domingo, 31 de janeiro de 2010

História do Club de Regatas Vasco da Gama


No final do século XIX, o remo era o esporte mais popular do Rio de Janeiro. Ainda que o ciclismo também fosse popular, o esporte de maior prestígio entre os comerciários da época era o remo, já que as bicicletas comportavam muitos custos.

Quatro jovens, Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre de Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Sousa Júnior, reuniam-se e remavam todos os finais de semana no Clube de Regatas Gragoatá, em Niterói. Moradores da cidade do Rio de Janeiro e cansados de terem que viajar até Niterói para praticarem seu esporte favorito, decidiram fundar um novo clube de regatas na cidade e logo conseguiriam mais adeptos à idéia.

A primeira reunião para traçar os planos para a fundação de um clube de remo realizou-se no número 80 da rua Teófilo Otoni. Uma semana depois, no dia 21 de agosto de 1898, houve nova reunião, presidida por Gaspar de Castro. Dessa vez foi fundado o Club de Regatas Vasco da Gama, com um grupo formado então por 62 remadores, quase todos portugueses, em uma sala da Sociedade Dramática Filhos de Talma, na Rua da Saúde 293, que viria a ser a primeira sede social do clube. Nesta ocasião, foi eleito presidente Francisco Gonçalves do Couto Jr., comerciante dos bairros da Saúde e Botafogo, com 41 votos. A ata de fundação registrava:

Aos 21 dias do mes de Agosto de 1898, as 2:30 horas da tarde, reunidos na sala do prédio da Rua da Saúde numero 293 os senhores constantes do livro de presenças, assumiu a presidência o Sr. Gaspar de Castro e depois de convidar para ocuparem as cadeiras de secretários os senhores Virgílio Carvalho do Amaral como 1o. e Henrique Ferreira como 2o., declarou que a presente reunião tinha o fito de fundar-se nesta Capital da Republica dos Estados Unidos do Brasil, uma associação com o titulo de Club de Regatas Vasco da Gama (…)

História do Clube de Regatas do Flamengo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Em fins do século XIX, o remo dominava o Rio de Janeiro. O futebol começava a aparecer em alguns clubes, mas ainda era olhado com certo temor, pois não estava sendo recebido com entusiasmo pela sociedade carioca. Entretanto, como era o remo quem mandava, as competições movimentavam as manhãs no Rio antigo e não havia praia que não tivesse o seu grupo de regatas. A turma da praia do Flamengo não acompanhava o resto dos rapazes, preferindo os passeios de barco pela baía e o bate-papo no Lamas, o já famoso restaurante do Largo do Machado.

Entretanto, a idéia de se formar um grupo na praia mais movimentada do Rio começava a nascer e numa noite de setembro de 1895, José Agostinho Pereira da Cunha perguntou a Nestor de Barros, Mário Spínola e Augusto da Silveira Lopes o que achavam em de se fundar um clube de remo. Eles concordaram com a idéia, a notícia correu logo pelo Largo do Machado e as adesões surgiram na primeira noite. Entretanto, para se tornar um clube de regatas, havia necessidades de um barco, naturalmente.

Havia uma baleeira a cinco remos, meio gasta, que poderiam comprar. E nada mais justo do que os que tivessem dinheiro fossem os primeiros a colaborar e, assim, Mário Spínola, Felisberto Laport, Nestor de Barros, José Félix da Cunha Menezes e José Agostinho Pereira da Cunha contribuíram com quatrocentos mil réis, o suficiente para a compra da veterana embarcação, que teria que passar por uma reforma completa para ser o barco oficial do novo grupo que se formava.

Pherusa foi o nome dado ao barco e, para os devidos reparos, alguém indicou um armador de Maria Angu. Serviço perfeito por duzentos e cinqüenta mil réis e, mais uma vez, o pessoal que podia colaborar, colaborou. A manhã do dia 6 de outubro foi uma festa, pois era a data marcada para apanhar a ambicionada Pherusa.

Um bom grupo foi formado para ir buscar o barco: Nestor de Barros, José Félix, José Agostinho, Mário Espínola, Felisberto Laport, Napoleão de Oliveira, Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia partiram felizes e mais felizes ficaram ao contemplar Pherusa, novinha em folha, a balançar-se no mar.

Depois do meio-dia saíram orgulhosos da Ponta do Caju já na embarcação. Mário Espínola dirigia o barco e apesar do tempo feio, nada tirava a empolgação dos rapazes. Entretanto, começou a ventar e a chover e, para tristeza de todos, a Pherusa não conseguia resistir e acabou naufragando. O medo tomou conta dos tripulantes e cada um procurava se manter de qualquer maneira seguro ao que ainda restava do barco. Bahia resolveu nadar até a praia em busca de ajuda, pois era um excelente nadador e o única capaz de tal tarefa.

Bahia sumiu, o vento parou, assim como a chuva e, de repente, uma lancha vinda da Penha viu o sinal de Mário Espínola – uma bandeira branca – e veio buscar os náufragos. Os tripulantes da lancha Leal salvaram todos e rebocaram a pobre Pherusa, totalmente destroçada.

Entretanto, o barco pouco importava, queriam saber de Bahia. Felizmente, Bahia era um bom nadador mesmo e, depois de quatro horas de luta, conseguir chegar à praia, feliz por lá encontrar os seus companheiros. A recuperação de Pherusa foi mais uma vez iniciada, mas quando o barco já estava sendo preparado para novas batalhas, foi roubado e nunca mais foi encontrado. Ficou de Pherusa apenas a lembrança e o desejo de todos em fundar realmente um grupo de regatas.

Virada histórica no Maracanã em cinco velocidades


Depois de ir para o intervalo com 3 a 1 para o adversário, Flamengo volta arrasador, faz quatro gols e vence Fluminense por 5 a 3

Em uma noite que parecia fadada às gozações da torcida adversária, quem riu por último foi o Flamengo. Depois de um primeiro tempo ruim, em que foi dominado quase que inteiramente pelo Fluminense, a equipe de Andrade voltou melhor do vestiário e desfez a desvantagem de 3 a 1 com uma virada que já entrou para história do clássico: 5 a 3.

O jogo não começou bem para o atual campeão brasileiro. Melhor em campo, o Fluminense abriu o placar aos 13 minutos do primeiro tempo, com Alan. Mesmo com mais posse de bola, o Fla era improdutivo e criava pouco. O Flu, por seu lado, era envolvente e a partir da segunda metade começou a criar várias oportunidades de gol. Até que o juiz marcou um pênalti, aos 38, e os tricolores ampliaram, com Conca. Não deu nem tempo para comemorar. Aos 42, também em cobrança de pênalti, Adriano diminuiu. Mas Cássio fez justiça ao maior volume de jogo, assinalando o terceiro dos comandados de Cuca, aos 45.

No segundo tempo, Andrade mexeu no meio-campo da equipe. Tirou Fernando e colocou Willians e, na criação, sacou Petkovic para a entrada de Vinicius Pacheco. O time voltou com mais atitude e as mudanças surtiram efeito. Aos sete, depois de um bate-rebate na área tricolor, Vagner Love aproveitou sobra na pequena área para deixar a contagem em 3 a 2. Um minuto depois, aos oito, Vinicius Pacheco fez uma jogada rápida de linha de fundo e Kleberson completou, quase de sem pulo: 3 a 3.

Aos 17, o zagueiro Álvaro levou o segundo amarelo e o Flamengo ficou com um a menos. A equipe, no entanto, manteve a raça. Em mais um contra-ataque rápido, Vagner Love abriu na direita para Vinicius Pacheco que rolou com precisão para Adriano concluir de pé esquerdo. Era o gol da virada, aos 36.

A cereja do bolo veio aos 44. Atrás do empate, o Fluminense descuidou a última linha e Adriano recebeu completamente livre, ainda no semicírculo. O Imperador não perdoou e fez o quinto, oseu terceiro na noite. Final, Flamengo 5 x 3 Fluminense, para a alegria da torcida rubro-negra, que não perdeu a chance de tripudiar. Devolveu, com o mesmo coro, um funk cantado pelos tricolores em fevereiro de 2008, quando o Flamengo sofreu sua última derrota para o clube das Laranjeiras.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Íntima conversa com Deus

A oração deve ser a expansão da alma para com Deus. É uma conversa muito íntima, uma meditação.

É, por excelência, o refúgio dos aflitos e de todos os corações magoados.

Nas horas de tristeza, de pesar, quem já não encontrou na prece a calma e o alívio?

É nesses momentos que acontece um diálogo profundo entre a alma que sofre e a Divindade.

A alma fala das suas angústias, dos seus desânimos, pede socorro.

Então, no altar da consciência, uma voz responde. É a voz do Pai de onde vem as forças para a luta, o medicamento para as feridas abertas e a luz para os caminhos escuros.

Essa voz consola, reanima, traz coragem.

Depois dessa conversa tão profunda, a alma se ergue menos atormentada e menos triste.

É como se um raio de sol trouxesse a esperança, modificando a paisagem de sombras.

A linguagem da prece varia conforme as necessidades do Espírito. Pode ser um grito, um lamento, um desabafo, um balanço geral dos próprios atos. Um simples pensamento, uma lembrança, um olhar dirigido para o Céu.

Não existem horas determinadas para a prece. Toda vez que sentirmos a alma emocionada, agitada por um sentimento profundo, é o momento de orar.

Podemos orar à beira dos mares, deixando a alma extravasar sua poesia ao ritmo das ondas que morrem na areia. Podemos orar na claridade do dia ou à noite, sob o céu estrelado e a luz da lua.

A nossa prece pode se erguer aos Céus do meio dos campos, entre o trigo que balança as espigas maduras ao vento ou nos bosques, no silêncio das florestas, nas estradas desertas.

Em verdade, tudo ora e tudo celebra a alegria de viver. Se nos dispusermos a ouvir, poderemos unir a nossa prece ao concerto que parte da Terra e busca Deus no Infinito.

Em toda parte, em todos os lugares, poderemos ouvir o cântico da terra que se dirige ao Criador.

Os oceanos erguem suas vozes e os desertos murmuram. A profundeza dos bosques, o farfalhar das folhas do arvoredo tudo entoa um cântico de gratidão à vida.

Agradecidos pelo dom da vida, que possamos pedir a Deus que nos dê amor ao trabalho, que é o dever de todos sobre a Terra; que ajude a nos esclarecer sobre as nossas imperfeições, essas que enfeiam a nossa alma e adiam o nosso progresso, para que fortalecidos pela sua generosidade, vençamos os obstáculos que impedem a vitória da verdade sobre o erro, da fraternidade sobre o egoísmo.

* * *

A prece feita em conjunto é como um feixe de vontades, de pensamentos e perfumes que se dirige para o Criador.

Se pudéssemos avaliar o verdadeiro efeito produzido pelas preces sinceras, oraríamos muito mais porque orar com amor pelos infelizes é uma das mais eficazes formas de caridade.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 51
do livro Depois da morte, de Léon Denis, ed. Feb.
Em 27.01.2010.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Prefeitura apreende e multa ônibus em Cascadura

Enviado por Marcelo Dias - 15.1.2010| 21h11mFora da linha
Prefeitura apreende e multa ônibus em Cascadura

A Secretaria Municipal de Transportes lacrou três ônibus e multou outros oito durante uma operação hoje no Terminal de Cascadura, na Praça Nossa Senhora do Amparo. Dentre as irregularidades, havia bancos soltos, parabrisas trincados e extintores que não funcionavam. Os ônibus lacrados são das linhas 773 (Cascadura-Cidade de Deus) e 790 (Cascadura-Campo Grande).

Já os coletivos multados são três da linha 712 (Cascadura-Irajá), da Três Amigos, um da 725 (Cascadura-Ricardo de Albuquerque), da Auto Viação Bangu, dois da 773 e outros dois da 790.

Ontem, os fiscais retiraram de circulação seis ônibus da linha 261 (Marechal Hermes-Praça XV), da Auto Viação Rio, por equipamentos inoperantes e documentação vencida.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Seminário: O aborto na visão espírita

Centro Espírita Aprendizes do Bem
Convida:
O aborto na visão espírita
Dia: 24/01/2010
Horário: Das 15:00 ás 19:00h ( Das 3:00 ás 7:00h )
Local: R. João Pinheiro, 574, Piedade, Rio de Janeiro

domingo, 10 de janeiro de 2010

A FELICIDADE E O TRABALHO

Os Espíritos ensinam que completa felicidade é apanágio da perfeição espiritual.

Enquanto o homem possuir vícios e fissuras morais, ele sofrerá.

A identificação exclusiva com as coisas materiais causa sofrimento.

Tudo o que é material é transitório.

Quem localiza sua fonte de satisfação no que dependa apenas do elemento material está fadado a perdê-la.

Ao final da existência terrena, restam somente as conquistas morais e intelectuais.

Tais conquistas correspondem ao tesouro que nenhum ladrão consegue roubar e que as traças e a ferrugem não atingem.

A perfeição espiritual não se cinge à conquista de virtudes morais.

Ela envolve também o burilar do intelecto.

A razão e o sentimento burilados e purificados constituem as duas asas que conduzem o Espírito à plenitude.

Importa, pois, dedicar-se ao cultivo de ambos.

A felicidade é o sonho de todo homem.

Pergunte-se a qualquer pessoa o que deseja e ela certamente afirmará que quer ser feliz.

A busca de plenitude, de conforto e de paz têm conduzido a raça humana ao longo das eras.

A própria fragilidade da vida material desafia o intelecto.

Na busca de preservá-la e de vencer os elementos da natureza, os homens desenvolvem suas faculdades intelectuais.

Com o tempo, esse intelecto desenvolvido volta-se para questões mais transcendentes.

Surgem reflexões sobre a razão e a finalidade da vida.

Indaga-se o porquê de tantos sofrimentos que envolvem a vida humana.

O Espiritismo responde tais questionamentos.

Ele ensina que os obstáculos e os infortúnios destinam-se a desenvolver a sensibilidade e o intelecto humanos.

A igualdade em face da dor, da doença e da morte mostra o quanto todos são parecidos e devem ser solidários.

Ricos e pobres, belos e feios, todos se submetem aos imperativos da natureza.

É difícil permanecer insensível em face de uma dor que já se experimentou.

À medida que a Humanidade evolui, as dores se tornam menos atrozes.

Por conta da evolução intelectual, medicamentos e tratamentos sofisticados são descobertos.

Tudo se encadeia no Plano Divino.

O progresso intelectual dá-se de modo quase automático, pelo natural desejo que os homens têm de se furtar a dores e embaraços.

O progresso moral secunda o intelectual, mas demanda uma sensibilidade e um esforço a mais para operar-se.

Ele pressupõe maturidade bastante para compreender a vida a partir de um patamar mais elevado.

O estágio atual da Humanidade já possibilita compreender que conquistas materiais não garantem a felicidade.

Embora a evolução científica e tecnológica, os homens persistem angustiados e carentes de paz.

Para ser feliz, é necessário vencer velhos vícios, que causam grande tormento.

Inveja, ciúme, egoísmo, ganância e sensualidade desequilibrada são exemplos de fissuras morais que infernizam quem as possui.

O homem realmente decidido a ser feliz precisa dedicar-se a combater seus vícios.

O intelecto desenvolvido auxilia-o a identificar os seus problemas morais.

Basta pensar quais de suas características lhe tiram a paz e não são elogiáveis no próximo.

Identificados os problemas, é necessário trabalhar para combatê-los.

A criatura madura sabe que não existe resultado sem trabalho, nem recompensa sem esforço.

Ninguém se transformará em anjo por um golpe de sorte.

Impõe-se a aplicação de uma firme vontade no burilamento do próprio caráter.

A plena felicidade pressupõe a perfeição espiritual, mas esta é fruto do trabalho.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 07.01.2010.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Maricá quebra monopólio das empresas de ônibus

Rio - O motorista Carlos Fernandes não conseguiu terminar o seu discurso de agradecimento. A voz embargou, as lágrimas rolaram e um abraço do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, significou a felicidade dos donos de vans, que farão, oficialmente, o trajeto de Inoã a Niterói e ao Rio de Janeiro. Quaquá, acompanhado da primeira-dama, Rosângela Zeidan, inaugurou o terminal das vans. “A entrada das vans no Centro do município, antes de ser uma promessa de campanha contra o monopólio, marca uma vitória do povo”, disse.

O prefeito anunciou a criação de uma empresa municipal de transportes em 2011, e Rosângela Zeidan afirmou que “a regulamentação do transporte alternativo era um verdadeiro presente de Natal para a população”.
Durou oito anos a luta dos topiqueiros, obrigados a estacionar fora da cidade, e o sofrimento dos populares em caminhar até o ponto de partida para, então, se dirigir ao Rio e a Niterói. As vans de Maricá para Niterói circularão de 10 em 10 minutos, das 4h50 às 22h, e para o Rio de Janeiro, os intervalos serão de 15 minutos.

Maricá homologa licitação para a compra de ônibus escolares

O secretário de Educação de Maricá, Marcos Ribeiro , homologou a licitação feita pela sua pasta, através do método pregão eletrônico, para a compra de quatro ônibus escolares que atenderão aos alunos da rede municipal de ensino. Os veículos, do modelo VE 02, custarão R$ 548,6 mil aos cofres públicos.