Cariocas saem atrás do Grêmio, conseguem virada com dois gols de zagueiros e consolidam, com o título nacional, incrível recuperação iniciada sob o comando do técnico Andrade
RIO DE JANEIRO – Em um Campeonato Brasileiro marcado por surpresas e reviravoltas, a última rodada do torneio de 2009 não fugiu à regra: numa das decisões mais emocionantes da história do Brasileirão, o Flamengo sagrou-se campeão ao vencer o Grêmio de virada, por 2 a 1, no Maracanã. É o sexto título brasileiro do clube mais popular do país — campeão também em 1980, 82, 83, 87 (título da Copa União) e 1992.
Nos últimos 90 minutos dos mais de 3420 jogados pelo time carioca durante toda a competição, o Flamengo superou os gaúchos com gols dos zagueiros David e Ronaldo Angelim, depois de Róberson ter aberto o placar para o Grêmio. O empate, que persistiu até os 25 minutos do segundo tempo, dava o título ao Internacional, arquirrival do Grêmio, que venceu o Santo André por 4 a 1 e ficou com o vice. São Paulo e Palmeiras também iniciaram a rodada com chances de título.
A conquista rubro-negra consolida uma impressionante recuperação do time carioca na competição — a equipe era apenas a 10ª colocada ao fim do primeiro turno — e consagra o técnico Andrade, que assumiu o comando do time no 11º lugar e agora conquista seu primeiro título como treinador. Adriano, outro dos grandes heróis do título ao lado de Petkovic, não marcou mas terminou o torneio na artilharia da competição, com 19 gols, assim como Diego Tardelli.
O Grêmio começou o jogo com tudo, marcando em cima e tentando explorar a velocidade de seus jogadores no ataque. Diante de um Flamengo tenso e perdido em campo, a torcida rubro-negra começou a perceber que o título não viria com a facilidade imaginada.
O Fla só chegou à área gremista pela primeira vez aos 12 minutos. Aírton fez lançamento longo para Adriano, que demorou para concluir e deu tempo para Thiego afastar.
O domínio tricolor foi se consolidando, e aos 21 minutos saiu o gol gremista. Após escanteio cobrado por Douglas Costa, Roberson apareceu bem no primeiro pau, desviou de leve e tirou o goleiro Bruno da jogada.
O gol inverteu as posições, e o Flamengo passou a atacar daí em diante. Não demorou para empatar o jogo, aos 29 minutos. Após cruzamento na área, Adriano se engalfinhou com o zagueiro Léo e a bola sobrou limpa na área. David bateu forte e empatou a partida.
No último lance de perigo no primeiro tempo, o Flamengo quase virou. Adriano mandou direto para o gol uma falta cobrada da ponta direita, e Marcelo Grohe espalmou. Assim, o Flamengo foi para os vestiários sem o título.
FICHA TÉCNICA - FLAMENGO 2 X 1 GRÊMIO
FLAMENGO: Bruno, Leonardo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró (Éverton), Willians e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Kléberson) e Adriano.
Técnico: Andrade
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Mário Fernandes, Léo, Thiego e Fábio Santos; Adilson (Mithyuê), Túlio, Maylson e Lúcio; Douglas Costa e Roberson (Bérgson).
Técnico: Marcelo Rospide
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 6 de dezembro de 2009 (Domingo)
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: Alessandro Rocha (Fifa-BA) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC)
Cartões amarelos: David, Willians (Flamengo); Marcelo Grohe, Douglas Costa, Lúcio, Adilson (Grêmio)
Gols: Roberson, 21 minutos, e David, 29 mintuos do primeiro tempo; Ronaldo Angelim, 24 minutos do segundo tempo
domingo, 6 de dezembro de 2009
RECOLHIMENTO NECESSÁRIO
RECOLHIMENTO NECESSÁRIO
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)
No mundo atribulado em que vivemos nossa rotina diária costuma ser cheia de afazeres.
Nossa mente é bombardeada diariamente por excesso de informações a partir da televisão, Internet, rádio, jornais e revistas.
Estamos constantemente preocupados com o que temos a fazer, imersos na pressa e entregues ao tão propagado stress da vida moderna.
Para compensar a correria diária, os momentos de lazer são, ora de total apatia frente a um aparelho de TV, ora de inúmeras horas de sono, ora de frenesi em shoppings ou em casas noturnas.
A maior parte de nós não cultiva o hábito de recolher-se para meditar.
Nossa mente é uma maravilhosa máquina, capaz de produzir numerosos pensamentos a cada minuto. Por este motivo muitas pessoas se queixam da dificuldade de concentração, pois não conseguem focar os pensamentos.
Entre os jovens, o uso constante de aparelhos, como o computador e o telefone celular, costuma dificultar muito a atenção seja em sala de aula, seja durante o estudo, seja durante a leitura de um livro.
Precisamos aprender a controlar nossa mente, deixando de ser guiados passivamente por ela.
A prática da meditação é quase tão antiga quanto a Humanidade, e é a base de muitas filosofias de vida, principalmente no Oriente.
Para algumas dessas filosofias, meditar é cultivar a disciplina mental, é permitir a abertura mental para o autoconhecimento e para o conhecimento do Divino.
Sócrates, filósofo grego, dedicou sua vida à meditação e ao estudo filosófico. Foi ele quem deu ênfase ao célebre conceito inscrito no templo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo, convidando o indivíduo ao autoconhecimento.
O autoconhecimento nos dá equilíbrio, nos traz paz de espírito, nos conduz ao caminho da reflexão.
Não é necessário que meditemos durante horas, ou que usemos técnicas transcendentais de meditação. Mas é preciso que aprendamos a silenciar nossa voz e a reduzir o turbilhão de pensamentos por alguns minutos.
Podemos começar com alguns minutos de recolhimento em nosso quarto, antes do descanso, quando naturalmente nossa mente busca o repouso.
Um ambiente com pouca luz e música suave pode nos ajudar a relaxar.
Focar a atenção em um único objeto tem por objetivo controlar nossa mente.
O segredo é dominar os pensamentos e serenar a mente.
No início, a dificuldade poderá desanimar, mas a determinação em atingir o objetivo deve ser maior.
Quando conseguirmos silenciar a mente poderemos guiar nossos pensamentos dominando-os e não sendo dominados por eles.
Conseguiremos, então, refletir serenamente, e com humildade, sobre nossas atitudes, sobre o caminho a ser escolhido, sobre os objetivos nobres a atingir em nossa vida.
A meditação nos permite um maior contato com o mundo espiritual, nos trazendo a inspiração para a escolha do caminho correto a trilhar nesta maravilhosa oportunidade que é a vida.
Redação do Momento Espírita com base em seminário desenvolvido por
Divaldo Pereira Franco, ao ensejo da realização do Encontro Fraterno
, em Guarajuba-BA, em setembro de 2009.
Em 04.12.2009.
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)
No mundo atribulado em que vivemos nossa rotina diária costuma ser cheia de afazeres.
Nossa mente é bombardeada diariamente por excesso de informações a partir da televisão, Internet, rádio, jornais e revistas.
Estamos constantemente preocupados com o que temos a fazer, imersos na pressa e entregues ao tão propagado stress da vida moderna.
Para compensar a correria diária, os momentos de lazer são, ora de total apatia frente a um aparelho de TV, ora de inúmeras horas de sono, ora de frenesi em shoppings ou em casas noturnas.
A maior parte de nós não cultiva o hábito de recolher-se para meditar.
Nossa mente é uma maravilhosa máquina, capaz de produzir numerosos pensamentos a cada minuto. Por este motivo muitas pessoas se queixam da dificuldade de concentração, pois não conseguem focar os pensamentos.
Entre os jovens, o uso constante de aparelhos, como o computador e o telefone celular, costuma dificultar muito a atenção seja em sala de aula, seja durante o estudo, seja durante a leitura de um livro.
Precisamos aprender a controlar nossa mente, deixando de ser guiados passivamente por ela.
A prática da meditação é quase tão antiga quanto a Humanidade, e é a base de muitas filosofias de vida, principalmente no Oriente.
Para algumas dessas filosofias, meditar é cultivar a disciplina mental, é permitir a abertura mental para o autoconhecimento e para o conhecimento do Divino.
Sócrates, filósofo grego, dedicou sua vida à meditação e ao estudo filosófico. Foi ele quem deu ênfase ao célebre conceito inscrito no templo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo, convidando o indivíduo ao autoconhecimento.
O autoconhecimento nos dá equilíbrio, nos traz paz de espírito, nos conduz ao caminho da reflexão.
Não é necessário que meditemos durante horas, ou que usemos técnicas transcendentais de meditação. Mas é preciso que aprendamos a silenciar nossa voz e a reduzir o turbilhão de pensamentos por alguns minutos.
Podemos começar com alguns minutos de recolhimento em nosso quarto, antes do descanso, quando naturalmente nossa mente busca o repouso.
Um ambiente com pouca luz e música suave pode nos ajudar a relaxar.
Focar a atenção em um único objeto tem por objetivo controlar nossa mente.
O segredo é dominar os pensamentos e serenar a mente.
No início, a dificuldade poderá desanimar, mas a determinação em atingir o objetivo deve ser maior.
Quando conseguirmos silenciar a mente poderemos guiar nossos pensamentos dominando-os e não sendo dominados por eles.
Conseguiremos, então, refletir serenamente, e com humildade, sobre nossas atitudes, sobre o caminho a ser escolhido, sobre os objetivos nobres a atingir em nossa vida.
A meditação nos permite um maior contato com o mundo espiritual, nos trazendo a inspiração para a escolha do caminho correto a trilhar nesta maravilhosa oportunidade que é a vida.
Redação do Momento Espírita com base em seminário desenvolvido por
Divaldo Pereira Franco, ao ensejo da realização do Encontro Fraterno
, em Guarajuba-BA, em setembro de 2009.
Em 04.12.2009.
CÃES DE GUARDA
CÃES DE GUARDA
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)
O cão tem sido, ao longo do tempo, apresentado como companheiro do homem, exemplo de fidelidade. O mundo pôde ver a cadela Baltique, da raça Labrador, acompanhar fielmente o enterro do seu dono, o Presidente da França, François Miterrand.
Raras são as crianças que não têm um cãozinho para brincar. Um Poodle, Bassê, um simples vira-lata.
Alguns cães têm uma infinita paciência. A criança os puxa, aperta, abraça, dá ordens. Andam no triciclo com o menorzinho da casa, passeiam no carro com o patrão.
Alguns se submetem a virarem um tipo de boneco e se deixam colocar nos carrinhos de bebês, como se bebês fossem, participando da brincadeira de faz de conta. As crianças os chamam de seus filhinhos e falam com eles, crendo que tudo entendem.
São famosas as histórias, imortalizadas nas telas do cinema e da TV, de cães que deram sua vida na defesa do ser humano. Dos que morrem tristonhos sobre os túmulos dos seus donos. Dos que, treinados, conduzem cegos, salvam vidas nos incêndios, nos terremotos, na neve.
O grande gênio Walt Disney criou um romance entre cães e até hoje nos encantamos com A dama e o vagabundo.
Fofinhos, travessos, brincalhões, os cães de estimação não saem de moda.
O que têm aumentado em número assustador são os cães de guarda. Não os bons e velhos cães de guarda, ao mesmo tempo companheiros fiéis dos seus donos.
Uma outra classe bem diferente. Em nome da violência que invade os lares, as pessoas erguem muros altos, instalam alarmes, contratam vigias. E compram um cão de guarda, escolhido entre as raças mais agressivas.
Alguns cães têm a mordida igual ao impacto de uma tonelada.
Os treinadores e os criadores afirmam que cães bem criados não atacam pessoas inocentes. Dizem que um cão de guarda é dotado do dom de diferenciar a voz de um criminoso da de um homem bem intencionado.
Com isto cresce não somente a procura por cães sempre mais agressivos, mas também os treinamentos a cada dia mais violentos.
Os cães se transformam em verdadeiras armas de guerra.
Um animal com instinto agressivo apurado por uma série de cruzamentos e submetido a treinamentos que o condicionam à violência, pode ser controlado durante muito tempo. Mas não durante todo o tempo.
Assim, crianças e adultos, vez ou outra, são apanhados de surpresa e recebem mordidas de arrancar orelhas, quebrar ossos, traumatizar para o resto da vida.
* * *
Muitos de nós temos uma fera em nosso interior. Chama-se temperamento. Muitos desenvolvemos essa ferocidade, educando-nos para agredir, ferir, destruir.
Transferimos para os animais essas disposições, através de treinamentos e exigências.
Um dia, de repente, tais disposições poderão se voltar contra o próprio cultivador e despedaçar-lhe a vida.
Precaução, sim. Prudência. Medidas de cautela.
Contudo, se confiarmos nossa segurança a um cão treinado para a agressão, teremos que nos responsabilizar pelos seus atos perante a Lei de Deus e dos homens.
É que temos sob nossa guarda os animais, que foram colocados por Deus, no mundo, para nos auxiliar. Se os transformamos em assassinos potenciais, agressores, estamos interferindo nas Leis naturais.
Por vezes, uma pequena negligência ou o despreparo para lidar com tais cães, pode permitir que eles firam pessoas.
A responsabilidade é sempre dos donos pela infelicidade ou dor que causarem a terceiros.
Redação do Momento Espírita, com base em artigo publicado na r
evista Veja, de 17.01.1996 e no cap. 24 do livro Panoramas da
vida, pelo Espírito Ignotus, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 05.12.2009.
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)
O cão tem sido, ao longo do tempo, apresentado como companheiro do homem, exemplo de fidelidade. O mundo pôde ver a cadela Baltique, da raça Labrador, acompanhar fielmente o enterro do seu dono, o Presidente da França, François Miterrand.
Raras são as crianças que não têm um cãozinho para brincar. Um Poodle, Bassê, um simples vira-lata.
Alguns cães têm uma infinita paciência. A criança os puxa, aperta, abraça, dá ordens. Andam no triciclo com o menorzinho da casa, passeiam no carro com o patrão.
Alguns se submetem a virarem um tipo de boneco e se deixam colocar nos carrinhos de bebês, como se bebês fossem, participando da brincadeira de faz de conta. As crianças os chamam de seus filhinhos e falam com eles, crendo que tudo entendem.
São famosas as histórias, imortalizadas nas telas do cinema e da TV, de cães que deram sua vida na defesa do ser humano. Dos que morrem tristonhos sobre os túmulos dos seus donos. Dos que, treinados, conduzem cegos, salvam vidas nos incêndios, nos terremotos, na neve.
O grande gênio Walt Disney criou um romance entre cães e até hoje nos encantamos com A dama e o vagabundo.
Fofinhos, travessos, brincalhões, os cães de estimação não saem de moda.
O que têm aumentado em número assustador são os cães de guarda. Não os bons e velhos cães de guarda, ao mesmo tempo companheiros fiéis dos seus donos.
Uma outra classe bem diferente. Em nome da violência que invade os lares, as pessoas erguem muros altos, instalam alarmes, contratam vigias. E compram um cão de guarda, escolhido entre as raças mais agressivas.
Alguns cães têm a mordida igual ao impacto de uma tonelada.
Os treinadores e os criadores afirmam que cães bem criados não atacam pessoas inocentes. Dizem que um cão de guarda é dotado do dom de diferenciar a voz de um criminoso da de um homem bem intencionado.
Com isto cresce não somente a procura por cães sempre mais agressivos, mas também os treinamentos a cada dia mais violentos.
Os cães se transformam em verdadeiras armas de guerra.
Um animal com instinto agressivo apurado por uma série de cruzamentos e submetido a treinamentos que o condicionam à violência, pode ser controlado durante muito tempo. Mas não durante todo o tempo.
Assim, crianças e adultos, vez ou outra, são apanhados de surpresa e recebem mordidas de arrancar orelhas, quebrar ossos, traumatizar para o resto da vida.
* * *
Muitos de nós temos uma fera em nosso interior. Chama-se temperamento. Muitos desenvolvemos essa ferocidade, educando-nos para agredir, ferir, destruir.
Transferimos para os animais essas disposições, através de treinamentos e exigências.
Um dia, de repente, tais disposições poderão se voltar contra o próprio cultivador e despedaçar-lhe a vida.
Precaução, sim. Prudência. Medidas de cautela.
Contudo, se confiarmos nossa segurança a um cão treinado para a agressão, teremos que nos responsabilizar pelos seus atos perante a Lei de Deus e dos homens.
É que temos sob nossa guarda os animais, que foram colocados por Deus, no mundo, para nos auxiliar. Se os transformamos em assassinos potenciais, agressores, estamos interferindo nas Leis naturais.
Por vezes, uma pequena negligência ou o despreparo para lidar com tais cães, pode permitir que eles firam pessoas.
A responsabilidade é sempre dos donos pela infelicidade ou dor que causarem a terceiros.
Redação do Momento Espírita, com base em artigo publicado na r
evista Veja, de 17.01.1996 e no cap. 24 do livro Panoramas da
vida, pelo Espírito Ignotus, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 05.12.2009.
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