Julho (onde hoje está a Light) e duas escolas públicas: uma feminina (onde atualmente se encontra a Igreja Metodista) e outra masculina na esquina da Rua Ernani Cardoso com a Rua Mendes Aguiar, rua quase em frente ao atual Clube dos Sargentos e Suboficiais.

A maior atividade para a comunidade da época eram as festas religiosas, quermesses, banda de música e procissões promovidas pelas igrejas Nossa Senhora do Amparo e Nossa Senhora da Conceição.

Em 1858, a Estrada de Ferro Central do Brasil inaugurou o primeiro trecho da Linha Férrea Suburbana até Cascadura, pouco mais de 15km da estação Dom Pedro II (Central do Brasil) e era em Cascadura que funcionava o entreposto de cargas dos trens vindos de São Paulo.

A chegada do trem deu grande impulso a Cascadura e a linha de bondes, inicialmente puxados por burros, e posteriormente - em 1928 – substituída pela energia elétrica da Light. Os bondes que partiam de Cascadura também chegavam até Cascadura, ou seja, eram pontos de saída e pontos de chegada dos bondes.

O primeiro Hospital de Tísicos do Brasil é o Hospital Nossa Senhora das Dores que foi construído em 1914, em estilo suíço, com seis pavilhões que até 1965, permaneceu voltado somente para os doentes de tuberculose. Como foi dito anteriormente este hospital foi o primeiro do Brasil no atendimento aos tuberluosos e inclusive na medicina preventiva da doença. Ainda funciona neste local o primeiro elevador de carga do Estado do Rio de Janeiro,e hoje permanece além do marco histórico, como reserva ecológica de Cascadura, com muitas árvores frutíferas.

Entrelaçando-se através de muitas ruas com bairros vizinhos, Cascadura tem limites ao sudeste com Quintino Bocaiúva, a leste com Campinho e Madureira, ao sudoeste com o Morro da Bica e ao norte com Engenho Leal.

Cascadura no passado foi o principal comércio do subúrbio do Rio de Janeiro, tanto que o primeiro Supermercados do Brasil foi inaugurado no bairro, prédio este que hoje funciona o Supermercados Vianense na Praça Nossa Senhora do Amparo.

A Associação Comercial de Cascadura (ACEIC-NORTE) foi inaugurada em 08 de março de 1958, 100 anos depois da inauguração da sua estação de trens e 150 anos depois da chegada da família Real ao Brasil, em prédio próprio na cobertura do edifício situado na Rua Iguapé n.10. Curiosamente no local deste prédio, no passado, mais precisamente na época do Império, ali funcionava a hospedagem dos viajantes no Caminho Imperial.

Cascadura é bem servida de transporte coletivo, um dos seus destaques. Além do trem, mais três dezenas de linhas de ônibus percorrem o bairro.

Fonte e: XVAdm. Regional Madureira.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cascadura_(bairro_do_Rio_de_Janeiro)"