Publicado em 11/01/2009
Passagens: redução aprovada
Ana Clara Werneck*, Daniele Rabello e Maria Laura Machado
Na quinta-feira, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá , determinou a redução do valor das passagens de ônibus na cidade de R$ 2,30 para R$ 2. A medida, que desagradou às empresas de ônibus, encontrou apoio entre a população da cidade, que não achava o preço justo.
A respeito desta ação, da "Operação Choque de Ordem", o secretário de Transportes de Maricá, Ricardo Ferreira, disse que "a intenção é garantir a diminuição das tarifas e a qualidade dos serviços prestados".
A afirmação do secretário segue a mesma linha do discurso feito por Quaquá na cerimônia de posse, no dia 1º. Na ocasião, o prefeito Quaquá avisou: "Não vamos governar com ódio, mas não vamos agir como cachorrinhos da empresa. Quem vai mandar é o prefeito".
Nas cidades vizinhas, a opinião dos usuários de transporte coletivo rodoviário não é diferente. Nos pontos de maior circulação de passageiros de ônibus em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, os usuários também consideram as tarifas nos coletivos elevadas para o serviço que é prestado em seus municípios. (*de O Flu Online)
"No Rio, o preço é o mesmo, mas o percurso em Niterói é bem menor. A qualidade também é ruim, os motoristas não são bem preparados", Jane Diniz, de 40 anos, farmacêutica, moradora em Niterói.
"Bem melhor, é um absurdo a passagem. Tem gente que não tem condições de pagar R$2,30 para trabalhar", Layanne de Oliveira, de 20 anos, vendedora, do Porto da Pedra, em São Gonçalo.
"É viável essa redução. Em Itaboraí é muito caro em relação ao trecho e à qualidade dos ônibus, que não têm conforto", Bruno Vinícius Alves, de 22 anos, comerciante, da Ampliação, em Itaboraí.
"A passagem tem que abaixar, não há conforto, os ônibus são cheios, alguns quebrados. No verão deveriam colocar mais ônibus", Lucas Fernandes, de 18 anos, de Itaipu, em Niterói.
"Foi uma boa, seria bom se todos seguissem o exemplo. Com minha mulher e filha, gasto R$ 10 por dia em passagem", Daniel Pena, de 40 anos, militar, do Mutondo, em São Gonçalo.
"Achei ótimo, pois muita gente não tem condição de pagar. Passagem cara com conforto é uma coisa. Sem conforto é sufoco!", Edna Maria da Silva Góis, de 64 anos, costureira, da Morada do Sol, em Itaboraí.
O Fluminense
sábado, 17 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário