sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Notícias da Secretaria de Turismo e Cultura ( Paraty - RJ )
30/01/2009 - Verão com muita música e manifestações folclóricas
A abertura do verão Paraty já começou e quem visitar a cidade no mês de janeiro até início de fevereiro terá a chance de conferir mais uma edição do Paraty Cultural, evento incentivador das manifestações folclóricas culturais da histórica Paraty. Na ocasião, serão realizados shows musicais com artistas da cidade e apresentações de grupos folclóricos, num palco montado na Praça da Matriz, no Centro Histórico.
O Projeto Paraty Cultural oferece, gratuitamente, ao público, nas noites de sábado e domingo, uma programação musical de muito bom gosto, em evento organizado pela Secretaria de Turismo e Cultura e Convention & Visitors Bureau. Participarão músicos e grupos da cidade e de comunidades locais. A programação será divulgada semanalmente até fevereiro.
O Paraty Cultural integra o Calendário Cultural de Eventos desde 2007, com objetivo de incentivar e divulgar artistas e grupos folclóricos da cidade, bem como promover, no mês de janeiro, uma opção a mais de diversão e entretenimento à população e turistas que passam a temporada de verão em Paraty.
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
Dia 29/01 (Quinta-feira)
20h30 – Cia. Dança & Arte Paraty
21h00 – Grupo de Cirandeiros "Os Caiçaras"
Dia 30/01 (Sexta-feira)
20h30 – Cia. Dança & Arte Paraty
21h00 – Dedeca Zen e Banda Trilhos e Elos
Dia 31/01 (Sábado)
21h00 – Banda Santa Cecília
21h30 – Cia. Dança & Arte Paraty
22h00 – Bebeto e DJ
LOCAL.: Praça da Matriz (Centro Histórico)
A abertura do verão Paraty já começou e quem visitar a cidade no mês de janeiro até início de fevereiro terá a chance de conferir mais uma edição do Paraty Cultural, evento incentivador das manifestações folclóricas culturais da histórica Paraty. Na ocasião, serão realizados shows musicais com artistas da cidade e apresentações de grupos folclóricos, num palco montado na Praça da Matriz, no Centro Histórico.
O Projeto Paraty Cultural oferece, gratuitamente, ao público, nas noites de sábado e domingo, uma programação musical de muito bom gosto, em evento organizado pela Secretaria de Turismo e Cultura e Convention & Visitors Bureau. Participarão músicos e grupos da cidade e de comunidades locais. A programação será divulgada semanalmente até fevereiro.
O Paraty Cultural integra o Calendário Cultural de Eventos desde 2007, com objetivo de incentivar e divulgar artistas e grupos folclóricos da cidade, bem como promover, no mês de janeiro, uma opção a mais de diversão e entretenimento à população e turistas que passam a temporada de verão em Paraty.
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
Dia 29/01 (Quinta-feira)
20h30 – Cia. Dança & Arte Paraty
21h00 – Grupo de Cirandeiros "Os Caiçaras"
Dia 30/01 (Sexta-feira)
20h30 – Cia. Dança & Arte Paraty
21h00 – Dedeca Zen e Banda Trilhos e Elos
Dia 31/01 (Sábado)
21h00 – Banda Santa Cecília
21h30 – Cia. Dança & Arte Paraty
22h00 – Bebeto e DJ
LOCAL.: Praça da Matriz (Centro Histórico)
Paraty - RJ
História da Cidade
BREVE HISTÓRICO
A região da baía da Ilha Grande foi descoberta em l502 por Gonçalo Coelho, na segunda expedição ao Brasil, segundo alguns historiadores. Nesta ocasião vários nomes foram dados a acidentes geográficos para servirem de referência aos futuros navegantes. Assim surgem os nomes: Ilha Grande, Angra dos Reis Magos, Pico do Frade e Ponta Fragosa, que orientarão os novos aventureiros. Mas, o descobrimento desta região não deve ser confundido com o início de seu povoamento por portugueses. Ela começa a ser povoada somente por volta de 1530, quando a Expedição de Martin Afonso de Souza vem ao Brasil em busca do caminho para as Minas de Potosi. Funda ele o povoado de São Vicente e dá porções de terras para que alguns viajantes fiquem morando no Brasil. Estes moradores, os "vicentinos", aos poucos vão se espraiando pelo litoral na direção norte e sul, criando pequenos povoados. Moradores de São Vicente chegam à região de Angra dos Reis em 1556, quando Antonio de Oliveira e sua mulher Da. Genebra Leitão de Vasconcelos recebem uma sesmaria na Ilha Grande.
Esta região era muito visitada por navios franceses em comércio com os índios tamoios. Já haviam estado na região, entre outros, o aventureiro e cronista alemão Hans Staden e o Pe. José de Anchieta. Hans Staden conta em livro a sua permanência como prisioneiro dos índios tamoios, na aldeia do chefe Cunhambebe, em 1554. Na crônica de suas viagens refere-se, especificamente, às aldeias do Cairuçu (Ocara Açu) do Ariró, Mambucaba e Taquari. Ao Padre José de Anchieta se atribui a denominação de uma enseada na região da Cajaíba, o Pouso, onde teria ele dormido, em 1563, quando viajava como refém dos Tamoios para Iperoig, na região de Ubatuba.
Vindos de São Vicente ou da Ilha Grande aqui chegam os primeiros povoadores, no final do século XVI. Mas, não existe, ou pelo menos não se conhece, qualquer documento que informe a data destes acontecimentos, por isso não se sabe a data de fundação de Paraty.
Outros escritores, porém, informam que a fundação do povoado, sob a proteção de São Roque, aconteceu quando da passagem da expedição de Martim Afonso de Souza, em sua viagem do Rio de janeiro a São Vicente, pela costa, em 1531, no dia 16 de Agosto, dia de São Roque.
A primeira citação do nome Paraty, somente vai aparecer em 1596, quando por aqui passou a expedição de Martim Corrêa de Sá que, vinda do Rio de Janeiro, daqui partiu com mais de 2.700 homens entre índios e soldados, para a região do Vale do Paraíba buscando aprisionar índios para escravizá-los. Para atingir as terras do vale a expedição utilizou-se de uma antiqüíssima trilha de índios que cortava a Serra do Mar, a "Trilha dos Guaianás". Na descrição de suas aventuras, Anthony Knivet, um aventureiro inglês e participante da expedição, diz que no porto de Paraty viviam os índios Guaianás, amigos dos portugueses, com quem faziam negócios. Não fala, porém da presença de portugueses aqui.
O certo é que a partir de então este lugar passa a ser um ponto de entrada e passagem obrigatória para os que buscavam o sertão, subindo o caminho da serra. Vindos do Rio de Janeiro, em barcos, daqui subiam a serra até atingir São Paulo e o interior e por aqui entravam as mercadorias vindas da Europa. Em virtude da movimentação existente nesta região, do desenvolvimento do comércio de gêneros alimentícios, tecidos e especiarias, enriqueceu o povoado.
Da antiga situação, sobre o Morro do Forte, mudou-se o povoado para a várzea entre os rios Paraty-Guaçu e Patitiba, parte de uma sesmaria de Maria Jácome de Melo e por ela doada para a construção do novo povoado. Junto ao Rio Paraty-guaçu construiu-se uma pequena capela dedicada a N. S. dos Remédios, atendendo a uma exigência da doadora. A outra exigência da doadora era que não se molestassem os índios que aqui viviam, o que não se cumpriu. Aqui instalado mais rápido cresceu o povoado que era parte integrante da Vila de N. S. da Conceição da Ilha Grande.
Em l644, por vontade de seus moradores, investiu-se no título de vila, mas aos 26 de julho do mesmo ano o Ouvidor Geral João Velho de Azevedo a fez retornar à jurisdição da Ilha Grande. Logo depois, em 1660, outra revolta popular liderada pelo Primeiro Capitão Domingos Gonçalves d'Abreu separa Paraty da Ilha Grande. Duraram sete anos as desavenças entre as duas vilas: Ilha Grande defendia o retorno da subordinação do povoado, alegando ser Paraty um couto de malfeitores, sem Justiça e Câmara formada; Paraty buscava sua emancipação falando do movimento do porto e de sua posição estratégica na entrada do caminho para o sertão. Em Carta Régia de 28 de Fevereiro de l667, Dom Afonso VI reconheceu a nova vila com o nome de Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. Em Outubro do mesmo ano instalou-se a primeira Câmara Municipal e nomearam-se os Juízes e autoridades da nova vila. Estes acontecimentos aceleraram o desenvolvimento comercial, o plantio de cana-de-açúcar e fabricação de aguardente e açúcar.
A descoberta de ouro no interior das Minas Gerais, no final do século XVII transformou a Vila de Paraty na porta de entrada para os que, aos milhares, buscavam enriquecer no "eldorado" brasileiro. Seu porto passa a ser então o porto de embarque do ouro e pedras preciosas para a cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para Lisboa. Grande quantidade de ouro e riquezas passou por este porto, protegido por suas muitas fortificações ao longo da baía e pela Milícia da Vila.
Seu porto passa a ter intenso movimento com a entrada de tecidos, ferramentas, gêneros alimentícios e escravos para abastecer São Paulo e as minas. A isso se soma a grande produção de aguardente, embarcada para a Europa como aperitivo, levada como dinheiro para a compra de escravos na África e transportada para a minas para "alimentar" os escravos.
No início dos Setecentos estes fatos fazem surgir na vila casas de alvenaria de pedra; duas novas igrejas; a complementação do traçado urbano com a abertura de novas ruas e sua ocupação; a construção de fortalezas; duas Casas de Registro de Ouro, uma na Estrada da Serra, a da Cachoeirinha e na estrada de Ubatuba a do Curralinho. Paróquia desde a criação da vila, em 1725 foi elevada à condição de Paróquia Colativa. Em 1720, quando foi criada a Província de São Paulo, independente das Minas Gerais, Paraty ficou incorporada a ela, mas, a Carta Régia de 16 de Janeiro de 1726 anexa esta vila à Província do Rio de Janeiro.
Em 1711, quando o corsário francês Duguay-Trouin invadiu a cidade do Rio de Janeiro e exigiu resgate para sua libertação, o Capitão Francisco do Amaral Gurgel levou daqui 580 homens armados para defender aquela cidade.
A utilização cada vez mais crescente de uma nova estrada do Rio de Janeiro para as Minas Gerais, através da Serra dos Órgãos, não causou na vila grande impacto porque o porto continuava a receber as mercadorias destinadas a São Paulo e ao sul de Minas Gerais. Havia aumentado significativamente a produção dos 100 engenhos de aguardente e 2 de açúcar, além do cultivo de gengibre e mandioca, que se comerciava com o resto do país.
O plantio do café, no início do século XIX, trouxe grandes modificações aos engenhos. Diante do alto preço deste produto, muitos abandonaram a produção de aguardente e passaram a cultivar café. O porto passou então a receber do alto Vale do Paraíba a produção do café lá plantado e conduzido até aqui, serra abaixo, em grandes tropas de burros. O progresso ainda era imenso: construiu-se mais uma igreja, continuaram as obras da nova matriz iniciada no século anterior, edificaram um hospital e ensinava-se latim na Cadeira de Gramática Latina.
A chegada da Família Real Portuguesa no Rio de Janeiro trouxe o luxo e o bem viver da Europa para o Brasil. E em razão de sua proximidade com corte, a Vila de Paraty se transformou: Companhias Líricas se apresentavam no Casa de Ópera; cadeirinhas de arruar passaram a ser utilizadas ao invés das redes; louças e prataria inglesa e portuguesa enfeitavam as casas e serviam a mesa; tecidos caros sobejavam nos muitos armazéns à disposição da clientela ávida por novidades da Corte.
Novas ruas foram abertas no centro urbano; continuavam a calçar as existentes com pedras irregulares; surgiram novas construções, mais elegantes; casas térreas se transformaram em sobrados e muitos deste tipo foram construídos; fizeram-se novos aterros para avançar a vila sobre o mar e derrubaram-se construções antigas para um melhor e mais perfeito arruamento.
Em 1813, por Decreto de 17 de Dezembro, foi a vila enobrecida com o título de Condado, sendo seu primeiro titular Dom Miguel Antonio de Noronha Abranches Castelo Branco. A Lei Provincial nº. 302, de 12.03.1844 elevou a vila à categoria de Cidade, com o nome de Paraty.
Mas, o plantio do café não se mostrou rentável na terra exaurida, além disso, as despesas com os numerosos escravos e serviçais aumentavam a cada dia inviabilizando qualquer lucro. Muitas fazendas foram então abandonadas ou vendidas. Poucos engenhos ainda produziam a aguardente, que de tão boa qualidade fizera tanta fama, agregando a si o nome da cidade.
No final do século a construção da estrada de ferro ligando o Rio de Janeiro a São Paulo através do Vale do Paraíba levou para aquela região a rota do comércio, isolando Paraty e fazendo cessar o movimento do porto. A este fato somou-se a libertação dos escravos que, retirando a mão-de-obra dos engenhos, das fazendas e do porto, fez com que grande parte da população abandonasse a região em busca de futuro mais promissor.
As primeiras décadas do século XX encontraram a cidade fazendo enorme esforço para manter o que restava do progresso, com construção de pontes, instalação de luz elétrica, a publicação de alguns jornais, a exportação para as cidades vizinhas de aguardente, milho, feijão e farinha de mandioca. Mas de pouco adiantou esta tentativa. Algumas décadas depois a cidade contava somente com pouco mais de 500 moradores, o hospital da Santa Casa estava fechado, o comércio era insignificante e poucos os engenhos.
Em 1945 o sítio histórico de Paraty foi considerado Monumento Estadual pelo Decreto-Lei nº 1.450, numa visão futurista do então Interventor Ernani do Amaral Peixoto, descendente de raízes paratienses.
A década de 50 veio modificar substancialmente a vida de Paraty com a construção de uma estrada de rodagem ligando Paraty à cidade de Cunha, no Estado de São Paulo. Por esta estrada alcançava-se a cidade de Guaratinguetá e a Via Dutra que une as duas grandes metrópoles brasileiras, Rio e São Paulo. A viagem de barco, em dias alternados, para as cidades de Angra dos Reis e Mangaratiba, o único meio de transporte que ligava a cidade ao resto do país continuou a existir. A nova estrada, porém, possibilitava um maior e melhor fluxo de transporte, em menor tempo, com mais segurança e qualidade. Por ela começaram a descer os paulistas que, eternos aventureiros, buscavam o litoral perdido dos sonhos e o encontram nesta cidade abandonada, diferente, com ruas tortas calçadas de pedras irregulares, igrejas simples e despojadas, festas e danças antigas e acima de tudo um povo hospitaleiro e gentil. Apesar de sérios problemas como a constante queda de barreiras, deslizamento da pista e outros menores, eles adquiriram velhas casas, às vezes em ruínas, e as restauraram com capricho e bom gosto e as utilizavam para veraneio. A cada dia mais aumentava a demanda de turistas não só nas temporadas, mas também nos feriados prolongados.
No turismo a cidade encontra seu destino: são abertos hotéis e restaurantes, pequenas lojas passaram a vender o artesanato local: colchas de retalho, crochês, gamelas, cestos e peneiras entre tantos outros. A pesca destinava-se agora aos restaurantes e o excedente podia ser mandado para São Paulo; os barcos, antes destinados somente à pesca, passaram a ser utilizados para passeios pelas praias e ilhas; diante da escassez de quartos em hotéis, alugavam-se casas e empregos novos surgiam a cada dia.
No dia 13 de Fevereiro de 1958, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional inscreveu o centro histórico de Paraty no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, ditando leis e normas para a preservação da arquitetura e do paisagismo da cidade.
Finalmente, em 24 de Março de 1966, pelo Decreto nº 58.077 foi todo o Município de Paraty convertido em Monumento Nacional.
A construção da Estrada Rio-Santos, BR 101, iniciada em 1970 e aberta ao tráfego em 1976, consolidou a vocação turística de Paraty no momento em que a tornou mais acessível. Paraty deixou de ser um lugar de veraneio e transformou-se em opção de turismo o ano inteiro. Novo interesse imobiliário como o da década de sessenta se fez sentir, agora não mais dirigido a compras e vendas de imóveis no centro e sim em todo o litoral, ilhas e serras.
Toda esta movimentação fez com que novos instrumentos de preservação fossem criados, desta vez visando proteger o meio ambiente. Por estes motivos foram criados o Parque Nacional de Serra da Bocaina, em 1972, que abrange a maior parte do município; as Áreas de Proteção Ambiental do Cairoçu e Tamoios e a Reserva Ecológica da Juatinga, para preservação da parte litorânea e insular, além dos santuários de vida marinha lá existentes.
Na cidade novos serviços foram implantados como agências e guias de turismo, o passeio de barco passou a ser feito por embarcações especiais, os Saveiros e lanchas, mais confortáveis e rápidas. Na década de 90 instalaram-se junto a cidade as operadoras de mergulho que ensinam mergulho e fazem expedições de exploração marítima. As praias ao longo da estrada começaram a ser freqüentadas e as praias de Trindade transformaram-se no lugar preferido da juventude e dos aventureiros, que lá praticam esportes náuticos. A construção de uma estrada ligando a BR 101 à Trindade transforma de vez aquele povoado: abrem-se bares, restaurantes e pequenas pousadas. Serviços como aluguel de barcos para passeios ao Caixadaço e à Praia Brava estão hoje à disposição dos turistas. O acesso a estas praias facilitou a freqüência a outras, através de trilha na mata: a Praia do Sono, Ponta Negra, Antigos Grande e Pequeno. A região da Cajaíba, acessível de barco, transformou-se agora na mais nova aventura dos turistas. São constantemente visitadas e se fazem acampamentos nas Praias Grande, Deserta, Itaoca, Pouso e Martim de Sá que, mesmo dentro da Reserva Ecológica da Juatinga, vem apresentando grande demanda turística.
As trilhas antiqüíssimas existentes na serra são visitadas e percorridas com guias especializados em Ecoturismo, que buscam mostrar, mas não depredar, trilhar mas preservar ou seja, a convivência harmônica do homem com o ambiente que o cerca.
No atual momento a cidade de Paraty está providenciando toda a documentação que possibilite sua candidatura a Patrimônio da Humanidade, título concedido pela UNESCO.
Fonte: Diuner Mello
BREVE HISTÓRICO
A região da baía da Ilha Grande foi descoberta em l502 por Gonçalo Coelho, na segunda expedição ao Brasil, segundo alguns historiadores. Nesta ocasião vários nomes foram dados a acidentes geográficos para servirem de referência aos futuros navegantes. Assim surgem os nomes: Ilha Grande, Angra dos Reis Magos, Pico do Frade e Ponta Fragosa, que orientarão os novos aventureiros. Mas, o descobrimento desta região não deve ser confundido com o início de seu povoamento por portugueses. Ela começa a ser povoada somente por volta de 1530, quando a Expedição de Martin Afonso de Souza vem ao Brasil em busca do caminho para as Minas de Potosi. Funda ele o povoado de São Vicente e dá porções de terras para que alguns viajantes fiquem morando no Brasil. Estes moradores, os "vicentinos", aos poucos vão se espraiando pelo litoral na direção norte e sul, criando pequenos povoados. Moradores de São Vicente chegam à região de Angra dos Reis em 1556, quando Antonio de Oliveira e sua mulher Da. Genebra Leitão de Vasconcelos recebem uma sesmaria na Ilha Grande.
Esta região era muito visitada por navios franceses em comércio com os índios tamoios. Já haviam estado na região, entre outros, o aventureiro e cronista alemão Hans Staden e o Pe. José de Anchieta. Hans Staden conta em livro a sua permanência como prisioneiro dos índios tamoios, na aldeia do chefe Cunhambebe, em 1554. Na crônica de suas viagens refere-se, especificamente, às aldeias do Cairuçu (Ocara Açu) do Ariró, Mambucaba e Taquari. Ao Padre José de Anchieta se atribui a denominação de uma enseada na região da Cajaíba, o Pouso, onde teria ele dormido, em 1563, quando viajava como refém dos Tamoios para Iperoig, na região de Ubatuba.
Vindos de São Vicente ou da Ilha Grande aqui chegam os primeiros povoadores, no final do século XVI. Mas, não existe, ou pelo menos não se conhece, qualquer documento que informe a data destes acontecimentos, por isso não se sabe a data de fundação de Paraty.
Outros escritores, porém, informam que a fundação do povoado, sob a proteção de São Roque, aconteceu quando da passagem da expedição de Martim Afonso de Souza, em sua viagem do Rio de janeiro a São Vicente, pela costa, em 1531, no dia 16 de Agosto, dia de São Roque.
A primeira citação do nome Paraty, somente vai aparecer em 1596, quando por aqui passou a expedição de Martim Corrêa de Sá que, vinda do Rio de Janeiro, daqui partiu com mais de 2.700 homens entre índios e soldados, para a região do Vale do Paraíba buscando aprisionar índios para escravizá-los. Para atingir as terras do vale a expedição utilizou-se de uma antiqüíssima trilha de índios que cortava a Serra do Mar, a "Trilha dos Guaianás". Na descrição de suas aventuras, Anthony Knivet, um aventureiro inglês e participante da expedição, diz que no porto de Paraty viviam os índios Guaianás, amigos dos portugueses, com quem faziam negócios. Não fala, porém da presença de portugueses aqui.
O certo é que a partir de então este lugar passa a ser um ponto de entrada e passagem obrigatória para os que buscavam o sertão, subindo o caminho da serra. Vindos do Rio de Janeiro, em barcos, daqui subiam a serra até atingir São Paulo e o interior e por aqui entravam as mercadorias vindas da Europa. Em virtude da movimentação existente nesta região, do desenvolvimento do comércio de gêneros alimentícios, tecidos e especiarias, enriqueceu o povoado.
Da antiga situação, sobre o Morro do Forte, mudou-se o povoado para a várzea entre os rios Paraty-Guaçu e Patitiba, parte de uma sesmaria de Maria Jácome de Melo e por ela doada para a construção do novo povoado. Junto ao Rio Paraty-guaçu construiu-se uma pequena capela dedicada a N. S. dos Remédios, atendendo a uma exigência da doadora. A outra exigência da doadora era que não se molestassem os índios que aqui viviam, o que não se cumpriu. Aqui instalado mais rápido cresceu o povoado que era parte integrante da Vila de N. S. da Conceição da Ilha Grande.
Em l644, por vontade de seus moradores, investiu-se no título de vila, mas aos 26 de julho do mesmo ano o Ouvidor Geral João Velho de Azevedo a fez retornar à jurisdição da Ilha Grande. Logo depois, em 1660, outra revolta popular liderada pelo Primeiro Capitão Domingos Gonçalves d'Abreu separa Paraty da Ilha Grande. Duraram sete anos as desavenças entre as duas vilas: Ilha Grande defendia o retorno da subordinação do povoado, alegando ser Paraty um couto de malfeitores, sem Justiça e Câmara formada; Paraty buscava sua emancipação falando do movimento do porto e de sua posição estratégica na entrada do caminho para o sertão. Em Carta Régia de 28 de Fevereiro de l667, Dom Afonso VI reconheceu a nova vila com o nome de Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. Em Outubro do mesmo ano instalou-se a primeira Câmara Municipal e nomearam-se os Juízes e autoridades da nova vila. Estes acontecimentos aceleraram o desenvolvimento comercial, o plantio de cana-de-açúcar e fabricação de aguardente e açúcar.
A descoberta de ouro no interior das Minas Gerais, no final do século XVII transformou a Vila de Paraty na porta de entrada para os que, aos milhares, buscavam enriquecer no "eldorado" brasileiro. Seu porto passa a ser então o porto de embarque do ouro e pedras preciosas para a cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para Lisboa. Grande quantidade de ouro e riquezas passou por este porto, protegido por suas muitas fortificações ao longo da baía e pela Milícia da Vila.
Seu porto passa a ter intenso movimento com a entrada de tecidos, ferramentas, gêneros alimentícios e escravos para abastecer São Paulo e as minas. A isso se soma a grande produção de aguardente, embarcada para a Europa como aperitivo, levada como dinheiro para a compra de escravos na África e transportada para a minas para "alimentar" os escravos.
No início dos Setecentos estes fatos fazem surgir na vila casas de alvenaria de pedra; duas novas igrejas; a complementação do traçado urbano com a abertura de novas ruas e sua ocupação; a construção de fortalezas; duas Casas de Registro de Ouro, uma na Estrada da Serra, a da Cachoeirinha e na estrada de Ubatuba a do Curralinho. Paróquia desde a criação da vila, em 1725 foi elevada à condição de Paróquia Colativa. Em 1720, quando foi criada a Província de São Paulo, independente das Minas Gerais, Paraty ficou incorporada a ela, mas, a Carta Régia de 16 de Janeiro de 1726 anexa esta vila à Província do Rio de Janeiro.
Em 1711, quando o corsário francês Duguay-Trouin invadiu a cidade do Rio de Janeiro e exigiu resgate para sua libertação, o Capitão Francisco do Amaral Gurgel levou daqui 580 homens armados para defender aquela cidade.
A utilização cada vez mais crescente de uma nova estrada do Rio de Janeiro para as Minas Gerais, através da Serra dos Órgãos, não causou na vila grande impacto porque o porto continuava a receber as mercadorias destinadas a São Paulo e ao sul de Minas Gerais. Havia aumentado significativamente a produção dos 100 engenhos de aguardente e 2 de açúcar, além do cultivo de gengibre e mandioca, que se comerciava com o resto do país.
O plantio do café, no início do século XIX, trouxe grandes modificações aos engenhos. Diante do alto preço deste produto, muitos abandonaram a produção de aguardente e passaram a cultivar café. O porto passou então a receber do alto Vale do Paraíba a produção do café lá plantado e conduzido até aqui, serra abaixo, em grandes tropas de burros. O progresso ainda era imenso: construiu-se mais uma igreja, continuaram as obras da nova matriz iniciada no século anterior, edificaram um hospital e ensinava-se latim na Cadeira de Gramática Latina.
A chegada da Família Real Portuguesa no Rio de Janeiro trouxe o luxo e o bem viver da Europa para o Brasil. E em razão de sua proximidade com corte, a Vila de Paraty se transformou: Companhias Líricas se apresentavam no Casa de Ópera; cadeirinhas de arruar passaram a ser utilizadas ao invés das redes; louças e prataria inglesa e portuguesa enfeitavam as casas e serviam a mesa; tecidos caros sobejavam nos muitos armazéns à disposição da clientela ávida por novidades da Corte.
Novas ruas foram abertas no centro urbano; continuavam a calçar as existentes com pedras irregulares; surgiram novas construções, mais elegantes; casas térreas se transformaram em sobrados e muitos deste tipo foram construídos; fizeram-se novos aterros para avançar a vila sobre o mar e derrubaram-se construções antigas para um melhor e mais perfeito arruamento.
Em 1813, por Decreto de 17 de Dezembro, foi a vila enobrecida com o título de Condado, sendo seu primeiro titular Dom Miguel Antonio de Noronha Abranches Castelo Branco. A Lei Provincial nº. 302, de 12.03.1844 elevou a vila à categoria de Cidade, com o nome de Paraty.
Mas, o plantio do café não se mostrou rentável na terra exaurida, além disso, as despesas com os numerosos escravos e serviçais aumentavam a cada dia inviabilizando qualquer lucro. Muitas fazendas foram então abandonadas ou vendidas. Poucos engenhos ainda produziam a aguardente, que de tão boa qualidade fizera tanta fama, agregando a si o nome da cidade.
No final do século a construção da estrada de ferro ligando o Rio de Janeiro a São Paulo através do Vale do Paraíba levou para aquela região a rota do comércio, isolando Paraty e fazendo cessar o movimento do porto. A este fato somou-se a libertação dos escravos que, retirando a mão-de-obra dos engenhos, das fazendas e do porto, fez com que grande parte da população abandonasse a região em busca de futuro mais promissor.
As primeiras décadas do século XX encontraram a cidade fazendo enorme esforço para manter o que restava do progresso, com construção de pontes, instalação de luz elétrica, a publicação de alguns jornais, a exportação para as cidades vizinhas de aguardente, milho, feijão e farinha de mandioca. Mas de pouco adiantou esta tentativa. Algumas décadas depois a cidade contava somente com pouco mais de 500 moradores, o hospital da Santa Casa estava fechado, o comércio era insignificante e poucos os engenhos.
Em 1945 o sítio histórico de Paraty foi considerado Monumento Estadual pelo Decreto-Lei nº 1.450, numa visão futurista do então Interventor Ernani do Amaral Peixoto, descendente de raízes paratienses.
A década de 50 veio modificar substancialmente a vida de Paraty com a construção de uma estrada de rodagem ligando Paraty à cidade de Cunha, no Estado de São Paulo. Por esta estrada alcançava-se a cidade de Guaratinguetá e a Via Dutra que une as duas grandes metrópoles brasileiras, Rio e São Paulo. A viagem de barco, em dias alternados, para as cidades de Angra dos Reis e Mangaratiba, o único meio de transporte que ligava a cidade ao resto do país continuou a existir. A nova estrada, porém, possibilitava um maior e melhor fluxo de transporte, em menor tempo, com mais segurança e qualidade. Por ela começaram a descer os paulistas que, eternos aventureiros, buscavam o litoral perdido dos sonhos e o encontram nesta cidade abandonada, diferente, com ruas tortas calçadas de pedras irregulares, igrejas simples e despojadas, festas e danças antigas e acima de tudo um povo hospitaleiro e gentil. Apesar de sérios problemas como a constante queda de barreiras, deslizamento da pista e outros menores, eles adquiriram velhas casas, às vezes em ruínas, e as restauraram com capricho e bom gosto e as utilizavam para veraneio. A cada dia mais aumentava a demanda de turistas não só nas temporadas, mas também nos feriados prolongados.
No turismo a cidade encontra seu destino: são abertos hotéis e restaurantes, pequenas lojas passaram a vender o artesanato local: colchas de retalho, crochês, gamelas, cestos e peneiras entre tantos outros. A pesca destinava-se agora aos restaurantes e o excedente podia ser mandado para São Paulo; os barcos, antes destinados somente à pesca, passaram a ser utilizados para passeios pelas praias e ilhas; diante da escassez de quartos em hotéis, alugavam-se casas e empregos novos surgiam a cada dia.
No dia 13 de Fevereiro de 1958, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional inscreveu o centro histórico de Paraty no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, ditando leis e normas para a preservação da arquitetura e do paisagismo da cidade.
Finalmente, em 24 de Março de 1966, pelo Decreto nº 58.077 foi todo o Município de Paraty convertido em Monumento Nacional.
A construção da Estrada Rio-Santos, BR 101, iniciada em 1970 e aberta ao tráfego em 1976, consolidou a vocação turística de Paraty no momento em que a tornou mais acessível. Paraty deixou de ser um lugar de veraneio e transformou-se em opção de turismo o ano inteiro. Novo interesse imobiliário como o da década de sessenta se fez sentir, agora não mais dirigido a compras e vendas de imóveis no centro e sim em todo o litoral, ilhas e serras.
Toda esta movimentação fez com que novos instrumentos de preservação fossem criados, desta vez visando proteger o meio ambiente. Por estes motivos foram criados o Parque Nacional de Serra da Bocaina, em 1972, que abrange a maior parte do município; as Áreas de Proteção Ambiental do Cairoçu e Tamoios e a Reserva Ecológica da Juatinga, para preservação da parte litorânea e insular, além dos santuários de vida marinha lá existentes.
Na cidade novos serviços foram implantados como agências e guias de turismo, o passeio de barco passou a ser feito por embarcações especiais, os Saveiros e lanchas, mais confortáveis e rápidas. Na década de 90 instalaram-se junto a cidade as operadoras de mergulho que ensinam mergulho e fazem expedições de exploração marítima. As praias ao longo da estrada começaram a ser freqüentadas e as praias de Trindade transformaram-se no lugar preferido da juventude e dos aventureiros, que lá praticam esportes náuticos. A construção de uma estrada ligando a BR 101 à Trindade transforma de vez aquele povoado: abrem-se bares, restaurantes e pequenas pousadas. Serviços como aluguel de barcos para passeios ao Caixadaço e à Praia Brava estão hoje à disposição dos turistas. O acesso a estas praias facilitou a freqüência a outras, através de trilha na mata: a Praia do Sono, Ponta Negra, Antigos Grande e Pequeno. A região da Cajaíba, acessível de barco, transformou-se agora na mais nova aventura dos turistas. São constantemente visitadas e se fazem acampamentos nas Praias Grande, Deserta, Itaoca, Pouso e Martim de Sá que, mesmo dentro da Reserva Ecológica da Juatinga, vem apresentando grande demanda turística.
As trilhas antiqüíssimas existentes na serra são visitadas e percorridas com guias especializados em Ecoturismo, que buscam mostrar, mas não depredar, trilhar mas preservar ou seja, a convivência harmônica do homem com o ambiente que o cerca.
No atual momento a cidade de Paraty está providenciando toda a documentação que possibilite sua candidatura a Patrimônio da Humanidade, título concedido pela UNESCO.
Fonte: Diuner Mello
Patrimônio Histórico( Paraty - RJ )
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Maricá fará novo contrato para recolher o lixo
O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, anunciou que, nesta sexta-feira, fechará um contrato emergencial para a contratação de uma empresa responsável pelo recolhimento do lixo da cidade, que produz, em média, cem toneladas de resíduos por dia. A coleta está irregular desde dezembro do ano passado. Além disso, caso pare de chover, a prefeitura pretende iniciar, também nesta sexta-feira, uma operação tapa buracos em Itaipuaçu no valor de R$ 149 mil.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
História recheada de mitos e evoluções
Macelo Macedo Soares
início da habitação de Maricá remete ao final do século XVI, quando foram concedidas as primeiras sesmarias – terras em doação – a Antônio de Mariz Coutinho (1574), Manuel Teixeira (1578) e Duarte Martins Mourão (1590). As terras ficavam na faixa do litoral compreendido entre Itaipuaçu e a lagoa de Maricá. Quando o Padre José de Anchieta chegou às margens da Lagoa, em 1584, onde se realizou a célebre pesca milagrosa, encontrou diversos núcleos de povoamento em plena atividade.
A primeira concentração efetiva de população se deu em São José do Imbassaí e na Fazenda São Bento, fundada em 1635. Nesta parte do município ficava a fazenda do Mosteiro de São Bento, o maior latifúndio maricaense, com mais de 1.750 alqueires, concedida aos monges em 31 de outubro de 1635 pelo governador Rodrigo de Miranda Henriques.No mesmo local foi construída a primeira capela de Maricá, a de Nossa Senhora do Amparo, que seria reconhecida como paróquia em 12 de janeiro de 1755.
Muitos colonos foram atingidos por febres palustres – do pântano – e se mudaram para o outro lado da lagoa. Lá foram estabelecidas as bases da Vila de Santa Maria de Maricá, elevada a esta categoria em 26 de maio de 1814, através de decreto de D. João, emancipando o distrito. Em 1889, logo após a Proclamação da República, diante de tamanho progresso na Vila de Maricá, o Governo resolveu elevá-la à categoria de cidade.
Milagre de Anchieta
O Padre José de Anchieta pisou pela primeira vez em Maricá no ano de 1584, acompanhado de outro padre e de um numeroso grupo de índios. Além da catequizar, Anchieta realizou na Lagoa de Araçatiba a famosa "pesca milagrosa", na qual antecipou aos índios o tipo de peixe que seria pescado. Relatos da época dão conta de que a pescaria teria sido tão abundante que o grupo de homens no local não foi suficiente para recolher a quantidade de peixes. Em homenagem ao padre foi erguida uma estátua no local, próxima a uma cruz, que indica o ponto da primeira missa realizada em Maricá.
Linha férrea
A idéia de construir uma estrada de ferro em Maricá começou a amadurecer em 1887 e, dois anos depois, foi inaugurado o trecho que ligava a cidade a Itapeba e, posteriormente, Manoel Ribeiro. Com o apoio do Governo Federal, o projeto da estrada de ferro foi prolongado até Cabo Frio, sendo que a Central do Brasil fazia o entrosamento locomotivo.
Naquela época, todo pescado comercializado em Niterói e São Gonçalo era transportado pela população local através dos trens. A economia da cidade acabou assumindo vocações agropastorais, industriais de pequeno porte, para a exploração mineral, para a construção civil e para a pesca e o turismo, desenvolvido ao longo dos anos por conta de suas belezas naturais. Até hoje, milhares de pessoas são atraídas pela abundância de lagoas, praias, pelo clima tropical e pelos costumes simples da região.
O Fluminense
início da habitação de Maricá remete ao final do século XVI, quando foram concedidas as primeiras sesmarias – terras em doação – a Antônio de Mariz Coutinho (1574), Manuel Teixeira (1578) e Duarte Martins Mourão (1590). As terras ficavam na faixa do litoral compreendido entre Itaipuaçu e a lagoa de Maricá. Quando o Padre José de Anchieta chegou às margens da Lagoa, em 1584, onde se realizou a célebre pesca milagrosa, encontrou diversos núcleos de povoamento em plena atividade.
A primeira concentração efetiva de população se deu em São José do Imbassaí e na Fazenda São Bento, fundada em 1635. Nesta parte do município ficava a fazenda do Mosteiro de São Bento, o maior latifúndio maricaense, com mais de 1.750 alqueires, concedida aos monges em 31 de outubro de 1635 pelo governador Rodrigo de Miranda Henriques.No mesmo local foi construída a primeira capela de Maricá, a de Nossa Senhora do Amparo, que seria reconhecida como paróquia em 12 de janeiro de 1755.
Muitos colonos foram atingidos por febres palustres – do pântano – e se mudaram para o outro lado da lagoa. Lá foram estabelecidas as bases da Vila de Santa Maria de Maricá, elevada a esta categoria em 26 de maio de 1814, através de decreto de D. João, emancipando o distrito. Em 1889, logo após a Proclamação da República, diante de tamanho progresso na Vila de Maricá, o Governo resolveu elevá-la à categoria de cidade.
Milagre de Anchieta
O Padre José de Anchieta pisou pela primeira vez em Maricá no ano de 1584, acompanhado de outro padre e de um numeroso grupo de índios. Além da catequizar, Anchieta realizou na Lagoa de Araçatiba a famosa "pesca milagrosa", na qual antecipou aos índios o tipo de peixe que seria pescado. Relatos da época dão conta de que a pescaria teria sido tão abundante que o grupo de homens no local não foi suficiente para recolher a quantidade de peixes. Em homenagem ao padre foi erguida uma estátua no local, próxima a uma cruz, que indica o ponto da primeira missa realizada em Maricá.
Linha férrea
A idéia de construir uma estrada de ferro em Maricá começou a amadurecer em 1887 e, dois anos depois, foi inaugurado o trecho que ligava a cidade a Itapeba e, posteriormente, Manoel Ribeiro. Com o apoio do Governo Federal, o projeto da estrada de ferro foi prolongado até Cabo Frio, sendo que a Central do Brasil fazia o entrosamento locomotivo.
Naquela época, todo pescado comercializado em Niterói e São Gonçalo era transportado pela população local através dos trens. A economia da cidade acabou assumindo vocações agropastorais, industriais de pequeno porte, para a exploração mineral, para a construção civil e para a pesca e o turismo, desenvolvido ao longo dos anos por conta de suas belezas naturais. Até hoje, milhares de pessoas são atraídas pela abundância de lagoas, praias, pelo clima tropical e pelos costumes simples da região.
O Fluminense
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Maricá inaugura a gestão participativa
Danilo Motta
A Prefeitura de Maricá inicia, no próximo sábado, uma série de assembleias populares pelo município, visando ampliar a participação dos moradores na gestão pública municipal. A primeira reunião será em Itaipuaçu.
Segundo o prefeito Washington Quaquá (PT), as assembleias são parte de um processo de mobilização popular visando melhor utilização do dinheiro público.
O prefeito, que estará presente às reuniões, disse que seu mandato será altamente participativo.
"Nada mais justo que a população ajude a decidir onde deve ser investido o dinheiro público. É assim que vamos governar", declarou Quaquá.
De acordo com o secretário de Ação Social, Cidadania e Mobilização Popular, Marcos de Dios, a organização das assembleias é apenas o primeiro passo.
"Esse tipo de gestão sempre foi a meta do nosso prefeito e será importante para a organização da sociedade civil de Maricá e para que a cidade caminhe para uma melhoria social e econômica jamais vista", concluiu o secretário.
A assembleia acontecerá na Estrada de Itaipuaçu, lote 3, Espaço Navio, às 15 horas.
As reuniões seguintes já estão marcadas, e têm previsão para realização em Ponta Negra (dia 31/1), São José (7/2), Inoã (14/2), Centro (7/3) e Barra de Maricá (14/3).
O Fluminense
A Prefeitura de Maricá inicia, no próximo sábado, uma série de assembleias populares pelo município, visando ampliar a participação dos moradores na gestão pública municipal. A primeira reunião será em Itaipuaçu.
Segundo o prefeito Washington Quaquá (PT), as assembleias são parte de um processo de mobilização popular visando melhor utilização do dinheiro público.
O prefeito, que estará presente às reuniões, disse que seu mandato será altamente participativo.
"Nada mais justo que a população ajude a decidir onde deve ser investido o dinheiro público. É assim que vamos governar", declarou Quaquá.
De acordo com o secretário de Ação Social, Cidadania e Mobilização Popular, Marcos de Dios, a organização das assembleias é apenas o primeiro passo.
"Esse tipo de gestão sempre foi a meta do nosso prefeito e será importante para a organização da sociedade civil de Maricá e para que a cidade caminhe para uma melhoria social e econômica jamais vista", concluiu o secretário.
A assembleia acontecerá na Estrada de Itaipuaçu, lote 3, Espaço Navio, às 15 horas.
As reuniões seguintes já estão marcadas, e têm previsão para realização em Ponta Negra (dia 31/1), São José (7/2), Inoã (14/2), Centro (7/3) e Barra de Maricá (14/3).
O Fluminense
Quintino Bocaiuva (cidade do Rio de Janeiro)
Quintino Bocaiúva, ou simplesmente Quintino, é um tradicional bairro do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, pentencente à XV região administrativa (Madureira).
O bairro recebeu esse nome em homenagem ao republicano histórico brasileiro, Quintino Bocaiúva (1836-1912). A casa onde Quintino morou ainda hoje permanece em sua forma original, apesar de estar em precário estado de conservação, é tombada e localiza-se na Rua Goiás, perto da descida do Viaduto de Quintino.
Tem como seu filho mais ilustre o jogador Zico, conhecido nacionalmente como o "Galinho de Quintino".
Em Quintino também se localiza a sede da FAETEC, no complexo chamado de CETEP, mais conhecido ainda por seu antigo nome: CEI , onde funcionam a Escola Técnica Estadual República (ETER) (uma das maiores escolas da cidade), o Institututo Superior de Tecnologia em Ciência da Computação do Estado do Rio de Janeiro (ISTCC-RJ) e diversos outras instituições oferecendo cursos de idiomas, técnicos e profissionalizantes a diversos alunos.
O bairro serviu de cenário para o filme de Cecil Thiré, "O Ibrahim do Subúrbio", de 1976. No filme, protagonizado por José Lewgoy, locais do bairro como a estação de trem, a Rua da República e a Praça Quintino Bocayúva são citados e mostrados em várias tomadas.
Era também em Quintino que morava o menino João Hélio Fernandes Vieites, assassinado no início de 2007 por ladrões que roubaram o carro de sua mãe, em Oswaldo Cruz, num episódio que chocou todo o Brasil.
Geografia, infra-estrutura e comércio
Quintino é cortado ao meio pela linha principal da Estrada de Ferro da Central do Brasil, a qual possui uma estação no bairro. Ambos os lados (norte e sul) possuem características residenciais, com algum comércio (em geral padarias, botequins, pequenas lanchonetes, bazares e, mais recentemente, LAN houses), além de algumas fábricas de caixas de papelão e gesso. Embora a parte sul de Quintino seja mais conhecida, a parte norte é maior e mais populosa. O bairro conta com muitas ruas degradadas, típicas do subúrbio carioca. O aspecto cinzento pode ser notado na Rua Nerval de Gouveia, onde está a estação de trem.
Entre as escolas existentes no bairro, estão além da ETER, a Escola Municipal Oswaldo Teixeira, a Escola Municipal Quintino Bocayúva, e os colégios particulares João Lyra Filho e Guarany. O Colégio Nacional também diz erroneamente ter uma unidade no bairro, pois esta unidade na verdade está situada já em Cascadura.
Também em Quintino encontra-se uma das casas mais antigas de piano do RJ, a Rei dos Pianos Ltda, que restaura pianos desde 1935.
A partir da abertura da Linha Amarela (1999), o lazer e o consumo de seus moradores tem-se deslocado para dois dos maiores shopping centers cariocas, o Norte Shopping (em Cachambi) e o Barra Shopping (na Barra da Tijuca).
Dados demográficos
Área territorial (2003): 242,62
Total da população (2000): 7.243
Total de domicílios (2000): 2.903
Cultura

Apesar de alguns problemas com infra-estrutura e da onda de violência que vem assolando a cidade do Rio de Janeiro nas décadas de 1990 e 2000, Quintino é ainda um lugar onde resistem certas tradições do subúrbio carioca, como o hábito de crianças brincarem na rua, ou mesmo os adultos colocarem cadeiras de praia no portão e passarem o dia conversando nas portas de casa com os vizinhos.
Procissão de São Jorge 2008, em QuintinoO maior dos acontecimentos anuais de Quintino é a tradicional Festa na Igreja Matriz de São Jorge, que costuma durar cerca de uma semana e culmina com a procissão em homenagem ao santo. Essa festa ganhou mais importância com a criação do feriado municipal de São Jorge.
História
Quintino era até o início do século XX parte da Freguesia de Inhaúma, área do Rio que compreendia vários atuais bairros da região. O lado sul era pantanoso e fazia parte da Fazenda da Bica, com sede próxima a atual Rua Souto. Em 1876, foi inaugurada a Estação Cupertino de trens. Com a morte do jornalista, político e morador da região, Quintino Bocayúva, em 1912, a estação próxima a sua casa ganhou seu nome, e acabou também dando nome ao bairro.
Em 1912, já eletrificado, o bonde de Jacarepaguá serviu de cortejo fúnebre a Quintino. O senador, antes de morrer, pediu para ser sepultado no Cemitério de Jacarepaguá. O féretro veio do centro do Rio pelo trem da Central, até Cascadura, de onde o cortejo seguiu de bonde até o Pechincha.
Nos anos 1940, já existia ao sul de Quintino um enorme terreno, que se mantém do mesmo tamanho até hoje e vai da Rua Clarimundo de Mello até o Morro Inácio Dias, onde funcionava a Escola XV de Novembro e também uma unidade da FUNABEM , onde ficavam presos menores infratores ou então internados menores carentes. A FUNABEM funcionou até o fim dos anos 80 e durante muito tempo foi um problema para seus vizinhos, pois muitos menores em suas tentativas de fuga corriam pelos quintais das casas à instituição.
Nos anos 1960, a vida do bairro era já era movimentada, na parte sul havia várias associações sociais e recreativas, entre elas destaca-se o OTAB, que foi presidido durante muito tempo por Laurindo Azevedo, que realizava famosas festas de Carnaval, dia das crianças, torneios esportivos, e festas famosas que atraíam gente de todo o subúrbio.
Eram comuns os torneios de futsal de várias categorias, que eram disputados pelas várias equipes locais, tais como Mocidade (Rua Lemos Brito), Juventude (Rua Lucinda Barbosa, time da família do jogador de futebol Zico), OTAB, América Jr (do jogador de futebol Ivan, ex- América), entre outros.
Nos anos 1970, com a ascensão política do deputado Jorge Leite, nascido na região, o bairro ganhou desenvolvimento, com o asfaltamento de todas as ruas. Dessa época, também data a época de maior força dos ranchos carnavalescos locais: Decididos de Quintino e Aliados de Quintino, que figuravam entre os mais importantes ranchos da cidade do Rio de Janeiro. Havia também o rancho Aliança, de menor expressão.
Com a decadência dos ranchos por oposição às escolas de samba, nos anos 1980, tanto o Decididos quanto o Aliados procuraram transformar-se também em escolas de samba, o que não deu certo e resultou na extinção de ambos, não sem antes o primeiro ter sido campeão do último desfile de ranchos realizado no Carnaval Carioca.
Progressivamente, também as entidades e a própria vida social do bairro foram se extinguindo com o passar dos anos. Alguns apontam vários fatores para essa decadência da vida cultural e social do bairro, mas talvez as maiores causas sejam a especulação imobiliária e o aumento da violência, que diminuíram as relações entre vizinhos nas décadas seguintes.
Nos anos 90, um grupo de moradores do lado sul de Quintino tentou resgatar esse espírito criando a Associação de Moradores da Rua Bernardo Guimarães, que chegou a até mesmo organizar um carnaval de rua por alguns anos, mas não mais com a mesma força de antes. Em pouco tempo esta associação também foi extinta.
Ainda na década de 80 se destacou a figura do folclórico político Albano Reis, nascido na comunidade da Caixa D'água, e que criou um centro de reabilitação infantil gratuito próximo à estação de trens. Albano também ficou conhecido como "o Papai Noel de Quintino", pois costumava se vestir de Papai Noel, distribuindo presentes às crianças em datas como Dia de Cosme e Damião, Dia das Crianças e Natal, além de espalhar cheques e notas de dinheiro pelas ruas do bairro para que os moradores procurassem.
Em 1998, Albano montou um presépio e decorou com pinturas, esculturas e iluminação especial o seu centro de reabilitação, decorando também casas vizinhas, além de contratar animadores que se vestiam de "papais e mamães noéis" para animar a recepção das crianças. Essa iniciativa trouxe novamente alguma importância para o bairro, pois moradores de outros bairros vizinhos passaram a ir até Quintino apreciar a decoração. Porém, o sucesso não se seguiu nos anos seguintes, em parte pelo fato de Albano Reis ter preferido apostar mais em outras bases eleitorais e relegar Quintino a um segundo plano, até sua morte em 2004.
Em 1996 foi oficialmente criado o CEI, um projeto do Governo do Estado do Rio de Janeiro que aproveitava a área onde funcionavam a Escola XV de Novembro e a FUNABEM (então já extinta), que na época era grandioso, porém tornou-se decadente com a eleição do governador Anthony Garotinho. Este renomeou o CEI para CETEP e criou a FAETEC. Duas faculdades chegaram ser criadas lá após isso, uma de Informática e outra de Agronomia, sendo as únicas faculdades situadas em Quintino.
Também vale destaque nos anos 90 a quadrilha junina Tiririca de Quintino, que chegou a ser campeã do badalado concurso de quadrilhas promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro nessa década.
Em 2003 foi criada a Obra Social Murialdo, projeto da Paróquia de São Jorge que tem por objetivo realizar trabalhos sociais no bairro. Ela funciona num antigo terreno baldio da Rua Franco Vaz, onde hoje há uma quadra esportiva que é utilizada pelo projeto e também alugada com o objetivo de arrecadar fundos para a instituição.

Velório do ex-deputado Albano Reis, realizado em dezembro de 2004, em frente a seu centro social, em QuintinoEm 2006, a violência afetou até mesmo a mais tradicional festa quintinense, a Festa de São Jorge. No dia da procissão, um tiroteio entre traficantes rivais no meio da festa feriu 5 pessoas na Rua Clarimundo de Mello, bem no dia do encerramento da festa, seu ponto alto. Na semana seguinte, o dinheiro arrecadado com a festa foi roubado da Obra Social Murialdo. Parte foi recuperado posteriormente, mas isso não impediu a decisão por parte da Paróquia de reduzir a festa no ano seguinte, festa essa que passou a terminar no próprio dia de São Jorge (23 de abril), e não mais no domingo seguinte, como era o costume.
Apesar de hoje Quintino ser motivo de piada dentro do próprio bairro, ainda persistem tentativas de alguns moradores de resgatarem a memória e a auto-estima da população local através de projetos que possam melhorar a qualidade de vida do lugar.
Limites geográficos
Delimitação do bairro Quintino Bocaiúva, Código 079, segundo o Decreto Nº 5.280 de 23 de Agosto de 1985.
“Do entroncamento da Rua Padre Manuel da Nóbrega com a Rua Quintão, seguindo por esta (incluída) até a Avenida Suburbana; por esta (excluída) até a Rua Palatinado; por esta (excluída, atravessando a Rua Goiás, a Estrada de Ferro e a Rua Nerval de Gouveia), em direção à Rua Garcia Pires; por esta (incluída) até a Rua Clarimundo de Melo; por esta (excluída) até a Rua Souto; por esta (excluída) até a Rua Ituna; por esta (excluída) até o seu final; daí; por uma linha reta, ao final da Rua Inharé; por esta (excluída) até a Rua São Pedro; por esta (excluída) até o seu final; daí, subindo a vertente, até o Morro do Inácio Dias (cota 188m); daí, subindo e descendo o divisor de águas da Serra dos Pretos Forros, passando pelos pontos de cota 404m e 413m, até o ponto culminante do Morro da Covanca (cota 274m); deste ponto, pela vertente em direção leste, até o ponto culminante do Morro do Careca (cota 334m); deste ponto, descendo e subindo os espigões, ao ponto mais alto do Morro do São Jorge (cota 451 m); deste ponto, descendo o espigão, passando pelo ponto de cota 254m, até o entroncamento da Rua Almeida Nogueira com a Rua Clarimundo de Melo; daí, subindo e descendo as vertentes do Morro da Caixa d'Água, em direção ao final da Rua Cesário Machado; por esta (incluída) atravessando a Rua Elias da Silva; daí; pelo Ramal Principal da RFFSA, até a Rua Lima Barreto; por esta (incluído); Avenida Suburbana (incluída) até a Rua Padre Manuel da Nóbrega; por esta (incluída) ao ponto de partida.”
O bairro recebeu esse nome em homenagem ao republicano histórico brasileiro, Quintino Bocaiúva (1836-1912). A casa onde Quintino morou ainda hoje permanece em sua forma original, apesar de estar em precário estado de conservação, é tombada e localiza-se na Rua Goiás, perto da descida do Viaduto de Quintino.
Tem como seu filho mais ilustre o jogador Zico, conhecido nacionalmente como o "Galinho de Quintino".
Em Quintino também se localiza a sede da FAETEC, no complexo chamado de CETEP, mais conhecido ainda por seu antigo nome: CEI , onde funcionam a Escola Técnica Estadual República (ETER) (uma das maiores escolas da cidade), o Institututo Superior de Tecnologia em Ciência da Computação do Estado do Rio de Janeiro (ISTCC-RJ) e diversos outras instituições oferecendo cursos de idiomas, técnicos e profissionalizantes a diversos alunos.
O bairro serviu de cenário para o filme de Cecil Thiré, "O Ibrahim do Subúrbio", de 1976. No filme, protagonizado por José Lewgoy, locais do bairro como a estação de trem, a Rua da República e a Praça Quintino Bocayúva são citados e mostrados em várias tomadas.
Era também em Quintino que morava o menino João Hélio Fernandes Vieites, assassinado no início de 2007 por ladrões que roubaram o carro de sua mãe, em Oswaldo Cruz, num episódio que chocou todo o Brasil.
Geografia, infra-estrutura e comércio
Quintino é cortado ao meio pela linha principal da Estrada de Ferro da Central do Brasil, a qual possui uma estação no bairro. Ambos os lados (norte e sul) possuem características residenciais, com algum comércio (em geral padarias, botequins, pequenas lanchonetes, bazares e, mais recentemente, LAN houses), além de algumas fábricas de caixas de papelão e gesso. Embora a parte sul de Quintino seja mais conhecida, a parte norte é maior e mais populosa. O bairro conta com muitas ruas degradadas, típicas do subúrbio carioca. O aspecto cinzento pode ser notado na Rua Nerval de Gouveia, onde está a estação de trem.
Entre as escolas existentes no bairro, estão além da ETER, a Escola Municipal Oswaldo Teixeira, a Escola Municipal Quintino Bocayúva, e os colégios particulares João Lyra Filho e Guarany. O Colégio Nacional também diz erroneamente ter uma unidade no bairro, pois esta unidade na verdade está situada já em Cascadura.
Também em Quintino encontra-se uma das casas mais antigas de piano do RJ, a Rei dos Pianos Ltda, que restaura pianos desde 1935.
A partir da abertura da Linha Amarela (1999), o lazer e o consumo de seus moradores tem-se deslocado para dois dos maiores shopping centers cariocas, o Norte Shopping (em Cachambi) e o Barra Shopping (na Barra da Tijuca).
Dados demográficos
Área territorial (2003): 242,62
Total da população (2000): 7.243
Total de domicílios (2000): 2.903
Cultura

Apesar de alguns problemas com infra-estrutura e da onda de violência que vem assolando a cidade do Rio de Janeiro nas décadas de 1990 e 2000, Quintino é ainda um lugar onde resistem certas tradições do subúrbio carioca, como o hábito de crianças brincarem na rua, ou mesmo os adultos colocarem cadeiras de praia no portão e passarem o dia conversando nas portas de casa com os vizinhos.
Procissão de São Jorge 2008, em QuintinoO maior dos acontecimentos anuais de Quintino é a tradicional Festa na Igreja Matriz de São Jorge, que costuma durar cerca de uma semana e culmina com a procissão em homenagem ao santo. Essa festa ganhou mais importância com a criação do feriado municipal de São Jorge.
História
Quintino era até o início do século XX parte da Freguesia de Inhaúma, área do Rio que compreendia vários atuais bairros da região. O lado sul era pantanoso e fazia parte da Fazenda da Bica, com sede próxima a atual Rua Souto. Em 1876, foi inaugurada a Estação Cupertino de trens. Com a morte do jornalista, político e morador da região, Quintino Bocayúva, em 1912, a estação próxima a sua casa ganhou seu nome, e acabou também dando nome ao bairro.
Em 1912, já eletrificado, o bonde de Jacarepaguá serviu de cortejo fúnebre a Quintino. O senador, antes de morrer, pediu para ser sepultado no Cemitério de Jacarepaguá. O féretro veio do centro do Rio pelo trem da Central, até Cascadura, de onde o cortejo seguiu de bonde até o Pechincha.
Nos anos 1940, já existia ao sul de Quintino um enorme terreno, que se mantém do mesmo tamanho até hoje e vai da Rua Clarimundo de Mello até o Morro Inácio Dias, onde funcionava a Escola XV de Novembro e também uma unidade da FUNABEM , onde ficavam presos menores infratores ou então internados menores carentes. A FUNABEM funcionou até o fim dos anos 80 e durante muito tempo foi um problema para seus vizinhos, pois muitos menores em suas tentativas de fuga corriam pelos quintais das casas à instituição.
Nos anos 1960, a vida do bairro era já era movimentada, na parte sul havia várias associações sociais e recreativas, entre elas destaca-se o OTAB, que foi presidido durante muito tempo por Laurindo Azevedo, que realizava famosas festas de Carnaval, dia das crianças, torneios esportivos, e festas famosas que atraíam gente de todo o subúrbio.
Eram comuns os torneios de futsal de várias categorias, que eram disputados pelas várias equipes locais, tais como Mocidade (Rua Lemos Brito), Juventude (Rua Lucinda Barbosa, time da família do jogador de futebol Zico), OTAB, América Jr (do jogador de futebol Ivan, ex- América), entre outros.
Nos anos 1970, com a ascensão política do deputado Jorge Leite, nascido na região, o bairro ganhou desenvolvimento, com o asfaltamento de todas as ruas. Dessa época, também data a época de maior força dos ranchos carnavalescos locais: Decididos de Quintino e Aliados de Quintino, que figuravam entre os mais importantes ranchos da cidade do Rio de Janeiro. Havia também o rancho Aliança, de menor expressão.
Com a decadência dos ranchos por oposição às escolas de samba, nos anos 1980, tanto o Decididos quanto o Aliados procuraram transformar-se também em escolas de samba, o que não deu certo e resultou na extinção de ambos, não sem antes o primeiro ter sido campeão do último desfile de ranchos realizado no Carnaval Carioca.
Progressivamente, também as entidades e a própria vida social do bairro foram se extinguindo com o passar dos anos. Alguns apontam vários fatores para essa decadência da vida cultural e social do bairro, mas talvez as maiores causas sejam a especulação imobiliária e o aumento da violência, que diminuíram as relações entre vizinhos nas décadas seguintes.
Nos anos 90, um grupo de moradores do lado sul de Quintino tentou resgatar esse espírito criando a Associação de Moradores da Rua Bernardo Guimarães, que chegou a até mesmo organizar um carnaval de rua por alguns anos, mas não mais com a mesma força de antes. Em pouco tempo esta associação também foi extinta.
Ainda na década de 80 se destacou a figura do folclórico político Albano Reis, nascido na comunidade da Caixa D'água, e que criou um centro de reabilitação infantil gratuito próximo à estação de trens. Albano também ficou conhecido como "o Papai Noel de Quintino", pois costumava se vestir de Papai Noel, distribuindo presentes às crianças em datas como Dia de Cosme e Damião, Dia das Crianças e Natal, além de espalhar cheques e notas de dinheiro pelas ruas do bairro para que os moradores procurassem.
Em 1998, Albano montou um presépio e decorou com pinturas, esculturas e iluminação especial o seu centro de reabilitação, decorando também casas vizinhas, além de contratar animadores que se vestiam de "papais e mamães noéis" para animar a recepção das crianças. Essa iniciativa trouxe novamente alguma importância para o bairro, pois moradores de outros bairros vizinhos passaram a ir até Quintino apreciar a decoração. Porém, o sucesso não se seguiu nos anos seguintes, em parte pelo fato de Albano Reis ter preferido apostar mais em outras bases eleitorais e relegar Quintino a um segundo plano, até sua morte em 2004.
Em 1996 foi oficialmente criado o CEI, um projeto do Governo do Estado do Rio de Janeiro que aproveitava a área onde funcionavam a Escola XV de Novembro e a FUNABEM (então já extinta), que na época era grandioso, porém tornou-se decadente com a eleição do governador Anthony Garotinho. Este renomeou o CEI para CETEP e criou a FAETEC. Duas faculdades chegaram ser criadas lá após isso, uma de Informática e outra de Agronomia, sendo as únicas faculdades situadas em Quintino.
Também vale destaque nos anos 90 a quadrilha junina Tiririca de Quintino, que chegou a ser campeã do badalado concurso de quadrilhas promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro nessa década.
Em 2003 foi criada a Obra Social Murialdo, projeto da Paróquia de São Jorge que tem por objetivo realizar trabalhos sociais no bairro. Ela funciona num antigo terreno baldio da Rua Franco Vaz, onde hoje há uma quadra esportiva que é utilizada pelo projeto e também alugada com o objetivo de arrecadar fundos para a instituição.

Velório do ex-deputado Albano Reis, realizado em dezembro de 2004, em frente a seu centro social, em QuintinoEm 2006, a violência afetou até mesmo a mais tradicional festa quintinense, a Festa de São Jorge. No dia da procissão, um tiroteio entre traficantes rivais no meio da festa feriu 5 pessoas na Rua Clarimundo de Mello, bem no dia do encerramento da festa, seu ponto alto. Na semana seguinte, o dinheiro arrecadado com a festa foi roubado da Obra Social Murialdo. Parte foi recuperado posteriormente, mas isso não impediu a decisão por parte da Paróquia de reduzir a festa no ano seguinte, festa essa que passou a terminar no próprio dia de São Jorge (23 de abril), e não mais no domingo seguinte, como era o costume.
Apesar de hoje Quintino ser motivo de piada dentro do próprio bairro, ainda persistem tentativas de alguns moradores de resgatarem a memória e a auto-estima da população local através de projetos que possam melhorar a qualidade de vida do lugar.
Limites geográficos
Delimitação do bairro Quintino Bocaiúva, Código 079, segundo o Decreto Nº 5.280 de 23 de Agosto de 1985.
“Do entroncamento da Rua Padre Manuel da Nóbrega com a Rua Quintão, seguindo por esta (incluída) até a Avenida Suburbana; por esta (excluída) até a Rua Palatinado; por esta (excluída, atravessando a Rua Goiás, a Estrada de Ferro e a Rua Nerval de Gouveia), em direção à Rua Garcia Pires; por esta (incluída) até a Rua Clarimundo de Melo; por esta (excluída) até a Rua Souto; por esta (excluída) até a Rua Ituna; por esta (excluída) até o seu final; daí; por uma linha reta, ao final da Rua Inharé; por esta (excluída) até a Rua São Pedro; por esta (excluída) até o seu final; daí, subindo a vertente, até o Morro do Inácio Dias (cota 188m); daí, subindo e descendo o divisor de águas da Serra dos Pretos Forros, passando pelos pontos de cota 404m e 413m, até o ponto culminante do Morro da Covanca (cota 274m); deste ponto, pela vertente em direção leste, até o ponto culminante do Morro do Careca (cota 334m); deste ponto, descendo e subindo os espigões, ao ponto mais alto do Morro do São Jorge (cota 451 m); deste ponto, descendo o espigão, passando pelo ponto de cota 254m, até o entroncamento da Rua Almeida Nogueira com a Rua Clarimundo de Melo; daí, subindo e descendo as vertentes do Morro da Caixa d'Água, em direção ao final da Rua Cesário Machado; por esta (incluída) atravessando a Rua Elias da Silva; daí; pelo Ramal Principal da RFFSA, até a Rua Lima Barreto; por esta (incluído); Avenida Suburbana (incluída) até a Rua Padre Manuel da Nóbrega; por esta (incluída) ao ponto de partida.”
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
MUSEU HISTÓRICO NACIONAL

ARQUITETURA E HISTÓRIA
A partir do Forte de Santiago, na Ponta do Calabouço, a evolução do conjunto arquitetônico do Museu acompanhou a trajetória urbana da cidade do Rio de Janeiro. À fortificação inicial veio se juntar a Casa do Trem, destinada à guarda do "trem de artilharia", conjunto de apetrechos bélicos usados na defesa da cidade, e, mais tarde, o Arsenal de Guerra.
No início do século XX o Arsenal é transferido para a Ponta do Caju, abrindo o caminho para a adaptação do conjunto para suas novas funções : Pavilhão das Grandes Indústrias da "Exposição Internacional de 1922".
Por determinação do Presidente Epitácio Pessoa, o Pavilhão abrigou, em duas de suas salas, o núcleo inicial do Museu Histórico Nacional. Com o encerramento da Exposição, o Museu veio ocupando progressivamente toda a área.
Visando recuperar a arquitetura original, ampliar espaços destinados ao público, aprimorar os serviços oferecidos aos visitantes, democratizar o acesso dos mais diversos segmentos da sociedade e viabilizar uma circulação e um percurso adequados ao discurso museográfico, o conjunto arquitetônico que abriga o Museu passou, entre 2003 e 2006, por importantes obras de restauração e modernização.
O Museu é localizado:
Praça Marechal Âncora S/N° Rio de Janeiro Rj Brasil
MUNICÍPIO DE MARICÁ
Nova subsecretaria em Maricá
Danilo Motta
Não foi só em Niterói que o prefeito está realizando uma reforma na estrutura administrativa do município. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), acaba de criar a Subsecretaria de Políticas para os deficientes. Para a pasta, foi nomeada Verônica Rocha dos Santos.
Para a nova subsecretária, que teve a perna esquerda amputada num acidente de moto há 17 anos, o objetivo das políticas públicas voltadas para os deficientes é fazer com que as pessoas possam realizar as atividades do dia-a-dia sem que, para isso, tenham que depender de outras pessoas.
A subsecretária afirmou que os problemas enfrentados pelos deficientes em Maricá ainda são muitos, como a ausência de rampas nas escolas e em outros órgãos públicos.
"Só queremos ter o livre acesso. Não queremos incomodar ninguém. Também temos o direito de trabalhar e estudar e não precisamos passar por constrangimentos. Aqui mesmo na subsecretaria, temos vagas para deficientes, mas as pessoas não têm como sair de suas casas e chegar sozinhas ao trabalho" disse.
" É um absurdo que precisa ser mudado. Nosso governo vai buscar qualidade de vida para toda a população", completou a nova subsecretária.
Nova viagem – Recém-chegado de Brasília, Washington Quaquá voltou, no último domingo, à capital federal. Desta vez, ele se reunirá com o ministro das Cidades, Márcio Fortes, para apresentar informações mais detalhadas acerca dos projetos de combate a enchentes e dragagem dos rios que cortam o município, acompanhado pelo secretário de Obras Arthur Billé.
Quaquá havia chegado ao Rio na última sexta-feira. Durante os dias em que esteve em Brasília, o prefeito apresentou alguns projetos com o intuito de atrair recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem como um dos objetivos a realização deste tipo de obras em todo o Brasil.
Quaquá desmentiu supostos cortes do Governo Federal nos investimentos do PAC.
"Contrariando os críticos que diziam que as verbas do PAC iam ser reduzidas, o presidente Lula mandou investir ainda mais recursos", disse o prefeito, que retorna hoje de viagem.
O Fluminense
Não foi só em Niterói que o prefeito está realizando uma reforma na estrutura administrativa do município. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), acaba de criar a Subsecretaria de Políticas para os deficientes. Para a pasta, foi nomeada Verônica Rocha dos Santos.
Para a nova subsecretária, que teve a perna esquerda amputada num acidente de moto há 17 anos, o objetivo das políticas públicas voltadas para os deficientes é fazer com que as pessoas possam realizar as atividades do dia-a-dia sem que, para isso, tenham que depender de outras pessoas.
A subsecretária afirmou que os problemas enfrentados pelos deficientes em Maricá ainda são muitos, como a ausência de rampas nas escolas e em outros órgãos públicos.
"Só queremos ter o livre acesso. Não queremos incomodar ninguém. Também temos o direito de trabalhar e estudar e não precisamos passar por constrangimentos. Aqui mesmo na subsecretaria, temos vagas para deficientes, mas as pessoas não têm como sair de suas casas e chegar sozinhas ao trabalho" disse.
" É um absurdo que precisa ser mudado. Nosso governo vai buscar qualidade de vida para toda a população", completou a nova subsecretária.
Nova viagem – Recém-chegado de Brasília, Washington Quaquá voltou, no último domingo, à capital federal. Desta vez, ele se reunirá com o ministro das Cidades, Márcio Fortes, para apresentar informações mais detalhadas acerca dos projetos de combate a enchentes e dragagem dos rios que cortam o município, acompanhado pelo secretário de Obras Arthur Billé.
Quaquá havia chegado ao Rio na última sexta-feira. Durante os dias em que esteve em Brasília, o prefeito apresentou alguns projetos com o intuito de atrair recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem como um dos objetivos a realização deste tipo de obras em todo o Brasil.
Quaquá desmentiu supostos cortes do Governo Federal nos investimentos do PAC.
"Contrariando os críticos que diziam que as verbas do PAC iam ser reduzidas, o presidente Lula mandou investir ainda mais recursos", disse o prefeito, que retorna hoje de viagem.
O Fluminense
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
CENTRO ESPIRITA APRENDIZES DO BEM
Endereço:
O endereço do centro espirita é: R. João Pinheiro,574 Piedade,perto da Av. Dom Helder Camara.
Contato: (21)9163-2113
Reuniões publicas
Tem reuniões publicas todas as 3° e 5° 20:00 hs .
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Paquetá (cidade do Rio de Janeiro)
Paquetá é o bairro compreendido pela pequena Ilha de Paquetá, no interior da baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
Constitui-se num tradicional e pacato recanto turístico do Rio de Janeiro, a poucos minutos da agitação da metrópole, habitado por população das classes média e média-baixa. A segurança e tranquilidade da ilha atraem visitantes nacionais e estrangeiros, que a elegem para namorar, passear e se divertir.
O bairro possui infra-estrutura turística completa com hotéis, restaurantes, hospital, policiamento, comércio e serviços.
História
A Ilha de Paquetá foi descoberta em 1555, por André Thevet, que era cosmógrafo da expedição francesa de Nicolas Durand de Villegagnon a fim de fundar a França Antártica. Era habitada pelos índios Tamoios que já chamavam a ilha por esse nome.
Somente em 18 de dezembro de 1556, o rei Francês reconheceu a descoberta de André Thevet, sendo essa data até hoje considerada como aniversário da ilha.
Com a vitória dos Portugueses contra os Franceses, a ilha passou para o controle dos vencedores que, em 1565, mesmo ano da fundação da cidade do Rio de Janeiro, a dividiram em duas sesmarias.
Em 1697 foi construída a Capela de São Roque, padroeiro da ilha.
Durante a Revolta da Armada, em 1893 a ilha foi ocupada durante seis meses pelos marinheiros sublevados o que ocasionou diversos prejuízos para a população local.
Transporte
O acesso à ilha é feito por linha regular de barcas e por catamarãs e aerobarcos, a partir da Praça XV de Novembro, no centro do Rio de Janeiro.
Na ilha não é permitido o tráfego de veículos motorizados particulares: apenas bicicletas e charretes se locomovem nas ruas revestidas de saibro e coloridas pelos flamboyants. Destaca-se o serviço de táxi, o chamado "eco-taxi", uma bicicleta com uma espécie de cabine atrás. Somente é permitido o tráfego de carros de serviço como os da polícia, bombeiros e ambulância.
Pontos turísticos
Entre os pontos turísticos da ilha destacam-se:
Parque Darke de Matos
Mirante do Morro do Cruz
Pedra da Moreninha
Praias da Moreninha e da Guarda
Casa de José Bonifácio
Casa de Artes de Paquetá
Ponte da Saudade
Carnaval
Durante o período de Carnaval aumenta o fluxo de turistas à ilha. Diversos blocos carnavalescos saem pelas ruas de Paquetá nesta época, como o Bloco do Goró, o Bloco do Camelo, o Bloco da Tartaruga, o Bloco das Piranhas, entre outros.
Na rua principal, desfilam as duas maiores agremiações, o GRBC Silêncio do Amor e o GRBC Unidos de São Roque.
Constitui-se num tradicional e pacato recanto turístico do Rio de Janeiro, a poucos minutos da agitação da metrópole, habitado por população das classes média e média-baixa. A segurança e tranquilidade da ilha atraem visitantes nacionais e estrangeiros, que a elegem para namorar, passear e se divertir.
O bairro possui infra-estrutura turística completa com hotéis, restaurantes, hospital, policiamento, comércio e serviços.
História
A Ilha de Paquetá foi descoberta em 1555, por André Thevet, que era cosmógrafo da expedição francesa de Nicolas Durand de Villegagnon a fim de fundar a França Antártica. Era habitada pelos índios Tamoios que já chamavam a ilha por esse nome.
Somente em 18 de dezembro de 1556, o rei Francês reconheceu a descoberta de André Thevet, sendo essa data até hoje considerada como aniversário da ilha.
Com a vitória dos Portugueses contra os Franceses, a ilha passou para o controle dos vencedores que, em 1565, mesmo ano da fundação da cidade do Rio de Janeiro, a dividiram em duas sesmarias.
Em 1697 foi construída a Capela de São Roque, padroeiro da ilha.
Durante a Revolta da Armada, em 1893 a ilha foi ocupada durante seis meses pelos marinheiros sublevados o que ocasionou diversos prejuízos para a população local.
Transporte
O acesso à ilha é feito por linha regular de barcas e por catamarãs e aerobarcos, a partir da Praça XV de Novembro, no centro do Rio de Janeiro.
Na ilha não é permitido o tráfego de veículos motorizados particulares: apenas bicicletas e charretes se locomovem nas ruas revestidas de saibro e coloridas pelos flamboyants. Destaca-se o serviço de táxi, o chamado "eco-taxi", uma bicicleta com uma espécie de cabine atrás. Somente é permitido o tráfego de carros de serviço como os da polícia, bombeiros e ambulância.
Pontos turísticos
Entre os pontos turísticos da ilha destacam-se:
Parque Darke de Matos
Mirante do Morro do Cruz
Pedra da Moreninha
Praias da Moreninha e da Guarda
Casa de José Bonifácio
Casa de Artes de Paquetá
Ponte da Saudade
Carnaval
Durante o período de Carnaval aumenta o fluxo de turistas à ilha. Diversos blocos carnavalescos saem pelas ruas de Paquetá nesta época, como o Bloco do Goró, o Bloco do Camelo, o Bloco da Tartaruga, o Bloco das Piranhas, entre outros.
Na rua principal, desfilam as duas maiores agremiações, o GRBC Silêncio do Amor e o GRBC Unidos de São Roque.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Atrativos culturais de Maricá
Turismo - Paróquia N.S. do Amparo - Construída com mão-de-obra escrava pelos frades no século XIX, essa igreja é uma das mais antigas e importantes de Maricá. Ela foi toda feita com pedra e barro no antigo estilo colonial com uma torre só. O interior lembra o estilo rococó, cujo altar mor tem uma rara beleza do Barroco em transição com o Neoclássico.
Capela São José do Imbassaí - Serve como mirante para o canal de São Bento e a Lagoa de Maricá. Foi a primeira igreja, onde o primeiro povoado começou a surgir. O estilo jesuítico é destacado pela simplicidade.
Casa da Cultura/Antiga Câmara e Cadeia - Construída no século XIX, tem a arquitetura lembrando o estilo Neoclássico e veio para satisfazer as recentes necessidades administrativas e jurídicas da vila. Serviu um tempo como Banco do Brasil e Academia de Letras, mas agora se concentra em atividades culturais de Maricá.
Fazenda Itaocaia - Diversas lendas povoam o lugar. A senzala da extinta fazenda cafeeira e todas as outras dependências estão abertas para visitação. Grandes nomes da história brasileira como D. Pedro I, tem passagem pelo local.
Farol da Ponte Negra - Não se sabe ao certo desde quando está ali, mas avisa às embarcações do perigo da costa até hoje. A manutenção é feita pela marinha. O Farol também serve de Mirante Panorâmico para todas as belezas de Maricá.
Capela São José do Imbassaí - Serve como mirante para o canal de São Bento e a Lagoa de Maricá. Foi a primeira igreja, onde o primeiro povoado começou a surgir. O estilo jesuítico é destacado pela simplicidade.
Casa da Cultura/Antiga Câmara e Cadeia - Construída no século XIX, tem a arquitetura lembrando o estilo Neoclássico e veio para satisfazer as recentes necessidades administrativas e jurídicas da vila. Serviu um tempo como Banco do Brasil e Academia de Letras, mas agora se concentra em atividades culturais de Maricá.
Fazenda Itaocaia - Diversas lendas povoam o lugar. A senzala da extinta fazenda cafeeira e todas as outras dependências estão abertas para visitação. Grandes nomes da história brasileira como D. Pedro I, tem passagem pelo local.
Farol da Ponte Negra - Não se sabe ao certo desde quando está ali, mas avisa às embarcações do perigo da costa até hoje. A manutenção é feita pela marinha. O Farol também serve de Mirante Panorâmico para todas as belezas de Maricá.
HISTÓRIA DO SEGURO
INÍCIO DA ATIVIDADE SEGURADORA NO BRASIL
A atividade seguradora no Brasil teve início com a abertura dos portos ao comércio internacional, em 1808. A primeira sociedade de seguros a funcionar no país foi a "Companhia de Seguros BOA-FÉ", em 24 de fevereiro daquele ano, que tinha por objetivo operar no seguro marítimo.
Neste período, a atividade seguradora era regulada pelas leis portuguesas. Somente em 1850, com a promulgação do "Código Comercial Brasileiro" (Lei n° 556, de 25 de junho de 1850) é que o seguro marítimo foi pela primeira vez estudado e regulado em todos os seus aspectos.
O advento do "Código Comercial Brasileiro" foi de fundamental importância para o desenvolvimento do seguro no Brasil, incentivando o aparecimento de inúmeras seguradoras, que passaram a operar não só com o seguro marítimo, expressamente previsto na legislação, mas, também, com o seguro terrestre. Até mesmo a exploração do seguro de vida, proibido expressamente pelo Código Comercial, foi autorizada em 1855, sob o fundamento de que o Código Comercial só proibia o seguro de vida quando feito juntamente com o seguro marítimo. Com a expansão do setor, as empresas de seguros estrangeiras começaram a se interessar pelo mercado brasileiro, surgindo, por volta de 1862, as primeiras sucursais de seguradoras sediadas no exterior.
Estas sucursais transferiam para suas matrizes os recursos financeiros obtidos pelos prêmios cobrados, provocando uma significativa evasão de divisas. Assim, visando proteger os interesses econômicos do País, foi promulgada, em 5 de setembro de 1895, a Lei n° 294, dispondo exclusivamente sobre as companhias estrangeiras de seguros de vida, determinando que suas reservas técnicas fossem constituídas e tivessem seus recursos aplicados no Brasil, para fazer frente aos riscos aqui assumidos.
Algumas empresas estrangeiras mostraram-se discordantes das disposições contidas no referido diploma legal e fecharam suas sucursais.
O mercado segurador brasileiro já havia alcançado desenvolvimento satisfatório no final do século XIX. Concorreram para isso, em primeiro lugar, o Código Comercial, estabelecendo as regras necessárias sobre seguros maritimos, aplicadas também para os seguros terrestres e, em segundo lugar, a instalação no Brasil de seguradoras estrangeiras, com vasta experiência em seguros terrestres.
SURGIMENTO DA PREVIDÊNCIA PRIVADA
O século XIX também foi marcado pelo surgimento da "previdência privada" brasileira, pode-se dizer que inaugurada em 10 de janeiro de 1835, com a criação do MONGERAL - Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado -proposto pelo então Ministro da Justiça, Barão de Sepetiba, que, pela primeira vez, oferecia planos com características de facultatividade e mutualismo. A Previdência Social só viria a ser instituída através da Lei n° 4.682 (Lei Elói Chaves), de 24/01/1923.
A CRIAÇÃO DA SUPERINTENDÊNCIA GERAL DE SEGUROS
O Decreto n° 4.270, de 10/12/1901, e seu regulamento anexo, conhecido como "Regulamento Murtinho", regulamentaram o funcionamento das companhias de seguros de vida, marítimos e terrestres, nacionais e estrangeiras, já existentes ou que viessem a se organizar no território nacional. Além de estender as normas de fiscalização a todas as seguradoras que operavam no País, o Regulamento Murtinho criou a "Superintendência Geral de Seguros", subordinada diretamente ao Ministério da Fazenda. Com a criação da Superintendência, foram concentradas, numa única repartição especializada, todas as questões atinentes à fiscalização de seguros, antes distribuídas entre diferentes órgãos. Sua jurisdição alcançava todo o território nacional e, de sua competência, constavam as fiscalizações preventiva, exercida por ocasião do exame da documentação da sociedade que requeria autorização para funcionar, e repressiva, sob a forma de inspeção direta, periódica, das sociedades. Posteriormente, em 12 de dezembro de 1906, através do Decreto n° 5.072, a Superintendência Geral de Seguros foi substituída por uma Inspetoria de Seguros, também subordinada ao Ministério da Fazenda.
O CONTRATO DE SEGURO NO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
Foi em 1º de janeiro de 1916 que se deu o maior avanço de ordem jurídica no campo do contrato de seguro, ao ser sancionada a Lei n° 3.071, que promulgou o "Código Civil Brasileiro", com um capítulo específico dedicado ao "contrato de seguro". Os preceitos formulados pelo Código Civil e pelo Código Comercial passaram a compor, em conjunto, o que se chama Direito Privado do Seguro. Esses preceitos fixaram os princípios essenciais do contrato e disciplinaram os direitos e obrigações das partes, de modo a evitar e dirimir conflitos entre os interessados. Foram esses princípios fundamentais que garantiram o desenvolvimento da instituição do seguro.
SURGIMENTO DA PRIMEIRA EMPRESA DE CAPITALIZAÇÃO
A primeira empresa de capitalização do Brasil foi fundada em 1929, chamada de "Sul América Capitalização S.A". Entretanto, somente 3 anos mais tarde, em 10 de março de 1932, é que foi oficializada a autorização para funcionamento das sociedades de capitalização através do Decreto n° 21.143, posteriormente regulamentado pelo Decreto n° 22.456, de 10 de fevereiro de 1933, também sob o controle da Inspetoria de Seguros. O parágrafo único do artigo 1 o do referido Decreto definia: "As únicas sociedades que poderão usar o nome de "capitalização" serão as que, autorizadas pelo Governo, tiverem por objetivo oferecer ao público, de acordo com planos aprovados pela Inspetoria de Seguros, a constituição de um capital minimo perfeitamente determinado em cada plano e pago em moeda corrente, em um prazo máximo indicado no dito plano, à pessoa que subscrever ou possuir um titulo, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no mesmo titulo".
CRIAÇÃO DO DNSPC
Em 28 de junho de 1933, o Decreto n° 22.865 transferiu a "Inspetoria de Seguros" do Ministério da Fazenda para o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. No ano seguinte, através do Decreto n° 24.782, de 14/07/1934, foi extinta a Inspetoria de Seguros e criado o Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização -DNSPC, também subordinado àquele Ministério.
PRINCÍPIO DE NACIONALIZAÇÃO DO SEGURO
Com a promulgação da Constituição de 1937 (Estado Novo), foi estabelecido o "Princípio de Nacionalização do Seguro", já preconizado na Constituição de 1934. Em conseqüência, foi promulgado o Decreto n° 5.901, de 20 de junho de 1940, criando os seguros obrigatórios para comerciantes, industriais e concessionários de serviços públicos, pessoas fisicas ou jurídicas, contra os riscos de incêndios e transportes (ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre), nas condições estabelecidas no mencionado regulamento.
CRIAÇÃO DO INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL - IRB
Nesse mesmo período foi criado, em 1939, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), através do Decreto-lei n° 1.186, de 3 de abril de 1939. As so- ciedades seguradoras ficaram obrigadas, desde então, a ressegurar no IRB as responsabilidades que excedessem sua capacidade de retenção própria, que, através da retrocessão, passou a compartilhar o risco com as sociedades seguradoras em operação no Brasil. Com esta medida, o Governo Federal procurou evitar que grande parte das divisas fosse consumida com a remessa, para o exterior, de importâncias vultosas relativas a prêmios de resseguros em companhias estrangeiras.
É importante reconhecer o saldo positivo da atuação do IRB, propiciando a criação efetiva e a consolidação de um mercado segurador nacional, ou seja, preponderantemente ocupado por empresas nacionais, sendo que as empresas com participação estrangeira deixaram de se comportar como meras agências de captação de seguros para suas respectivas matrizes, sendo induzidas a se organizar como empresas brasileiras, constituindo e aplicando suas reservas no País.
O IRB adotou, desde o início de suas operações, duas providências eficazes visando criar condições de competitividade para o aparecimento e o desenvolvimento de seguradoras de capital brasileiro: o estabelecimento de baixos limites de retenção e a criação do chamado excedente único. Através da adoção de baixos limites de retenção e do mecanismo do excedente único, empresas pouco capitalizadas e menos instrumentadas tecnicamente -como era o caso das empresas de capital nacional -passaram a ter condições de concorrer com as seguradoras estrangeiras, uma vez que tinham assegurada a automaticidade da cobertura de resseguro.
CRIAÇÃO DA SUSEP
Em 1966, através do Decreto-lei n° 73, de 21 de 'novembro de 1966, foram reguladas todas as operações de seguros e resseguros e instituído o Sistema Nacional de Seguros Privados, constituído pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP); Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); Instituto de Resseguros do Brasil (IRB); sociedades autorizadas a operar em seguros privados; e corretores habilitados.
O Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização - DNSPC -foi substituído pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP -entidade autárquica, dotada de personalidade jurídica de Direito Público, com autonomia administrativa e financeira, jurisdicionada ao Ministério da Indústria e do Comércio até 1979, quando passou a estar vinculada ao Ministério da Fazenda.
Em 28 de fevereiro de 1967, o Decreto n° 22.456/33, que regulamentava as operações das sociedades de capitalização, foi revogado pelo Decreto-lei n° 261, passando a atividade de capitalização a subordinar-se, também, a numerosos dispositivos do Decreto-lei n° 73/66. Adicionalmente, foi instituído o Sistema Nacional de Capitalização, constituído pelo CNSP, SUSEP e pelas sociedades autorizadas a operar em capitalização.
Fonte: Anuário Estatístico da SUSEP 1997
A atividade seguradora no Brasil teve início com a abertura dos portos ao comércio internacional, em 1808. A primeira sociedade de seguros a funcionar no país foi a "Companhia de Seguros BOA-FÉ", em 24 de fevereiro daquele ano, que tinha por objetivo operar no seguro marítimo.
Neste período, a atividade seguradora era regulada pelas leis portuguesas. Somente em 1850, com a promulgação do "Código Comercial Brasileiro" (Lei n° 556, de 25 de junho de 1850) é que o seguro marítimo foi pela primeira vez estudado e regulado em todos os seus aspectos.
O advento do "Código Comercial Brasileiro" foi de fundamental importância para o desenvolvimento do seguro no Brasil, incentivando o aparecimento de inúmeras seguradoras, que passaram a operar não só com o seguro marítimo, expressamente previsto na legislação, mas, também, com o seguro terrestre. Até mesmo a exploração do seguro de vida, proibido expressamente pelo Código Comercial, foi autorizada em 1855, sob o fundamento de que o Código Comercial só proibia o seguro de vida quando feito juntamente com o seguro marítimo. Com a expansão do setor, as empresas de seguros estrangeiras começaram a se interessar pelo mercado brasileiro, surgindo, por volta de 1862, as primeiras sucursais de seguradoras sediadas no exterior.
Estas sucursais transferiam para suas matrizes os recursos financeiros obtidos pelos prêmios cobrados, provocando uma significativa evasão de divisas. Assim, visando proteger os interesses econômicos do País, foi promulgada, em 5 de setembro de 1895, a Lei n° 294, dispondo exclusivamente sobre as companhias estrangeiras de seguros de vida, determinando que suas reservas técnicas fossem constituídas e tivessem seus recursos aplicados no Brasil, para fazer frente aos riscos aqui assumidos.
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O mercado segurador brasileiro já havia alcançado desenvolvimento satisfatório no final do século XIX. Concorreram para isso, em primeiro lugar, o Código Comercial, estabelecendo as regras necessárias sobre seguros maritimos, aplicadas também para os seguros terrestres e, em segundo lugar, a instalação no Brasil de seguradoras estrangeiras, com vasta experiência em seguros terrestres.
SURGIMENTO DA PREVIDÊNCIA PRIVADA
O século XIX também foi marcado pelo surgimento da "previdência privada" brasileira, pode-se dizer que inaugurada em 10 de janeiro de 1835, com a criação do MONGERAL - Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado -proposto pelo então Ministro da Justiça, Barão de Sepetiba, que, pela primeira vez, oferecia planos com características de facultatividade e mutualismo. A Previdência Social só viria a ser instituída através da Lei n° 4.682 (Lei Elói Chaves), de 24/01/1923.
A CRIAÇÃO DA SUPERINTENDÊNCIA GERAL DE SEGUROS
O Decreto n° 4.270, de 10/12/1901, e seu regulamento anexo, conhecido como "Regulamento Murtinho", regulamentaram o funcionamento das companhias de seguros de vida, marítimos e terrestres, nacionais e estrangeiras, já existentes ou que viessem a se organizar no território nacional. Além de estender as normas de fiscalização a todas as seguradoras que operavam no País, o Regulamento Murtinho criou a "Superintendência Geral de Seguros", subordinada diretamente ao Ministério da Fazenda. Com a criação da Superintendência, foram concentradas, numa única repartição especializada, todas as questões atinentes à fiscalização de seguros, antes distribuídas entre diferentes órgãos. Sua jurisdição alcançava todo o território nacional e, de sua competência, constavam as fiscalizações preventiva, exercida por ocasião do exame da documentação da sociedade que requeria autorização para funcionar, e repressiva, sob a forma de inspeção direta, periódica, das sociedades. Posteriormente, em 12 de dezembro de 1906, através do Decreto n° 5.072, a Superintendência Geral de Seguros foi substituída por uma Inspetoria de Seguros, também subordinada ao Ministério da Fazenda.
O CONTRATO DE SEGURO NO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
Foi em 1º de janeiro de 1916 que se deu o maior avanço de ordem jurídica no campo do contrato de seguro, ao ser sancionada a Lei n° 3.071, que promulgou o "Código Civil Brasileiro", com um capítulo específico dedicado ao "contrato de seguro". Os preceitos formulados pelo Código Civil e pelo Código Comercial passaram a compor, em conjunto, o que se chama Direito Privado do Seguro. Esses preceitos fixaram os princípios essenciais do contrato e disciplinaram os direitos e obrigações das partes, de modo a evitar e dirimir conflitos entre os interessados. Foram esses princípios fundamentais que garantiram o desenvolvimento da instituição do seguro.
SURGIMENTO DA PRIMEIRA EMPRESA DE CAPITALIZAÇÃO
A primeira empresa de capitalização do Brasil foi fundada em 1929, chamada de "Sul América Capitalização S.A". Entretanto, somente 3 anos mais tarde, em 10 de março de 1932, é que foi oficializada a autorização para funcionamento das sociedades de capitalização através do Decreto n° 21.143, posteriormente regulamentado pelo Decreto n° 22.456, de 10 de fevereiro de 1933, também sob o controle da Inspetoria de Seguros. O parágrafo único do artigo 1 o do referido Decreto definia: "As únicas sociedades que poderão usar o nome de "capitalização" serão as que, autorizadas pelo Governo, tiverem por objetivo oferecer ao público, de acordo com planos aprovados pela Inspetoria de Seguros, a constituição de um capital minimo perfeitamente determinado em cada plano e pago em moeda corrente, em um prazo máximo indicado no dito plano, à pessoa que subscrever ou possuir um titulo, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no mesmo titulo".
CRIAÇÃO DO DNSPC
Em 28 de junho de 1933, o Decreto n° 22.865 transferiu a "Inspetoria de Seguros" do Ministério da Fazenda para o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. No ano seguinte, através do Decreto n° 24.782, de 14/07/1934, foi extinta a Inspetoria de Seguros e criado o Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização -DNSPC, também subordinado àquele Ministério.
PRINCÍPIO DE NACIONALIZAÇÃO DO SEGURO
Com a promulgação da Constituição de 1937 (Estado Novo), foi estabelecido o "Princípio de Nacionalização do Seguro", já preconizado na Constituição de 1934. Em conseqüência, foi promulgado o Decreto n° 5.901, de 20 de junho de 1940, criando os seguros obrigatórios para comerciantes, industriais e concessionários de serviços públicos, pessoas fisicas ou jurídicas, contra os riscos de incêndios e transportes (ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre), nas condições estabelecidas no mencionado regulamento.
CRIAÇÃO DO INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL - IRB
Nesse mesmo período foi criado, em 1939, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), através do Decreto-lei n° 1.186, de 3 de abril de 1939. As so- ciedades seguradoras ficaram obrigadas, desde então, a ressegurar no IRB as responsabilidades que excedessem sua capacidade de retenção própria, que, através da retrocessão, passou a compartilhar o risco com as sociedades seguradoras em operação no Brasil. Com esta medida, o Governo Federal procurou evitar que grande parte das divisas fosse consumida com a remessa, para o exterior, de importâncias vultosas relativas a prêmios de resseguros em companhias estrangeiras.
É importante reconhecer o saldo positivo da atuação do IRB, propiciando a criação efetiva e a consolidação de um mercado segurador nacional, ou seja, preponderantemente ocupado por empresas nacionais, sendo que as empresas com participação estrangeira deixaram de se comportar como meras agências de captação de seguros para suas respectivas matrizes, sendo induzidas a se organizar como empresas brasileiras, constituindo e aplicando suas reservas no País.
O IRB adotou, desde o início de suas operações, duas providências eficazes visando criar condições de competitividade para o aparecimento e o desenvolvimento de seguradoras de capital brasileiro: o estabelecimento de baixos limites de retenção e a criação do chamado excedente único. Através da adoção de baixos limites de retenção e do mecanismo do excedente único, empresas pouco capitalizadas e menos instrumentadas tecnicamente -como era o caso das empresas de capital nacional -passaram a ter condições de concorrer com as seguradoras estrangeiras, uma vez que tinham assegurada a automaticidade da cobertura de resseguro.
CRIAÇÃO DA SUSEP
Em 1966, através do Decreto-lei n° 73, de 21 de 'novembro de 1966, foram reguladas todas as operações de seguros e resseguros e instituído o Sistema Nacional de Seguros Privados, constituído pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP); Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); Instituto de Resseguros do Brasil (IRB); sociedades autorizadas a operar em seguros privados; e corretores habilitados.
O Departamento Nacional de Seguros Privados e Capitalização - DNSPC -foi substituído pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP -entidade autárquica, dotada de personalidade jurídica de Direito Público, com autonomia administrativa e financeira, jurisdicionada ao Ministério da Indústria e do Comércio até 1979, quando passou a estar vinculada ao Ministério da Fazenda.
Em 28 de fevereiro de 1967, o Decreto n° 22.456/33, que regulamentava as operações das sociedades de capitalização, foi revogado pelo Decreto-lei n° 261, passando a atividade de capitalização a subordinar-se, também, a numerosos dispositivos do Decreto-lei n° 73/66. Adicionalmente, foi instituído o Sistema Nacional de Capitalização, constituído pelo CNSP, SUSEP e pelas sociedades autorizadas a operar em capitalização.
Fonte: Anuário Estatístico da SUSEP 1997
Livro: A História dos Seguros no Brasil.
- A história dos seguros da Mesopotâmia aos tempos modernos.
- Os seguros no mundo antigo.
- Os seguros, a riqueza e a expansão marítima de Veneza e Gênova.
- A relação dos seguradores com os papas, a Santa Aliança e a Batalha de
Lepanto, que sustou a expansão do império otomano e garantiu a continuidade da civilização ocidental.
- O financiamento e os seguros da viagem de Colombo que descobriu um Novo Mundo.
- Por que o nome do novo continente “América” foi dado em homenagem a
Américo Vespúcio.
- A mudança das rotas comerciais e o fluxo de riquezas para Espanha e Portugal como conseqüência do descobrimento e das novas práticas financeiras na península ibérica.
- Como as mentes brilhantes de Pascal, Halley, Benjamin Franklin e outros
notáveis pensadores, cientistas e matemáticos contribuíram para o
desenvolvimento dos seguros.
- A vinda da família imperial portuguesa para o Brasil, a abertura dos portos e a oficialização das seguradoras que já operavam no país.
- Os impactos da Guerra do Paraguai na vida econômica e política do país, o fim do Império e o início da República: implicações e relações com os negócios de seguros, que poucos conhecem.
- As razões da perda da confiança nas seguradoras inglesas, a expansão das
seguradoras nacionais e as raízes do nacionalismo, que teve um grande impacto e mudou a vida política e econômica do país a partir de Getúlio Vargas.
- O surgimento dos grandes grupos bancários e seguradores do país no período da Segunda Guerra.
- O processo de concentração no mercado financeiro, as fusões, aquisições e incorporações de seguradoras no período pós 1964.
- As mentes brilhantes de seguradores brasileiros, que deram rumo à indústria de seguros no país.
- A expansão atual e as tendências para o mercado segurador brasileiro.
- Os seguros no mundo antigo.
- Os seguros, a riqueza e a expansão marítima de Veneza e Gênova.
- A relação dos seguradores com os papas, a Santa Aliança e a Batalha de
Lepanto, que sustou a expansão do império otomano e garantiu a continuidade da civilização ocidental.
- O financiamento e os seguros da viagem de Colombo que descobriu um Novo Mundo.
- Por que o nome do novo continente “América” foi dado em homenagem a
Américo Vespúcio.
- A mudança das rotas comerciais e o fluxo de riquezas para Espanha e Portugal como conseqüência do descobrimento e das novas práticas financeiras na península ibérica.
- Como as mentes brilhantes de Pascal, Halley, Benjamin Franklin e outros
notáveis pensadores, cientistas e matemáticos contribuíram para o
desenvolvimento dos seguros.
- A vinda da família imperial portuguesa para o Brasil, a abertura dos portos e a oficialização das seguradoras que já operavam no país.
- Os impactos da Guerra do Paraguai na vida econômica e política do país, o fim do Império e o início da República: implicações e relações com os negócios de seguros, que poucos conhecem.
- As razões da perda da confiança nas seguradoras inglesas, a expansão das
seguradoras nacionais e as raízes do nacionalismo, que teve um grande impacto e mudou a vida política e econômica do país a partir de Getúlio Vargas.
- O surgimento dos grandes grupos bancários e seguradores do país no período da Segunda Guerra.
- O processo de concentração no mercado financeiro, as fusões, aquisições e incorporações de seguradoras no período pós 1964.
- As mentes brilhantes de seguradores brasileiros, que deram rumo à indústria de seguros no país.
- A expansão atual e as tendências para o mercado segurador brasileiro.
SulAmérica Contra a Fraude
As fraudes também podem ocorrer em Riscos Industrias e Comerciais.
Ajude a combatê-las, denuncie!
O ramo de riscos industriais e comerciais apresenta um baixo índice de denúncias recebidas, porém sabe-se que 50% representavam montagem de sinistros.
Uma das fraudes mais denunciadas no ramo é a simulação de acidente com o imóvel segurado como, por exemplo, incendiar propositalmente o bem para receber indenização.
Além disso, a falsificação de documentos para aumentar o valor de bens estocados e, conseqüentemente, da indenização também é considerada fraude.
Fraude em seguros, além de ser crime previsto no código penal, custa caro para a seguradora. Isso reflete no preço do seguro, afasta clientes e impacta nos negócios de todos os envolvidos.
Saiba que a denúncia é a sua melhor defesa e a principal responsável pela solução dos casos.
Denuncie.
Disque Fraude 4002 3433. Sigilo absoluto.
Você também pode denunciar por meio do canal:
Por carta
Caixa postal 971 – CEP 20001-970 Rio de Janeiro – RJ
sulamerica.com.br
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Ajude a combatê-las, denuncie!
O ramo de riscos industriais e comerciais apresenta um baixo índice de denúncias recebidas, porém sabe-se que 50% representavam montagem de sinistros.
Uma das fraudes mais denunciadas no ramo é a simulação de acidente com o imóvel segurado como, por exemplo, incendiar propositalmente o bem para receber indenização.
Além disso, a falsificação de documentos para aumentar o valor de bens estocados e, conseqüentemente, da indenização também é considerada fraude.
Fraude em seguros, além de ser crime previsto no código penal, custa caro para a seguradora. Isso reflete no preço do seguro, afasta clientes e impacta nos negócios de todos os envolvidos.
Saiba que a denúncia é a sua melhor defesa e a principal responsável pela solução dos casos.
Denuncie.
Disque Fraude 4002 3433. Sigilo absoluto.
Você também pode denunciar por meio do canal:
Por carta
Caixa postal 971 – CEP 20001-970 Rio de Janeiro – RJ
sulamerica.com.br
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
domingo, 18 de janeiro de 2009
Prefeito de Maricá vai a Brasília
O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, está em Brasília tentando captar recursos para o município. Na capital federal, ele visitará a Casa Civil, que abriu linha de financiamento para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para macrodrenagem e combate a enchentes. Quaquá levou os projetos de dragagem dos rios Mombuca e Itaocaia e dos canais que cortam as comunidades de Fernando Mendes e Beira Rio, em Inoã, e o Bairro da Amizade.
MARICÁ
MARICÁ
O desbravamento do território do município
remonta às últimas décadas do século XVI, quando
colonizadores aí chegaram graças à doação de
sesmarias.
Nos locais onde se encontram o povoado de
São José de Imbassaí e a Fazenda de São Bento,
fundada em 1635 por frades beneditinos, surgiram
os primeiros núcleos de povoação conhecidos em
Maricá.
Entretanto, nem os colonos dos
estabelecimentos rurais das numerosas sesmarias nem os beneditinos
puderam desenvolver suas lavouras devido às febres palustres reinantes
na região. Os habitantes foram, pouco a pouco, deslocando-se para a
outra margem da Lagoa de Maricá, de clima mais saudável. Nesse local
teve origem a povoação de Santa Maria de Maricá, elevada a categoria
de vila de 1814.
No final do século XIX, com a estrada de ferro, o problema se
resolveu em parte, exportando-se o peixe fresco para os mercados de
Niterói e São Gonçalo, dando a Maricá a fama de região pesqueira.
Durante muito tempo, a pesca constitui-se na principal fonte de renda.
Em franco progresso, a vila, foi elevada em 1889 à categoria de
cidade. Todavia, em virtude das conseqüências advindas da Lei Áurea, a
economia municipal sofreu bastante o impacto do êxodo da força do
trabalho escravo. Suas terras, já em si pantanosas, tornaram-se mais
insalubres ainda devido ao abandono das lavouras.
A atividade econômica em geral acabou por fixar-se em atividades
agropastoris, indústrias de pequeno porte, exploração minerais,
construção civil, pesca e turismo.
A implantação da rodovia Amaral Peixoto, a RJ-106, associada às
condições do local onde se estruturou o núcleo histórico, propiciou
grande desenvolvimento da indústria da construção civil para
residências de veraneio e equipamentos turísticos.
Fonte: Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Secretaria Geral de Planejamento
Estudos Socioeconômicos dos Municípios do Rio de Janeiro 1997-2001
In www.cide.rj.gov.br/cidinho
O desbravamento do território do município
remonta às últimas décadas do século XVI, quando
colonizadores aí chegaram graças à doação de
sesmarias.
Nos locais onde se encontram o povoado de
São José de Imbassaí e a Fazenda de São Bento,
fundada em 1635 por frades beneditinos, surgiram
os primeiros núcleos de povoação conhecidos em
Maricá.
Entretanto, nem os colonos dos
estabelecimentos rurais das numerosas sesmarias nem os beneditinos
puderam desenvolver suas lavouras devido às febres palustres reinantes
na região. Os habitantes foram, pouco a pouco, deslocando-se para a
outra margem da Lagoa de Maricá, de clima mais saudável. Nesse local
teve origem a povoação de Santa Maria de Maricá, elevada a categoria
de vila de 1814.
No final do século XIX, com a estrada de ferro, o problema se
resolveu em parte, exportando-se o peixe fresco para os mercados de
Niterói e São Gonçalo, dando a Maricá a fama de região pesqueira.
Durante muito tempo, a pesca constitui-se na principal fonte de renda.
Em franco progresso, a vila, foi elevada em 1889 à categoria de
cidade. Todavia, em virtude das conseqüências advindas da Lei Áurea, a
economia municipal sofreu bastante o impacto do êxodo da força do
trabalho escravo. Suas terras, já em si pantanosas, tornaram-se mais
insalubres ainda devido ao abandono das lavouras.
A atividade econômica em geral acabou por fixar-se em atividades
agropastoris, indústrias de pequeno porte, exploração minerais,
construção civil, pesca e turismo.
A implantação da rodovia Amaral Peixoto, a RJ-106, associada às
condições do local onde se estruturou o núcleo histórico, propiciou
grande desenvolvimento da indústria da construção civil para
residências de veraneio e equipamentos turísticos.
Fonte: Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Secretaria Geral de Planejamento
Estudos Socioeconômicos dos Municípios do Rio de Janeiro 1997-2001
In www.cide.rj.gov.br/cidinho
MARICÁ - RJ ( UM DIA DE ESTRELA )
Reuna seus amigos!
Passe o dia em uma chácara com:
_Arvores frutiferas.
_Piscina.
_Ôfuror.
_Sala de ginastica.
_Churrasqueira.
_Campinho.
_Salão de jogos.
Café da manhã 5 estrelas ou lanche da tarde.
Contato:
FATIMA , CEL(21)9835-4555 OU TEL(21)2648-5370
Passe o dia em uma chácara com:
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Café da manhã 5 estrelas ou lanche da tarde.
Contato:
FATIMA , CEL(21)9835-4555 OU TEL(21)2648-5370
Cascadura (bairro do Rio de Janeiro)
Cascadura é um bairro de classe média da Zona Norte do Rio de Janeiro. Sua principal característica é a facilidade no transporte. Além do trem, dezenas de linhas de ônibus partem do ou cortam o bairro. Por isso, o bairro além de residencial, serve de passagem pra milhares de pessoas. O comércio, sempre agitado, é uma marca de Cascadura. Fica ao lado do bairro de Madureira, e além deste, também faz divisa com Campinho, Quintino, Praça Seca, Cavalcanti e Engenheiro Leal.
O Nome
Maria Graham, em 1824, publicou em Londres um livro com o título “Diário de uma viagem ao Brasil” no qual relata um passeio a fazenda Santa Cruz e faz referência ao local de “Casca d’Ouro”, próximo ao Campinho. Alguns estudiosos dão versão para origem do bairro, dizem que o povo passara a expressão Casca d’Ouro para Cascadura.
Entretanto, o jornalista e historiador Max Vasconcellos, em seu trabalho “Vias Brasileiras de Comunicação”, atribui o nome do bairro ao fato de que por ocasião dos trabalhos de abertura da estrada de ferro os operários tiveram grande dificuldades de remover com picaretas a pedreira (cascadura) próxima da estação de trem. No entanto uma outra versão é dada po antigos moradores, sendo o nome uma referência ao antigo Barão Tereré (Região de Minas Gerais), que fazendo uma visita à Fazenda, por sua natureza arrogante despertou repúdio dos moradores locais, os quais lhe atribuíram a designação de Casca Grossa, mais tarde sendo modificado para Cascadura. No entanto, todas essas possíveis origens para o nome do bairro não passam de meras especulação, pois a grande verdade é que nunca saberemos ao certo a verdadeira origem.
A Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho)era a principal rua do bairro, por ela se fazendo a entrada do local. Antigamente, existiam algumas fazendas no atual bairro de Cascadura, como a Fazenda do Campinho e a Fazenda do Ferraz – de maiores importância.
Pela Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho), sem calçamento, passavam carros de bois, levando cargas e lenhas – combustível imprescindível às cozinhas. Comerciantes traziam produtos hortigranjeiros e outras mercadorias em suas carroças ou lombos de burros. A figura dos mascates – vendedores ambulantes - com peças de fazenda, perfumaria e outras novidades era a mais atraente.
Desenvolvendo-se o bairro, chegaram as escolas. Na Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho) é construído o Colégio Primeiro de Julho (onde hoje está a Light) e duas escolas públicas: uma feminina (onde atualmente se encontra a Igreja Metodista) e outra masculina na esquina da Rua Ernani Cardoso com a Rua Mendes Aguiar, rua quase em frente ao atual Clube dos Sargentos e Suboficiais.
A maior atividade para a comunidade da época eram as festas religiosas, quermesses, banda de música e procissões promovidas pelas igrejas Nossa Senhora do Amparo e Nossa Senhora da Conceição.
Em 1858, a Estrada de Ferro Central do Brasil inaugurou o primeiro trecho da Linha Férrea Suburbana até Cascadura, pouco mais de 15km da estação Dom Pedro II (Central do Brasil) e era em Cascadura que funcionava o entreposto de cargas dos trens vindos de São Paulo.
A chegada do trem deu grande impulso a Cascadura e a linha de bondes, inicialmente puxados por burros, e posteriormente - em 1928 – substituída pela energia elétrica da Light. Os bondes que partiam de Cascadura também chegavam até Cascadura, ou seja, eram pontos de saída e pontos de chegada dos bondes.
O primeiro Hospital de Tísicos do Brasil é o Hospital Nossa Senhora das Dores que foi construído em 1914, em estilo suíço, com seis pavilhões que até 1965, permaneceu voltado somente para os doentes de tuberculose. Como foi dito anteriormente este hospital foi o primeiro do Brasil no atendimento aos tuberluosos e inclusive na medicina preventiva da doença. Ainda funciona neste local o primeiro elevador de carga do Estado do Rio de Janeiro,e hoje permanece além do marco histórico, como reserva ecológica de Cascadura, com muitas árvores frutíferas.
Entrelaçando-se através de muitas ruas com bairros vizinhos, Cascadura tem limites ao sudeste com Quintino Bocaiúva, a leste com Campinho e Madureira, ao sudoeste com o Morro da Bica e ao norte com Engenho Leal.
Cascadura no passado foi o principal comércio do subúrbio do Rio de Janeiro, tanto que o primeiro Supermercados do Brasil foi inaugurado no bairro, prédio este que hoje funciona o Supermercados Vianense na Praça Nossa Senhora do Amparo.
A Associação Comercial de Cascadura (ACEIC-NORTE) foi inaugurada em 08 de março de 1958, 100 anos depois da inauguração da sua estação de trens e 150 anos depois da chegada da família Real ao Brasil, em prédio próprio na cobertura do edifício situado na Rua Iguapé n.10. Curiosamente no local deste prédio, no passado, mais precisamente na época do Império, ali funcionava a hospedagem dos viajantes no Caminho Imperial.
Cascadura é bem servida de transporte coletivo, um dos seus destaques. Além do trem, mais três dezenas de linhas de ônibus percorrem o bairro.
Fonte e: XVAdm. Regional Madureira.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cascadura_(bairro_do_Rio_de_Janeiro)"
O Nome
Maria Graham, em 1824, publicou em Londres um livro com o título “Diário de uma viagem ao Brasil” no qual relata um passeio a fazenda Santa Cruz e faz referência ao local de “Casca d’Ouro”, próximo ao Campinho. Alguns estudiosos dão versão para origem do bairro, dizem que o povo passara a expressão Casca d’Ouro para Cascadura.
Entretanto, o jornalista e historiador Max Vasconcellos, em seu trabalho “Vias Brasileiras de Comunicação”, atribui o nome do bairro ao fato de que por ocasião dos trabalhos de abertura da estrada de ferro os operários tiveram grande dificuldades de remover com picaretas a pedreira (cascadura) próxima da estação de trem. No entanto uma outra versão é dada po antigos moradores, sendo o nome uma referência ao antigo Barão Tereré (Região de Minas Gerais), que fazendo uma visita à Fazenda, por sua natureza arrogante despertou repúdio dos moradores locais, os quais lhe atribuíram a designação de Casca Grossa, mais tarde sendo modificado para Cascadura. No entanto, todas essas possíveis origens para o nome do bairro não passam de meras especulação, pois a grande verdade é que nunca saberemos ao certo a verdadeira origem.
A Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho)era a principal rua do bairro, por ela se fazendo a entrada do local. Antigamente, existiam algumas fazendas no atual bairro de Cascadura, como a Fazenda do Campinho e a Fazenda do Ferraz – de maiores importância.
Pela Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho), sem calçamento, passavam carros de bois, levando cargas e lenhas – combustível imprescindível às cozinhas. Comerciantes traziam produtos hortigranjeiros e outras mercadorias em suas carroças ou lombos de burros. A figura dos mascates – vendedores ambulantes - com peças de fazenda, perfumaria e outras novidades era a mais atraente.
Desenvolvendo-se o bairro, chegaram as escolas. Na Rua Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho) é construído o Colégio Primeiro de Julho (onde hoje está a Light) e duas escolas públicas: uma feminina (onde atualmente se encontra a Igreja Metodista) e outra masculina na esquina da Rua Ernani Cardoso com a Rua Mendes Aguiar, rua quase em frente ao atual Clube dos Sargentos e Suboficiais.
A maior atividade para a comunidade da época eram as festas religiosas, quermesses, banda de música e procissões promovidas pelas igrejas Nossa Senhora do Amparo e Nossa Senhora da Conceição.
Em 1858, a Estrada de Ferro Central do Brasil inaugurou o primeiro trecho da Linha Férrea Suburbana até Cascadura, pouco mais de 15km da estação Dom Pedro II (Central do Brasil) e era em Cascadura que funcionava o entreposto de cargas dos trens vindos de São Paulo.
A chegada do trem deu grande impulso a Cascadura e a linha de bondes, inicialmente puxados por burros, e posteriormente - em 1928 – substituída pela energia elétrica da Light. Os bondes que partiam de Cascadura também chegavam até Cascadura, ou seja, eram pontos de saída e pontos de chegada dos bondes.
O primeiro Hospital de Tísicos do Brasil é o Hospital Nossa Senhora das Dores que foi construído em 1914, em estilo suíço, com seis pavilhões que até 1965, permaneceu voltado somente para os doentes de tuberculose. Como foi dito anteriormente este hospital foi o primeiro do Brasil no atendimento aos tuberluosos e inclusive na medicina preventiva da doença. Ainda funciona neste local o primeiro elevador de carga do Estado do Rio de Janeiro,e hoje permanece além do marco histórico, como reserva ecológica de Cascadura, com muitas árvores frutíferas.
Entrelaçando-se através de muitas ruas com bairros vizinhos, Cascadura tem limites ao sudeste com Quintino Bocaiúva, a leste com Campinho e Madureira, ao sudoeste com o Morro da Bica e ao norte com Engenho Leal.
Cascadura no passado foi o principal comércio do subúrbio do Rio de Janeiro, tanto que o primeiro Supermercados do Brasil foi inaugurado no bairro, prédio este que hoje funciona o Supermercados Vianense na Praça Nossa Senhora do Amparo.
A Associação Comercial de Cascadura (ACEIC-NORTE) foi inaugurada em 08 de março de 1958, 100 anos depois da inauguração da sua estação de trens e 150 anos depois da chegada da família Real ao Brasil, em prédio próprio na cobertura do edifício situado na Rua Iguapé n.10. Curiosamente no local deste prédio, no passado, mais precisamente na época do Império, ali funcionava a hospedagem dos viajantes no Caminho Imperial.
Cascadura é bem servida de transporte coletivo, um dos seus destaques. Além do trem, mais três dezenas de linhas de ônibus percorrem o bairro.
Fonte e: XVAdm. Regional Madureira.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cascadura_(bairro_do_Rio_de_Janeiro)"
Unibanco Seguro Lar
O Unibanco Seguro Lar é o seguro residencial que protege o que você construiu. Com ele, a sua casa fica protegida em diversas situações e você ainda conta com os melhores serviços de assistência do mercado.
Incêndio, Queda de Raio ou Explosão;
Roubo de Bens e Furto com Arrombamento ou Uso de Chave Falsa;
Danos a Terceiros (Responsabilidade Civil Familiar);
Desmoronamento, Impacto de Veículos ou Queda de Aeronave;
Vendaval ou Chuva de Granizo;
Quebra de Vidros ou Espelhos;
Danos Elétricos;
Conserto de Eletrodomésticos.
A cobertura Conserto de Eletrodomésticos oferece peças e mão-de-obra até R$ 700,00, e pode ser contratada da seguinte maneira:
Básico: Máquina de lavar, geladeira e fogão.
Completo: Plano básico + 7 eletrodomésticos.
Solicite um orçamento!
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Tel.(21)3624-8652
Cel.(21)9431-2289
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Quebra de Vidros ou Espelhos;
Danos Elétricos;
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CARTA DO SENADOR PÚBLIO LENTULUS AO IMPERADOR TIBÉRIO CÉZAR, DESCRENVEDO AS CARACTERÍSTICAS MORAIS E FÍSICAS DE JESUS.
CARTA DO SENADOR PÚBLIO LENTULUS AO IMPERADOR
TIBÉRIO CÉZAR, DESCRENVEDO AS CARACTERÍSTICAS
MORAIS E FÍSICAS DE JESUS.
"Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem,
o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da
verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as
coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas
maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem
de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem
são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até
as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.
Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos,
o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma
cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.
A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio,
seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que
resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante,
porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com
gravidade.
Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito
belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que
é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito
semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma
mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó Cézar, deseja vê-lo, como no aviso passado
escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.
De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca
estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim,
porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.
Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me
dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este
Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de
Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.
Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles eu o
conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à
tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.
Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo... Públio Lentulus, presidente da Judéia
Lindizione setima, luna seconda.”
(Este documento foi encontrado no arquivo do Duque de Cesadini, em Roma. Essa carta, onde se faz o retrato físico e moral de
Jesus, foi mandada de Jerusalém ao imperador Tibério César, em Roma, ao tempo de Jesus.)
Estrada do Dendê, 659 – Tauá – Ilha do Governador – Rio de Janeiro – RJ – CEP 21.920-000
http://www.radioriodejaneiro.am.br * diretoria@radioriodejaneiro.am.br
/ (21) 3396-5252, 3386-1515
TIBÉRIO CÉZAR, DESCRENVEDO AS CARACTERÍSTICAS
MORAIS E FÍSICAS DE JESUS.
"Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem,
o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da
verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as
coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas
maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem
de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem
são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até
as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.
Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos,
o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma
cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.
A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio,
seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que
resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante,
porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com
gravidade.
Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito
belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que
é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito
semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma
mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó Cézar, deseja vê-lo, como no aviso passado
escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.
De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca
estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim,
porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.
Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me
dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este
Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de
Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.
Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles eu o
conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à
tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.
Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo... Públio Lentulus, presidente da Judéia
Lindizione setima, luna seconda.”
(Este documento foi encontrado no arquivo do Duque de Cesadini, em Roma. Essa carta, onde se faz o retrato físico e moral de
Jesus, foi mandada de Jerusalém ao imperador Tibério César, em Roma, ao tempo de Jesus.)
Estrada do Dendê, 659 – Tauá – Ilha do Governador – Rio de Janeiro – RJ – CEP 21.920-000
http://www.radioriodejaneiro.am.br * diretoria@radioriodejaneiro.am.br
/ (21) 3396-5252, 3386-1515
sábado, 17 de janeiro de 2009
http://www.portonline.com.br/cesarjunior/
CALCULE SEU SEGURO:
AUTO
RESIDÊNCIA
EMPRESA
ALUGUEL
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel(21)9431-2289
AUTO
RESIDÊNCIA
EMPRESA
ALUGUEL
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel(21)9431-2289
Maricá
Maricá
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Município de Maricá
Aniversário
Fundação 26 de maio de 1814
Prefeito(a) Washington Luiz Cardoso (Quaquá) (PT)
Região metropolitana {{{região_metropolitana}}}
Municípios limítrofes Itaboraí, Niterói, Saquarema, São Gonçalo e Tanguá
Distância até a capital 60 quilômetros
Características geográficas
Área 362 km²
População 119.231 hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 290,9 hab./km²
Altitude 6 metros
Clima tropical
O território municipal estende-se por 363,81 km² e é dividido em quatro distritos: Maricá (sede), Ponta Negra, Inoã e Itaipuaçu.
O acesso à cidade pode ser feito tanto pela RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto), que liga o município às cidades de Niterói, São Gonçalo e Saquarema, quanto pela RJ-114, que faz a conexão com o município de Itaboraí e as rodovias RJ-104 e BR-101.
O município de Maricá também é conhecido por suas propriedades rurais – chácaras e grandes fazendas –, muitas delas ricas em conteúdo histórico. O trem também já passou pela cidade – ainda hoje se encontram resquícios daquela época, como estações, trilhos, um túnel e uma ponte no bairro de Inoã, com a inscrição da Estrada de Ferro Maricá.
A cidade possui um aerodromo,conhecido como Aeroporto de Maricá, localizado no centro da cidade.
Geografia
Maricá é rodeada por maciços costeiros. As serras principais são: Calaboca, Mato Grosso, Lagarto, Silvado, Espraiado e Tiririca. O município apresenta um grande complexo lagunar que contempla as lagoas de Maricá, Barra de Maricá, do Padre, Guaripina e Jaconé, além dos canais de Ponta Negra e de Itaipuaçu que ligam as lagoas ao mar.
Também é conhecida por suas belas praias oceânicas, dentre as quais destacam-se a de Jaconé, Ponta Negra, Barra de Maricá, do Francês e Itaipuaçu. A topografia peculiar cria um ambiente propício à prática de esportes como vôo livre, trekking e moutain bike, dentre outros.
A Serra da Tiririca, entre Maricá e Niteroi, é um Parque Estadual com um valioso trecho de mata atlântica. A Área de Proteção Ambiental - APA Estadual de Maricá é uma área tipicamente de restinga, localizada na costa do município, é formada pela antiga fazenda São Bento da Lagoa, a Ponta do Fundão e a Ilha Cardosa, abriga a Comunidade Pesqueira tradicional de Zacarias, presente na área desde o século XVIII, sítios arqueológicos e o complexo ecossistema de restinga. Este último formado, entre outros componentes, por tabuleiros costeiros, um duplo cordão arenoso coberto por dunas, brejos, vegetações e fauna de restinga. A sua construção promoveu a constituição do sistema lagunar maricá-guarapina pelo fechamento da antiga enseada. [1]
Possui, ainda, uma grande área urbana de ocupação rarefeita e formada por dezenas de bairros e condomínios. A maior parte dos domicílios é de uso permanente, sobretudo no Centro da cidade e nas localidades mais antigas. Nas áreas do litoral e nas margens das lagoas as residências são majoritariamente utilizadas para o turisno do tipo veraneio.
Hidrografia
Maricá é um município que apresenta um dos maiores complexos lagunares do estado denominado Maricá-Guarapina, com rios, lagoas, riachos e brejos. O sistema lagunar é formado pelas lagoas Brava, de Maricá, da Barra, do Padre e Guaripina. A lagoa de Jaconé fica isolada, à leste na divisa com Saquarema. O território municipal corresponde à bacia hidrográfica do grande sistema lagunar, um fato bastante raro. Desta forma, praticamente todos os rios nascem e deságuam dentro do município. Seu principal rio é o Itapeba/Mombuca que não passa dos 20 metros de largura, mas abastece o Centro da cidade e alguns bairros. Maricá também tem canais artificiais que ligam o complexo lagunar ao mar como os canais de Ponta Negra e Itaipuaçu. A abertura destes canais nos anos 50 terminou com o regime natural de abertura de barra que acontecia entre Barra e Guaratiba.
Transportes
Maricá é uma cidade que está no início da região dos Lagos, mas ainda recebe influência de Niterói e do Rio de Janeiro.É um município de facil acesso tanto por terra como por ar e mesmo sendo uma localidade litorânea, não tem porto.
Rodoviário
RJ-106, a rodovia Amaral Peixoto.Começa no distrito de Tribobó(São Gonçalo),corta Maricá de oeste a leste, passa por Araruama, Macaé, Quissamã e acaba em Campos.
É a principal rodovia de Maricá e uma das principais do estado.Ela é duplicada até a emtrada da cidade de Maricá (serra do mato-grosso).
RJ-102, a Avenida Central Litorânea.Começa em Niterói e vai beirando o mar até Armação dos Búzios. Passa pelos distritos de Itaipu-açu e Ponta Negra e pelos bairros de:Zacarias, Jardim Atlântico, Guaratiba, Cordeirinho e Jaconé, todos litorâneos.
RJ-114, corta o município de norte á sul e faz ligação com os bairros de Ubatiba e Barra de Maricá.Entre o centro e a Barra ela é chamada de Avenida Ivan Mundim mas está em péssimo estado.E uma das saídas é passar pala beira da lagoa em Araçatiba. Já do Centro até a divisa com Itaboraí ela está em ótimo estado.
OUTRAS RODOVIAS:
RJ-104, a Niterói-Alcântara.Liga o município de Niterói até o distrito de Manilha.Passa por Tribobó onde começa a rodovia Amaral Peixoto(RJ-106).
BR-101, a Ponte e a Niterói-Manilha.É também um acesso para Maricá.
Aeroviário
O aeroporto de Maricá está autorizado a operar aeronaves de pequeno porte e jatos executivos leves.Com 1000m e pista asfaltada, Maricá tem um dos principais aeroportos da região estando localizado próximo a Lagoa de Araçatiba.
Demografia
Atualmente é um dos municípios de maior ritmo de crescimento populacional do estado. Sua população em 2004 era de 92.227 habitantes, passando a 105.294 em 2007, e 119.231[2] em 2008.
É importante ressaltar que Maricá, cada vez mais, abriga uma população de origem metropolitana.
Bairros-distritos
Centro
Inoã
Itaipuaçu
Jaconé
Ponta Negra
São José do Imbassaí
Barra de Maricá
Saúde
Ubatiba
Itapeba
Bambuí
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Município de Maricá
Aniversário
Fundação 26 de maio de 1814
Prefeito(a) Washington Luiz Cardoso (Quaquá) (PT)
Região metropolitana {{{região_metropolitana}}}
Municípios limítrofes Itaboraí, Niterói, Saquarema, São Gonçalo e Tanguá
Distância até a capital 60 quilômetros
Características geográficas
Área 362 km²
População 119.231 hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 290,9 hab./km²
Altitude 6 metros
Clima tropical
O território municipal estende-se por 363,81 km² e é dividido em quatro distritos: Maricá (sede), Ponta Negra, Inoã e Itaipuaçu.
O acesso à cidade pode ser feito tanto pela RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto), que liga o município às cidades de Niterói, São Gonçalo e Saquarema, quanto pela RJ-114, que faz a conexão com o município de Itaboraí e as rodovias RJ-104 e BR-101.
O município de Maricá também é conhecido por suas propriedades rurais – chácaras e grandes fazendas –, muitas delas ricas em conteúdo histórico. O trem também já passou pela cidade – ainda hoje se encontram resquícios daquela época, como estações, trilhos, um túnel e uma ponte no bairro de Inoã, com a inscrição da Estrada de Ferro Maricá.
A cidade possui um aerodromo,conhecido como Aeroporto de Maricá, localizado no centro da cidade.
Geografia
Maricá é rodeada por maciços costeiros. As serras principais são: Calaboca, Mato Grosso, Lagarto, Silvado, Espraiado e Tiririca. O município apresenta um grande complexo lagunar que contempla as lagoas de Maricá, Barra de Maricá, do Padre, Guaripina e Jaconé, além dos canais de Ponta Negra e de Itaipuaçu que ligam as lagoas ao mar.
Também é conhecida por suas belas praias oceânicas, dentre as quais destacam-se a de Jaconé, Ponta Negra, Barra de Maricá, do Francês e Itaipuaçu. A topografia peculiar cria um ambiente propício à prática de esportes como vôo livre, trekking e moutain bike, dentre outros.
A Serra da Tiririca, entre Maricá e Niteroi, é um Parque Estadual com um valioso trecho de mata atlântica. A Área de Proteção Ambiental - APA Estadual de Maricá é uma área tipicamente de restinga, localizada na costa do município, é formada pela antiga fazenda São Bento da Lagoa, a Ponta do Fundão e a Ilha Cardosa, abriga a Comunidade Pesqueira tradicional de Zacarias, presente na área desde o século XVIII, sítios arqueológicos e o complexo ecossistema de restinga. Este último formado, entre outros componentes, por tabuleiros costeiros, um duplo cordão arenoso coberto por dunas, brejos, vegetações e fauna de restinga. A sua construção promoveu a constituição do sistema lagunar maricá-guarapina pelo fechamento da antiga enseada. [1]
Possui, ainda, uma grande área urbana de ocupação rarefeita e formada por dezenas de bairros e condomínios. A maior parte dos domicílios é de uso permanente, sobretudo no Centro da cidade e nas localidades mais antigas. Nas áreas do litoral e nas margens das lagoas as residências são majoritariamente utilizadas para o turisno do tipo veraneio.
Hidrografia
Maricá é um município que apresenta um dos maiores complexos lagunares do estado denominado Maricá-Guarapina, com rios, lagoas, riachos e brejos. O sistema lagunar é formado pelas lagoas Brava, de Maricá, da Barra, do Padre e Guaripina. A lagoa de Jaconé fica isolada, à leste na divisa com Saquarema. O território municipal corresponde à bacia hidrográfica do grande sistema lagunar, um fato bastante raro. Desta forma, praticamente todos os rios nascem e deságuam dentro do município. Seu principal rio é o Itapeba/Mombuca que não passa dos 20 metros de largura, mas abastece o Centro da cidade e alguns bairros. Maricá também tem canais artificiais que ligam o complexo lagunar ao mar como os canais de Ponta Negra e Itaipuaçu. A abertura destes canais nos anos 50 terminou com o regime natural de abertura de barra que acontecia entre Barra e Guaratiba.
Transportes
Maricá é uma cidade que está no início da região dos Lagos, mas ainda recebe influência de Niterói e do Rio de Janeiro.É um município de facil acesso tanto por terra como por ar e mesmo sendo uma localidade litorânea, não tem porto.
Rodoviário
RJ-106, a rodovia Amaral Peixoto.Começa no distrito de Tribobó(São Gonçalo),corta Maricá de oeste a leste, passa por Araruama, Macaé, Quissamã e acaba em Campos.
É a principal rodovia de Maricá e uma das principais do estado.Ela é duplicada até a emtrada da cidade de Maricá (serra do mato-grosso).
RJ-102, a Avenida Central Litorânea.Começa em Niterói e vai beirando o mar até Armação dos Búzios. Passa pelos distritos de Itaipu-açu e Ponta Negra e pelos bairros de:Zacarias, Jardim Atlântico, Guaratiba, Cordeirinho e Jaconé, todos litorâneos.
RJ-114, corta o município de norte á sul e faz ligação com os bairros de Ubatiba e Barra de Maricá.Entre o centro e a Barra ela é chamada de Avenida Ivan Mundim mas está em péssimo estado.E uma das saídas é passar pala beira da lagoa em Araçatiba. Já do Centro até a divisa com Itaboraí ela está em ótimo estado.
OUTRAS RODOVIAS:
RJ-104, a Niterói-Alcântara.Liga o município de Niterói até o distrito de Manilha.Passa por Tribobó onde começa a rodovia Amaral Peixoto(RJ-106).
BR-101, a Ponte e a Niterói-Manilha.É também um acesso para Maricá.
Aeroviário
O aeroporto de Maricá está autorizado a operar aeronaves de pequeno porte e jatos executivos leves.Com 1000m e pista asfaltada, Maricá tem um dos principais aeroportos da região estando localizado próximo a Lagoa de Araçatiba.
Demografia
Atualmente é um dos municípios de maior ritmo de crescimento populacional do estado. Sua população em 2004 era de 92.227 habitantes, passando a 105.294 em 2007, e 119.231[2] em 2008.
É importante ressaltar que Maricá, cada vez mais, abriga uma população de origem metropolitana.
Bairros-distritos
Centro
Inoã
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Saúde
Ubatiba
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SulAmérica Seguros - Sinistros / Ass. 24hs
Centrais de Atendimento
Atendimento Exclusivo a Portadores de Necessidades Especiais de Audição e Fala (Todos os Produtos)
Portadores de Necessidades Especiais de Audição e Fala
SAC e Central de Serviços (Atendimento 24h)*
* Para acesso a este sistema específico, é necessário que o cliente faça a ligação de um aparelho telefônico adaptado com o dispositivo TDD, oferecido por empresas de telefonia ou disponível em aeroportos, terminais rodoviários, shoppings, etc.
0800 702 2242
Automóvel, Massificados e Riscos Industriais e Comerciais - RIC
Central de Serviços (Assistência 24 Horas - Atendimento 24 Horas / Aviso de Sinistros - Atendimento de 2ª a 6ª feira das 7 às 24h e sábados, domingos e feriados das 8 às 24h / Demais solicitações (consulta de apólice, pedido de cotações, etc) - Atendimento de 2ª a 6ª feira das 7 às 22h e sábados das 8 às 18h).
4004 4100 - capitais e respectivas áreas metropolitanas
0800 727 4100 - demais regiões
SAC (Atendimento a reclamações, pedidos de cancelamento e informações genéricas sobre o seguro e institucionais SulAmérica - Atendimento 24h)
0800 725 5901
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel.(21)9431-2289
Atendimento Exclusivo a Portadores de Necessidades Especiais de Audição e Fala (Todos os Produtos)
Portadores de Necessidades Especiais de Audição e Fala
SAC e Central de Serviços (Atendimento 24h)*
* Para acesso a este sistema específico, é necessário que o cliente faça a ligação de um aparelho telefônico adaptado com o dispositivo TDD, oferecido por empresas de telefonia ou disponível em aeroportos, terminais rodoviários, shoppings, etc.
0800 702 2242
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Central de Serviços (Assistência 24 Horas - Atendimento 24 Horas / Aviso de Sinistros - Atendimento de 2ª a 6ª feira das 7 às 24h e sábados, domingos e feriados das 8 às 24h / Demais solicitações (consulta de apólice, pedido de cotações, etc) - Atendimento de 2ª a 6ª feira das 7 às 22h e sábados das 8 às 18h).
4004 4100 - capitais e respectivas áreas metropolitanas
0800 727 4100 - demais regiões
SAC (Atendimento a reclamações, pedidos de cancelamento e informações genéricas sobre o seguro e institucionais SulAmérica - Atendimento 24h)
0800 725 5901
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel.(21)9431-2289
Bradesco Seguros - Sinistros / Ass.24hs
Segurados Bradesco Seguros e Previdência
Serviço Número
Alô Bradesco Seguros e
Previdência
0800 701 7000
Produto Serviço Número
Todos Informações e serviços Capitais e Regiões Metropolitanas
4004 2757
Demais Localidades
0800 701 2757
Automóvel Aviso de Sinistro Capitais e Regiões Metropolitanas
4004 2757
Demais Localidades
0800 701 2757
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel.(21)9431-2289
Serviço Número
Alô Bradesco Seguros e
Previdência
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Demais Localidades
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Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel.(21)9431-2289
PORTO SEGURO - Comunicação do Sinistro
Para comunicação do sinistro ligue:
Grande São Paulo 333-Porto, outras localidades 0800-727-0800
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel.(21)9431-2289
Grande São Paulo 333-Porto, outras localidades 0800-727-0800
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel.(21)9431-2289
Unibanco Seguros - Sinistros / Ass. 24hs
TELEFONE (21)4004-3053 UNIBANCO SEGUROS - SINISTROS
SAC - 0800 727 1135
Central Tecle Conosco
Este serviço é exclusivo para atender pessoas com deficiência auditiva ou da fala. É necessário utilizar telefones especiais, dotados de teclado alfanumérico e visor. O atendimento é realizado pela troca de mensagens, permitindo que o cliente se comunique com os atendentes da Central Tecle Conosco do Unibanco.
Ligue 0800-727-5720 - 24 horas por dia de domingo a domingo.
SEGURO AUTO- Assistência 24 horas
Ligação Gratuita: 0800 014 9080
Para acionar guincho e Safety Car (apenas para segurados que contrataram o plano de Assistência). Em caso de pane ou acidente, a Assistência 24 Horas providenciará envio de um socorro mecânico para que o veículo seja, se possível, reparado no local.
SEGURO AUTO - Assistência de vidros
Ligação Gratuita: 0800 707 6066
Para solicitar a troca e/ou reparo do vidro do veículo segurado (pára-brisa, laterais e traseiros), somente nos casos de danos exclusivos aos mesmos e para os segurados que contrataram cláusula de vidros.
Seguro Lar - Assistência 24 horas
Ligação Gratuita: 0800 707 7796
Para acionar os serviços da Assistência 24 horas (chaveiro, serviços hidráulicos, eletricista, etc.) e Check up Lar (apenas para segurados que contrataram o plano de Assistência
Cesar Roberto Alves Junior
Corretor de Seguros
Cel.(21)9431-2289
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Central Tecle Conosco
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Ligação Gratuita: 0800 707 6066
Para solicitar a troca e/ou reparo do vidro do veículo segurado (pára-brisa, laterais e traseiros), somente nos casos de danos exclusivos aos mesmos e para os segurados que contrataram cláusula de vidros.
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Ligação Gratuita: 0800 707 7796
Para acionar os serviços da Assistência 24 horas (chaveiro, serviços hidráulicos, eletricista, etc.) e Check up Lar (apenas para segurados que contrataram o plano de Assistência
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Cel.(21)9431-2289
Itaú Seguros - Sinistros / Ass. 24hs : Itaú Seguros Resolve
4004 4444
Capitais e Regiões Metropolitanas
0800 727 4444
Demais Localidades
Serviços de assistência: 24h por dia
Demais informações: das 6h às 24h
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Cel.(21)9431-2289
Capitais e Regiões Metropolitanas
0800 727 4444
Demais Localidades
Serviços de assistência: 24h por dia
Demais informações: das 6h às 24h
Cesar Roberto Alves Junior
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Cel.(21)9431-2289
MENTIRA É SEMPRE MENTIRA
Certa feita, uma revista de circulação nacional apresentou reportagem acerca da mentira, mostrando-a como um ingrediente fundamental do jeitinho brasileiro.
Mais ou menos no mesmo período, determinado programa televisivo ofereceu a oportunidade aos telespectadores de opinarem se um personagem deveria ou não mentir para vingar um crime do passado, ainda impune.
A mentira venceu por larga margem.
Isso demonstra como estamos nos habituando com a mentira e a estamos utilizando, em nosso cotidiano.
Mentimos para obter algum benefício, para preservação da nossa imagem, para evitar um sentimento de vergonha, por verdadeira covardia.
Assim, um amigo não diz ao outro o que realmente pensa e deseja dele.
Se o amigo possui defeitos, em vez de alertá-lo a respeito, bate-lhe nas costas e com uma frase reticente, permite àquele interpretar que tudo vai muito bem.
A mãe mente para o filho pequeno, afirmando que já volta, e na verdade se ausenta por longas horas.
Servem-se da mentira alguns que afirmam serem técnicos em tal ou qual área, não passando, na verdade, de meros aprendizes.
Utilizam a mentira aqueles que oferecem um produto como sendo de primeira linha, quando não o é. Mentem todos aqueles que fazem promessas, sabendo antecipadamente que jamais as poderão cumprir.
Natural que tal clima gere desconfiança e descrença, itens que presidem ao relacionamento atual das criaturas.
Há quem acredite ser normal a criança mentir e somente ser sintoma de enfermidade no adulto.
Contudo, o mentiroso é sempre alguém enfermo. E em razão mesmo de sua forma de proceder, se torna desacreditado, mesmo quando se expresse de forma correta e verdadeira.
Para quem está habituado à mentira, se torna muito natural alterar o conteúdo ou a apresentação dos fatos, manipulando-os ao seu bel prazer.
As raízes da mentira se encontram no lar instável, mal formado, quando não emanam dos conflitos da personalidade, que induzem o ser à fuga da realidade e ao culto da fantasia.
Faz-se imperioso que se estabeleça uma disciplina rígida na arte de falar, procurando repetir o que se ouviu exatamente como se escutou; o que se viu da forma mesma como aconteceu, evitando-se interpretar o que se pensa em torno do assunto, que nem sempre corresponde aos fatos. Esta é uma maneira de vital importância para se abandonar o vício da mentira.
Não há necessidade de mentir, e toda vez que nos servirmos da mentira, estaremos demonstrando um distúrbio de comportamento, que precisa urgentemente ser corrigido.
* * *
Mentir compulsivamente é um distúrbio da imaginação chamado mitomania.
A verdade deve ser sempre dita com naturalidade, sem alarde, mas na íntegra, jamais adornada de fantasias ou conclusões pessoais.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo O império das meias-verdades,
publicado pela Revista Isto é, nº 1466 e no cap. 3 do livro Vida: desafios e soluções,
pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.Leal.
Em 10.01.2009.
Mais ou menos no mesmo período, determinado programa televisivo ofereceu a oportunidade aos telespectadores de opinarem se um personagem deveria ou não mentir para vingar um crime do passado, ainda impune.
A mentira venceu por larga margem.
Isso demonstra como estamos nos habituando com a mentira e a estamos utilizando, em nosso cotidiano.
Mentimos para obter algum benefício, para preservação da nossa imagem, para evitar um sentimento de vergonha, por verdadeira covardia.
Assim, um amigo não diz ao outro o que realmente pensa e deseja dele.
Se o amigo possui defeitos, em vez de alertá-lo a respeito, bate-lhe nas costas e com uma frase reticente, permite àquele interpretar que tudo vai muito bem.
A mãe mente para o filho pequeno, afirmando que já volta, e na verdade se ausenta por longas horas.
Servem-se da mentira alguns que afirmam serem técnicos em tal ou qual área, não passando, na verdade, de meros aprendizes.
Utilizam a mentira aqueles que oferecem um produto como sendo de primeira linha, quando não o é. Mentem todos aqueles que fazem promessas, sabendo antecipadamente que jamais as poderão cumprir.
Natural que tal clima gere desconfiança e descrença, itens que presidem ao relacionamento atual das criaturas.
Há quem acredite ser normal a criança mentir e somente ser sintoma de enfermidade no adulto.
Contudo, o mentiroso é sempre alguém enfermo. E em razão mesmo de sua forma de proceder, se torna desacreditado, mesmo quando se expresse de forma correta e verdadeira.
Para quem está habituado à mentira, se torna muito natural alterar o conteúdo ou a apresentação dos fatos, manipulando-os ao seu bel prazer.
As raízes da mentira se encontram no lar instável, mal formado, quando não emanam dos conflitos da personalidade, que induzem o ser à fuga da realidade e ao culto da fantasia.
Faz-se imperioso que se estabeleça uma disciplina rígida na arte de falar, procurando repetir o que se ouviu exatamente como se escutou; o que se viu da forma mesma como aconteceu, evitando-se interpretar o que se pensa em torno do assunto, que nem sempre corresponde aos fatos. Esta é uma maneira de vital importância para se abandonar o vício da mentira.
Não há necessidade de mentir, e toda vez que nos servirmos da mentira, estaremos demonstrando um distúrbio de comportamento, que precisa urgentemente ser corrigido.
* * *
Mentir compulsivamente é um distúrbio da imaginação chamado mitomania.
A verdade deve ser sempre dita com naturalidade, sem alarde, mas na íntegra, jamais adornada de fantasias ou conclusões pessoais.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo O império das meias-verdades,
publicado pela Revista Isto é, nº 1466 e no cap. 3 do livro Vida: desafios e soluções,
pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.Leal.
Em 10.01.2009.
CHAGA DA HUMANIDADE
Conta-se que, certa vez, um adestrado catador de caranguejos executava sua tarefa num mangue, quando alguns turistas pararam para observar o seu trabalho.
Era um esforço grande que realizava o homem, todo enlameado. O que perceberam os observadores é que o catador tinha dois baldes. Um com tampa e outro sem tampa.
A cada caranguejo que pegava em suas mãos, examinava e concluía: este é bom, e colocava no balde com tampa. Ou, este é ruim, e colocava no balde sem tampa.
Depois de um determinado período, um dos turistas não aguentou a curiosidade e perguntou ao catador de caranguejos por que ele realizava aquela divisão em baldes diferentes, algo que absolutamente ele não conseguia entender.
O trabalhador não se fez de rogado e foi explicando: É simples, muito simples. Coloco no balde com tampa os caranguejos bons, para eles não fugirem, pois eles têm condições de retornar ao seu local de origem, seu próprio mundo.
Mas os caranguejos ruins não precisam de tampa. São uns egoístas. Quando um deles tenta fugir, sair do balde, os outros se agarram nele e o puxam para baixo. Por isso, com eles não preciso me preocupar.
* * *
Por vezes, em nossas ações, nos comportamos de forma semelhante aos pequenos animais da história. É quando nos deixamos dominar pelo egoísmo, essa chaga da humanidade, que deve desaparecer da Terra, pois que compromete o progresso.
O egoísmo é filho do orgulho e é causador de muitos males. É a negação da caridade e somente tem contribuído para tornar os homens infelizes.
Graças ao egoísmo, o homem tem vivido muito mais para sua própria satisfação do que para o interesse dos demais.
Nas relações conjugais, mais de uma vez surgem questiúnculas porque cada um deseja que o outro ceda, renuncie em seu favor.
Por egoísmo, a esposa não permite ao marido a continuidade de estudos avançados que lhe exigiriam algumas horas a mais, fora do lar, por determinado período.
Por egoísmo, o marido cria obstáculos a voos mais altos da esposa, pois a deseja para si em todos os momentos.
Em nome do egoísmo, irmãos entram em disputas judiciais pela posse de bens perecíveis, destruindo-se mutuamente e infelicitando os pais desencarnados.
Por egoísmo, obras de arte permanecem ocultas a muitos olhos, segregadas em salas fechadas e exclusivas.
Por egoísmo, nos fechamos, impedindo-nos de progredir. Por causa dele, erguemos altos muros ao nosso redor.
Cerramos as portas do coração e as janelas da alma, não desejando que outros desfrutem da beleza dos nossos jardins ou das riquezas de nossa intimidade.
* * *
Quando os ventos do egoísmo soprarem débeis ou fortes nas veredas das nossas vidas, preservemo-nos da sua ação destruidora, recordando que efêmera é a passagem pela Terra.
Que os únicos bens que realmente nos beneficiarão são os do Espírito, frutos da ação generosa, da divisão e distribuição, do que temos à farta: bens materiais, inteligência, tempo, amor.
Redação do Momento Espírita com base
em artigo publicado no jornal Diálogo
Espírita nº 16, junho/julho de 1998.
Em 13.01.2009.
Era um esforço grande que realizava o homem, todo enlameado. O que perceberam os observadores é que o catador tinha dois baldes. Um com tampa e outro sem tampa.
A cada caranguejo que pegava em suas mãos, examinava e concluía: este é bom, e colocava no balde com tampa. Ou, este é ruim, e colocava no balde sem tampa.
Depois de um determinado período, um dos turistas não aguentou a curiosidade e perguntou ao catador de caranguejos por que ele realizava aquela divisão em baldes diferentes, algo que absolutamente ele não conseguia entender.
O trabalhador não se fez de rogado e foi explicando: É simples, muito simples. Coloco no balde com tampa os caranguejos bons, para eles não fugirem, pois eles têm condições de retornar ao seu local de origem, seu próprio mundo.
Mas os caranguejos ruins não precisam de tampa. São uns egoístas. Quando um deles tenta fugir, sair do balde, os outros se agarram nele e o puxam para baixo. Por isso, com eles não preciso me preocupar.
* * *
Por vezes, em nossas ações, nos comportamos de forma semelhante aos pequenos animais da história. É quando nos deixamos dominar pelo egoísmo, essa chaga da humanidade, que deve desaparecer da Terra, pois que compromete o progresso.
O egoísmo é filho do orgulho e é causador de muitos males. É a negação da caridade e somente tem contribuído para tornar os homens infelizes.
Graças ao egoísmo, o homem tem vivido muito mais para sua própria satisfação do que para o interesse dos demais.
Nas relações conjugais, mais de uma vez surgem questiúnculas porque cada um deseja que o outro ceda, renuncie em seu favor.
Por egoísmo, a esposa não permite ao marido a continuidade de estudos avançados que lhe exigiriam algumas horas a mais, fora do lar, por determinado período.
Por egoísmo, o marido cria obstáculos a voos mais altos da esposa, pois a deseja para si em todos os momentos.
Em nome do egoísmo, irmãos entram em disputas judiciais pela posse de bens perecíveis, destruindo-se mutuamente e infelicitando os pais desencarnados.
Por egoísmo, obras de arte permanecem ocultas a muitos olhos, segregadas em salas fechadas e exclusivas.
Por egoísmo, nos fechamos, impedindo-nos de progredir. Por causa dele, erguemos altos muros ao nosso redor.
Cerramos as portas do coração e as janelas da alma, não desejando que outros desfrutem da beleza dos nossos jardins ou das riquezas de nossa intimidade.
* * *
Quando os ventos do egoísmo soprarem débeis ou fortes nas veredas das nossas vidas, preservemo-nos da sua ação destruidora, recordando que efêmera é a passagem pela Terra.
Que os únicos bens que realmente nos beneficiarão são os do Espírito, frutos da ação generosa, da divisão e distribuição, do que temos à farta: bens materiais, inteligência, tempo, amor.
Redação do Momento Espírita com base
em artigo publicado no jornal Diálogo
Espírita nº 16, junho/julho de 1998.
Em 13.01.2009.
PENEIRA
Certa vez, uma mãe muito preocupada com a educação de sua filha a surpreendeu, junto a um grupo de amigas, comentando acerca de uma outra amiga ausente.
O comentário naturalmente era desagradável. A mãe, então, convidou todas as meninas a seguirem com ela para a cozinha. Ali tomou de três peneiras, uma vasilha e uma porção de farinha.
Despejou a farinha na primeira peneira, de furos grandes e facilmente a farinha passou para a segunda peneira que tinha furos um pouco menores.
Agitou um pouco e a farinha caiu na terceira peneira, de malhas mais finas. Chacoalhou outra vez e a farinha finalmente caiu dentro da tigela.
A mãe tomou, então, de uma tampa e com cuidado, cobriu o recipiente para que a farinha não se espalhasse, caso um vento forte se apresentasse.
As meninas acharam aquilo tudo muito estranho e ficaram olhando, sem entender nada.
A senhora sorriu e falou, dirigindo-se especialmente para a filha:
Vamos imaginar que a farinha represente o comentário que você ouviu de alguém a respeito da sua amiga. Antes de passá-lo adiante, vamos passá-lo pelas três peneiras. Você tem certeza de que o que lhe contaram é a pura verdade?
Bem, disse a garota, certeza mesmo eu não tenho, só ouvi alguns comentários.
Se você não tem certeza, falou a mãe, a informação vazou pelos furos grandes da peneira da verdade. Agora vamos passá-la pela segunda peneira, a da caridade.
Pense, minha filha, você gostaria que dissessem de você isto que você falava a respeito da sua amiga?
Claro que não, respondeu prontamente a garota.
Então a sua história acaba de passar pelos furos da segunda peneira. Agora caiu na terceira, que se chama razão. Você acha que é necessário, que é útil passar adiante esta história?
A menina pensou um pouco, coçou a cabeça e respondeu:
Pensando bem, acho que não há nenhuma necessidade.
Pois muito bem, completou a mãe, assim como a farinha passou pelas três peneiras e ficou guardada na vasilha tampada, protegida do vento, o comentário que você ouviu, depois de passar pela peneira da verdade, da caridade e da razão, deve ficar guardado dentro de você.
Assim procedendo, você impedirá que o vento da maledicência espalhe a calúnia e traga maiores sofrimentos para sua amiga.
* * *
Antes de tecermos qualquer comentário desabonador a respeito de quem quer que seja, reflitamos: será mesmo verdade o que nos disseram?
Gostaríamos que dissessem de nós o que pretendemos contar aos outros? Será verdadeiramente útil para alguém passar adiante o que ouvimos?
Se depois de passar pelas três peneiras, concluirmos que pode não ser verdadeira a informação, ou que, em se referindo à nossa pessoa, não gostaríamos de tal comentário, ou, finalmente, se o que sabemos nada trará de construtivo, de útil a outrem, calemos.
O mal não merece comentário em tempo algum. O mal cresce na Terra porque os bons se encarregam de alardeá-lo aos quatro ventos, à conta de escândalo.
A frase: Você já sabe?, repetida tantas vezes por nossa boca, deve começar a morrer dentro de nós, quando se trate de comentar a vida alheia.
Divulguemos o mau proceder somente quando, comprovado verdadeiro, a sua divulgação possa trazer benefício a terceiros, a título de prudência ou cuidados.
Caso contrário, sejamos sempre os promotores da boa palavra, que constrói, edifica, espalha luzes onde se expresse.
Redação do Momento Espírita, com base
no cap. 25 do livro A vida ensinou, de
Maria Ida Bachega Bolçone, ed. Eme.
Em 14.01.2009.
O comentário naturalmente era desagradável. A mãe, então, convidou todas as meninas a seguirem com ela para a cozinha. Ali tomou de três peneiras, uma vasilha e uma porção de farinha.
Despejou a farinha na primeira peneira, de furos grandes e facilmente a farinha passou para a segunda peneira que tinha furos um pouco menores.
Agitou um pouco e a farinha caiu na terceira peneira, de malhas mais finas. Chacoalhou outra vez e a farinha finalmente caiu dentro da tigela.
A mãe tomou, então, de uma tampa e com cuidado, cobriu o recipiente para que a farinha não se espalhasse, caso um vento forte se apresentasse.
As meninas acharam aquilo tudo muito estranho e ficaram olhando, sem entender nada.
A senhora sorriu e falou, dirigindo-se especialmente para a filha:
Vamos imaginar que a farinha represente o comentário que você ouviu de alguém a respeito da sua amiga. Antes de passá-lo adiante, vamos passá-lo pelas três peneiras. Você tem certeza de que o que lhe contaram é a pura verdade?
Bem, disse a garota, certeza mesmo eu não tenho, só ouvi alguns comentários.
Se você não tem certeza, falou a mãe, a informação vazou pelos furos grandes da peneira da verdade. Agora vamos passá-la pela segunda peneira, a da caridade.
Pense, minha filha, você gostaria que dissessem de você isto que você falava a respeito da sua amiga?
Claro que não, respondeu prontamente a garota.
Então a sua história acaba de passar pelos furos da segunda peneira. Agora caiu na terceira, que se chama razão. Você acha que é necessário, que é útil passar adiante esta história?
A menina pensou um pouco, coçou a cabeça e respondeu:
Pensando bem, acho que não há nenhuma necessidade.
Pois muito bem, completou a mãe, assim como a farinha passou pelas três peneiras e ficou guardada na vasilha tampada, protegida do vento, o comentário que você ouviu, depois de passar pela peneira da verdade, da caridade e da razão, deve ficar guardado dentro de você.
Assim procedendo, você impedirá que o vento da maledicência espalhe a calúnia e traga maiores sofrimentos para sua amiga.
* * *
Antes de tecermos qualquer comentário desabonador a respeito de quem quer que seja, reflitamos: será mesmo verdade o que nos disseram?
Gostaríamos que dissessem de nós o que pretendemos contar aos outros? Será verdadeiramente útil para alguém passar adiante o que ouvimos?
Se depois de passar pelas três peneiras, concluirmos que pode não ser verdadeira a informação, ou que, em se referindo à nossa pessoa, não gostaríamos de tal comentário, ou, finalmente, se o que sabemos nada trará de construtivo, de útil a outrem, calemos.
O mal não merece comentário em tempo algum. O mal cresce na Terra porque os bons se encarregam de alardeá-lo aos quatro ventos, à conta de escândalo.
A frase: Você já sabe?, repetida tantas vezes por nossa boca, deve começar a morrer dentro de nós, quando se trate de comentar a vida alheia.
Divulguemos o mau proceder somente quando, comprovado verdadeiro, a sua divulgação possa trazer benefício a terceiros, a título de prudência ou cuidados.
Caso contrário, sejamos sempre os promotores da boa palavra, que constrói, edifica, espalha luzes onde se expresse.
Redação do Momento Espírita, com base
no cap. 25 do livro A vida ensinou, de
Maria Ida Bachega Bolçone, ed. Eme.
Em 14.01.2009.
SEGREDOS DE UMA LÁGRIMA
Há quem acredite que os espíritas, por entrarem em contato com o mundo invisível, tudo sabem e com nada se comovem.
Nenhuma das afirmativas é verdadeira.
O espírita, como qualquer verdadeiro cristão, é alguém que traz o coração sensibilizado pelas dores do próximo. E chora. Pelas suas e pelas dores alheias.
Busca não se desesperar, mas extravasa seus sentimentos pela torrente das lágrimas mais de uma vez.
Analisando exatamente esse desaguar de sofrimentos através do pranto, é que um companheiro espírita teve oportunidade de escrever a respeito da lágrima:
Eu sou a pequenina gota d'agua que está em toda parte do Universo.
Nasci do orvalho da madrugada. Fui encontrada numa pétala de rosa que, sendo beijada pela luz do sol, fez de mim uma lágrima.
Encontro-me no doce olhar da criança, nos sonhos da juventude e na saudade do velho.
Ando por todos os caminhos do mundo...
Estou presente na alegria, na tristeza e no remorso, na dor e na saudade...
Estive junto a Jesus e caí dos Seus olhos quando Ele disse:
"Perdoa, Senhor! Eles não sabem o que fazem..."
Rolei na face de Maria, a Mãe Santíssima da Humanidade inteira, quando ela viu o seu filho amado abraçando o mundo com os braços da cruz...
Estou nos olhos de todas as mães!
Quando uma criança nasce, estou presente no seu primeiro vagido, e acompanho-a nos caminhos da vida, do berço ao túmulo...
O que mais me comove é o pranto do arrependimento, porque em mim brilha a luz da renovação que salva e edifica!
Nos olhos dos felizes ou dos desgraçados estou sempre presente a rolar pelas faces da sombra e da luz.
Enquanto houver pranto na Terra estarei sempre junto aos olhos das criaturas.
Um dia, espero não seja muito distante, alcançarei a imensidão do mar para me juntar às lágrimas de toda a natureza. Beijarei os rochedos...
Em mim se espelhará o céu profundo ante a luz do sol ou ante o brilho das estrelas.
O meu sonho é ser uma estrela...
Possuir o encanto da sua luz. Guiar os peregrinos do mundo e inspirar os poetas.
Desejo inspirar o homem e quando ele me vir nas noites mais escuras encontrará um novo alento e dirá, comovido:
"Obrigado, Senhor!
Agora creio em ti, porque vejo aquela estrela brilhando, brilhando sem cessar, dando testemunho da Tua presença e do Teu amor."
Eu desejo ser a estrela da crença e da fé.
* * *
Todas as lágrimas procedem de razões justas, embora não alcances prontamente as suas nascentes.
Há muita lágrima molhando finos lenços e muitas feridas ocultas em pesados tecidos de brocado ou renda, que nem todos identificam.
Cessa de chorar e enxuga outras lágrimas com o lenço da tua compreensão.
Redação do Momento Espírita com base em artigo de João Cabete,
publicado no jornal Correio da amizade, nov/1978 e no verbete
Lágrimas, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo
Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 16.01.2009.
Nenhuma das afirmativas é verdadeira.
O espírita, como qualquer verdadeiro cristão, é alguém que traz o coração sensibilizado pelas dores do próximo. E chora. Pelas suas e pelas dores alheias.
Busca não se desesperar, mas extravasa seus sentimentos pela torrente das lágrimas mais de uma vez.
Analisando exatamente esse desaguar de sofrimentos através do pranto, é que um companheiro espírita teve oportunidade de escrever a respeito da lágrima:
Eu sou a pequenina gota d'agua que está em toda parte do Universo.
Nasci do orvalho da madrugada. Fui encontrada numa pétala de rosa que, sendo beijada pela luz do sol, fez de mim uma lágrima.
Encontro-me no doce olhar da criança, nos sonhos da juventude e na saudade do velho.
Ando por todos os caminhos do mundo...
Estou presente na alegria, na tristeza e no remorso, na dor e na saudade...
Estive junto a Jesus e caí dos Seus olhos quando Ele disse:
"Perdoa, Senhor! Eles não sabem o que fazem..."
Rolei na face de Maria, a Mãe Santíssima da Humanidade inteira, quando ela viu o seu filho amado abraçando o mundo com os braços da cruz...
Estou nos olhos de todas as mães!
Quando uma criança nasce, estou presente no seu primeiro vagido, e acompanho-a nos caminhos da vida, do berço ao túmulo...
O que mais me comove é o pranto do arrependimento, porque em mim brilha a luz da renovação que salva e edifica!
Nos olhos dos felizes ou dos desgraçados estou sempre presente a rolar pelas faces da sombra e da luz.
Enquanto houver pranto na Terra estarei sempre junto aos olhos das criaturas.
Um dia, espero não seja muito distante, alcançarei a imensidão do mar para me juntar às lágrimas de toda a natureza. Beijarei os rochedos...
Em mim se espelhará o céu profundo ante a luz do sol ou ante o brilho das estrelas.
O meu sonho é ser uma estrela...
Possuir o encanto da sua luz. Guiar os peregrinos do mundo e inspirar os poetas.
Desejo inspirar o homem e quando ele me vir nas noites mais escuras encontrará um novo alento e dirá, comovido:
"Obrigado, Senhor!
Agora creio em ti, porque vejo aquela estrela brilhando, brilhando sem cessar, dando testemunho da Tua presença e do Teu amor."
Eu desejo ser a estrela da crença e da fé.
* * *
Todas as lágrimas procedem de razões justas, embora não alcances prontamente as suas nascentes.
Há muita lágrima molhando finos lenços e muitas feridas ocultas em pesados tecidos de brocado ou renda, que nem todos identificam.
Cessa de chorar e enxuga outras lágrimas com o lenço da tua compreensão.
Redação do Momento Espírita com base em artigo de João Cabete,
publicado no jornal Correio da amizade, nov/1978 e no verbete
Lágrimas, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo
Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 16.01.2009.
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